{"id":73125,"date":"2017-04-29T02:25:02","date_gmt":"2017-04-29T05:25:02","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/04\/29\/qual-a-licao-da-greve\/"},"modified":"2017-04-29T02:25:02","modified_gmt":"2017-04-29T05:25:02","slug":"qual-a-licao-da-greve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=73125","title":{"rendered":"Qual a li\u00e7\u00e3o da Greve?"},"content":{"rendered":"<p>J&aacute; se passava das 13h30 e os manifestantes ainda n&atilde;o tinham chegado ao ponto final do ato, no Parque Halfeld. Uma multid&atilde;o de integrantes esperava para recepcionar e compor o movimento contra a reforma da Previd&ecirc;ncia, Trabalhista e as terceiriza&ccedil;&otilde;es. A Greve Geral do dia 28 parou Juiz de Fora.<\/p>\n<p>O aposentado Jo&atilde;o Geraldo Barbosa, que acompanhava a passeata, explicou que estava apoiando o protesto em favor dos trabalhadores e dos jovens. &ldquo;Mesmo aposentado, estou aqui no sentido de mudan&ccedil;a. Estas reformas prejudicam de modo geral a vida dos trabalhadores e, principalmente, os jovens&rdquo;, comentou o homem.<\/p>\n<p>Aos gritos de &ldquo;Vem pra rua, vem!&rdquo;, o caminh&atilde;o que conduzia o trajeto, &agrave; frente da popula&ccedil;&atilde;o, seguiu e estacionou na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Halfeld. Foi quando terminou a passeata, que durou mais de seis horas ininterruptas.<\/p>\n<p>Enquanto o protesto ocorria, diversas lojas das proximidades estavam entre meia porta ou completamente fechadas, em fun&ccedil;&atilde;o da manifesta&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Por mais que esse ato possa impactar a empresa privada, s&atilde;o nossos direitos em quest&atilde;o, e por isso, devemos apoiar&rdquo;, comentou Ana Clara Neves, funcion&aacute;ria de uma loja no Centro.<\/p>\n<p>Os protestos, no entanto, foram vistos com maus olhos por grande parte da popula&ccedil;&atilde;o. Alguns lojistas, insatisfeitos com a forma como o ato foi conduzido, criticaram. &ldquo;Esta manifesta&ccedil;&atilde;o nos atrapalhou. Na falta do &ocirc;nibus, muitos n&atilde;o tiveram condi&ccedil;&otilde;es de trabalhar ou de vir ao Centro da cidade. Consequentemente caiu o movimento&rdquo;, ressaltou um comerciante que n&atilde;o quis se identificar.<\/p>\n<p>A contadora Flavia Nery, tamb&eacute;m ficou insatisfeita ao ser surpreendida pela manifesta&ccedil;&atilde;o na Avenida Rio Branco e ficar presa no tr&acirc;nsito.&#8221;Ningu&eacute;m foi avisado de que a manifesta&ccedil;&atilde;o viria para a Rio Branco. Disseram que seria na Pra&ccedil;a da Esta&ccedil;&atilde;o&#8221;, reclamou.<\/p>\n<h4>O QUE LEVA A POPULA&Ccedil;&Atilde;O &Agrave;S RUAS?<\/h4>\n<p>Por meio dos debates e an&aacute;lises de pol&iacute;ticos e especialistas acerca das reformas, &eacute; mais f&aacute;cil que se entenda qual &eacute; a insatisfa&ccedil;&atilde;o colocada nas ruas e, por outro lado, porque estas propostas s&atilde;o defendidas.<\/p>\n<p>Paulo Roberto Figueira Leal, mestre e doutor em ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica, avalia que as propostas trazem preju&iacute;zos ao trabalhador que, nesta conjuntura, vai &agrave;s ruas tomar seu lugar de fala na tentativa de fazer com que o governo volte atr&aacute;s em decis&otilde;es. &ldquo;Na pr&aacute;tica, existe um conjunto de diferentes iniciativas, que acabam atuando juntas, para produzir uma perda de direitos. Se voc&ecirc; somar a j&aacute; aprovada mudan&ccedil;a da terceiriza&ccedil;&atilde;o, que vai facilitar a possibilidade de que empresas possam contratar terceirizados, inclusive em suas atividades fins com as mudan&ccedil;as da reforma Trabalhista, que implicaria a possibilidade de que a CLT possa ser superada por acordos estabelecidos entre sindicatos e patr&otilde;es, voc&ecirc; conclui que vai precarizar o trabalho. Somasse isso a um conjunto de mudan&ccedil;as poss&iacute;veis da reforma previdenci&aacute;ria, voc&ecirc; tem uma s&eacute;rie de medidas do governo especialmente lesiva para o trabalhador e para a garantia de direitos fundamentais da constitui&ccedil;&atilde;o de 1988. Percebendo isto, as pessoas v&atilde;o &aacute;s ruas&rdquo;.<\/p>\n<p>O Deputado Federal Marcus Pestana (PSDB), que votou a favor da reforma trabalhista, defendeu a decis&atilde;o. &ldquo;O mundo mudou, a economia &eacute; globalizada, &eacute; din&acirc;mica, e ela &eacute; fragmentada&rdquo;, e completa, &ldquo;No s&eacute;culo 21 existem outras formas de trabalho, ent&atilde;o, &eacute; preciso dar a liberdade a trabalhadores e empres&aacute;rios, para que eles dialoguem, negociem e criem formas eficientes e din&acirc;micas para que se gerar emprego&rdquo;.<\/p>\n<p>Ao final das manifesta&ccedil;&otilde;es na sexta-feira, o vereador Roberto Cupolillo (Bet&atilde;o-PT), que esteve &agrave; frente das manifesta&ccedil;&otilde;es em Juiz de Fora,adiantou que novas a&ccedil;&otilde;es est&atilde;o previstas e avaliou que a participa&ccedil;&atilde;o da classe trabalhadora &eacute; uma forma de tentar barrar as aprova&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Isto vai ajudar na luta para derrotarmos as reformas trabalhistas, previdenci&aacute;rias e a terceiriza&ccedil;&atilde;o que esse governo est&aacute; tentando aplicar. A tend&ecirc;ncia, agora, &eacute; que esse movimento continue&rdquo;, atentou.<\/p>\n<h4>DESDOBRAMENTOS<\/h4>\n<p>Na pr&oacute;xima segunda-feira, os sindicalistas convocaram os manifestantes a se reunirem no dia 1&ordm; de maio, segunda-feira, no bairro Vale Verde, para novos protestos. No dia 2, ter&ccedil;a-feira, as centrais sindicais se re&uacute;nem para avaliar o ato e programarem os pr&oacute;ximos passos e, no dia 4 de maio, os representantes se re&uacute;nem a n&iacute;vel nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J&aacute; se passava das 13h30 e os manifestantes ainda n&atilde;o tinham chegado ao ponto final do ato, no Parque Halfeld. Uma multid&atilde;o de integrantes esperava para recepcionar e compor o movimento contra a reforma da Previd&ecirc;ncia, Trabalhista e as terceiriza&ccedil;&otilde;es. A Greve Geral do dia 28 parou Juiz de Fora. 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