{"id":72955,"date":"2017-04-27T00:05:41","date_gmt":"2017-04-27T03:05:41","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/04\/27\/universidades-publicas-podem-cobrar-por-curso-de-especializacao\/"},"modified":"2017-04-27T00:05:41","modified_gmt":"2017-04-27T03:05:41","slug":"universidades-publicas-podem-cobrar-por-curso-de-especializacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=72955","title":{"rendered":"Universidades p\u00fablicas podem cobrar por curso de especializa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, em sess&atilde;o extraordin&aacute;ria na manh&atilde; dessa quarta-feira, 26, a possibilidade de as universidades p&uacute;blicas cobrarem por cursos de especializa&ccedil;&atilde;o. Por maioria de votos, os ministros deram provimento ao Recurso Extraordin&aacute;rio (RE) 597854, com repercuss&atilde;o geral reconhecida.<\/p>\n<p>Na a&ccedil;&atilde;o, a Universidade Federal de Goi&aacute;s questionava ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal Regional Federal da 1&ordf; Regi&atilde;o (TRF-1) que considerou inconstitucional a cobran&ccedil;a de mensalidade pela frequ&ecirc;ncia de um curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o lato sensu em Direito Constitucional, tendo em vista a garantia constitucional de gratuidade de ensino p&uacute;blico, prevista no artigo 206, inciso IV, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal (CF).<\/p>\n<p>A tese aprovada pelo Plen&aacute;rio aponta que &ldquo;a garantia constitucional da gratuidade de ensino n&atilde;o obsta a cobran&ccedil;a, por universidades p&uacute;blicas, de mensalidades em cursos de especializa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. O relator do recurso, ministro Edson Fachin, apontou que, na CF, h&aacute; diferencia&ccedil;&atilde;o entre ensino, pesquisa e extens&atilde;o e a previs&atilde;o de um percentual da receita das unidades da federa&ccedil;&atilde;o para a manuten&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento do ensino p&uacute;blico.<\/p>\n<p>No entanto, afirmou que o artigo 213 da Constitui&ccedil;&atilde;o autoriza as universidades a captarem recursos privados para pesquisa e extens&atilde;o. &ldquo;&Eacute; imposs&iacute;vel afirmar a partir de leitura estrita da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal que as atividades de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o s&atilde;o abrangidas pelo conceito de manuten&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento do ensino, par&acirc;metro para destina&ccedil;&atilde;o com exclusividade dos recursos p&uacute;blicos&rdquo;, sustentou.<\/p>\n<h4>REMUNERA&Ccedil;&Atilde;O<\/h4>\n<p>O ministro Edson Fachin ressaltou que, caso o curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o na universidade p&uacute;blica esteja relacionado &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento do ensino, o princ&iacute;pio da gratuidade dever&aacute; obrigatoriamente ser observado. Segundo ele, ao legislador &eacute; poss&iacute;vel descrever as atividades que, por n&atilde;o se relacionarem com o desenvolvimento da educa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o dependem exclusivamente de recursos p&uacute;blicos, sendo l&iacute;cito, portanto, que as universidades recebam remunera&ccedil;&atilde;o pelo servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>De acordo com o relator, a Lei 9.394\/1996 estabeleceu as diretrizes e bases da educa&ccedil;&atilde;o nacional. &ldquo;&Eacute; poss&iacute;vel depreender pela lei que os cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o se destinam &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio do magist&eacute;rio superior, por isso s&atilde;o indispens&aacute;veis para manuten&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento das institui&ccedil;&otilde;es de ensino. No entanto, apenas esses cursos &eacute; que s&atilde;o financiados pelo poder p&uacute;blico&rdquo;, frisou.<\/p>\n<p>Para o ministro Edson Fachin, &eacute; poss&iacute;vel &agrave;s universidades, no &acirc;mbito da sua autonomia did&aacute;tico-cient&iacute;fica, regulamentar, em harmonia com a legisla&ccedil;&atilde;o, as atividades destinadas, preponderantemente, &agrave; extens&atilde;o universit&aacute;ria, sendo poss&iacute;vel, nessas condi&ccedil;&otilde;es, a institui&ccedil;&atilde;o de tarifa.<\/p>\n<h4>DIVERG&Ecirc;NCIA<\/h4>\n<p>&Uacute;nico a divergir do voto do relator, o ministro Marco Aur&eacute;lio afirmou que o STF n&atilde;o pode legislar ao estabelecer distin&ccedil;&atilde;o entre as esferas e os graus de ensino que a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal n&atilde;o prev&ecirc;. Destacou ainda que o inciso IV do artigo 206 da CF garante a gratuidade do ensino p&uacute;blico nos estabelecimentos oficiais e que, em sua avalia&ccedil;&atilde;o, isso &eacute; um princ&iacute;pio inafast&aacute;vel. A seu ver, as universidades oficiais s&atilde;o p&uacute;blicas e n&atilde;o h&iacute;bridas e a Constitui&ccedil;&atilde;o estabelece a igualdade de condi&ccedil;&otilde;es de acesso e perman&ecirc;ncia na escola.<\/p>\n<p>Fonte: Assessoria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, em sess&atilde;o extraordin&aacute;ria na manh&atilde; dessa quarta-feira, 26, a possibilidade de as universidades p&uacute;blicas cobrarem por cursos de especializa&ccedil;&atilde;o. Por maioria de votos, os ministros deram provimento ao Recurso Extraordin&aacute;rio (RE) 597854, com repercuss&atilde;o geral reconhecida. 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