{"id":73127,"date":"2017-04-29T02:33:55","date_gmt":"2017-04-29T05:33:55","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/04\/29\/o-fim-de-um-idolo\/"},"modified":"2018-04-16T08:05:00","modified_gmt":"2018-04-16T11:05:00","slug":"o-fim-de-um-idolo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=73127","title":{"rendered":"O FIM DE UM \u00cdDOLO"},"content":{"rendered":"<p>Dirigir uma revista feminina, como &ldquo;S&eacute;timo C&eacute;u&rdquo;, foi um dos meus prazeres jornal&iacute;sticos. Quando cheguei, em 1958, estava com 6 mil exemplares de venda. Mudando o formato e colocando fotonovelas brasileiras a revista deu um enorme salto e logo estava vendendo 150 mil exemplares. At&eacute; os pat&otilde;es ficaram assustados com tamanho sucesso.<\/p>\n<p>Foi nessa onda de &ecirc;xito que se encaixou o ent&atilde;o membro&nbsp;da jovem guarda, o cantor Jerry Adriani. Frequentador da reda&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o na rua Frei Caneca 511, foi por mim convidado para ser gal&atilde; de fotonovela. O seu tipo se encaixava muito bem na ideia &ndash; e tudo deu certo. Foi um modelo de sucesso, ao lado de outro astro igualmente aproveitado: Cauby Peixoto.<\/p>\n<p>Eis que fomos surpreendidos com a morte prematura de Jerry Adriani. Um c&acirc;ncer no p&acirc;ncreas acabou com a sua vida, aos 70 anos, quando ainda era muito cortejado por suas milhares de f&atilde;s. Perdi tamb&eacute;m um amigo.<\/p>\n<p>Descendente de italianos, Jerry cantava muito bem na l&iacute;ngua de Pepino Di Capri e arriscava tamb&eacute;m imitar Elvis Presley, inclusive com as suas vastas costeletas. Chegou a lan&ccedil;ar um disco em 1990 com o t&iacute;tulo &ldquo;Elvis vive&rdquo;, mas o seu destino era mesmo prestigiar a m&uacute;sica brasileira, o que fez tamb&eacute;m nas suas pequenas incurs&otilde;es ao cinema nacional, a convite de Jece Valad&atilde;o.<\/p>\n<p>Foi parceiro de Raul Seixas. Convenceu a gravadora CBS a empregar Raul como produtor, o que aconteceu entre 1969 e 1971, antes de iniciar sua pr&oacute;pria e vitoriosa carreira, o que n&atilde;o impediu de gravar diversas m&uacute;sicas de Raul, como &ldquo;Tarde Demais&rdquo;, e &ldquo;Doce Doce Amor, esta um imenso sucesso, com mais de 200 mil c&oacute;pias vendidas.<\/p>\n<p>Registre-se que o simp&aacute;tico Jerry foi um dos &iacute;dolos da Jovem Guarda, ao lado de outros cantores consagrados como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderl&eacute;ia e Wanderley Cardoso. Faziam sucesso na televis&atilde;o, especialmente na TV Record de S&atilde;o Paulo, onde se criou um movimento musical dedicado especialmente aos jovens, com resultados bastante apreci&aacute;veis.<\/p>\n<p>O primeiro LP de Jerry Adriani foi lan&ccedil;ado em 1964 com o t&iacute;tulo de &ldquo;Italian&iacute;ssimo&rdquo;. No ano seguinte, veio o primeiro disco com m&uacute;sicas em portugu&ecirc;s: &ldquo;Um Grande Amor&rdquo;. Em 1966, seguiu-se outro LP ent&atilde;o dedicado ao pop italiano: &ldquo;Credi a Me&rdquo;. O talento do jovem cantor sempre foi muito vers&aacute;til e sempre bem sucedido.<\/p>\n<p>Posso testemunhar que o p&uacute;blico adorava as apresenta&ccedil;&otilde;es de Jerry Adriani. A meu pedido, apresentou-se de uma feita no Teres&oacute;polis Country Clube, sem nada cobrar, para valorizar as atividades sociais e culturais daquela institui&ccedil;&atilde;o. Como sempre, foi um &ecirc;xito comentado por meses seguidos. Agora, sem ligar para a doen&ccedil;a que minava o seu organismo, preparou a sua autobiografia e um novo disco com can&ccedil;&otilde;es de Raul Seixas (parceiro de Paulo Coelho). Chegou a entregar a autobiografia ao escritor e pesquisador Marcelo Froes, um grande amigo. Toda a sua trajet&oacute;ria ali figura e deve ser publicada ainda em 2017. Infelizmente, n&atilde;o viveu para vibrar com esse lan&ccedil;amento, como merecia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dirigir uma revista feminina, como &ldquo;S&eacute;timo C&eacute;u&rdquo;, foi um dos meus prazeres jornal&iacute;sticos. Quando cheguei, em 1958, estava com 6 mil exemplares de venda. Mudando o formato e colocando fotonovelas brasileiras a revista deu um enorme salto e logo estava vendendo 150 mil exemplares. At&eacute; os pat&otilde;es ficaram assustados com tamanho sucesso. 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