{"id":72778,"date":"2017-04-23T21:45:06","date_gmt":"2017-04-24T00:45:06","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/04\/23\/delatores-dizem-que-campanhas-presidenciais-de-2014-receberam-r-37-milhoes-em-caixa-2\/"},"modified":"2017-04-23T21:45:06","modified_gmt":"2017-04-24T00:45:06","slug":"delatores-dizem-que-campanhas-presidenciais-de-2014-receberam-r-37-milhoes-em-caixa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=72778","title":{"rendered":"Delatores dizem que campanhas presidenciais de 2014 receberam R$ 37 milh\u00f5es em caixa 2"},"content":{"rendered":"<p>Os executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht afirmaram, em depoimentos de dela&ccedil;&atilde;o premiada &agrave; for&ccedil;a-tarefa da Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato, que a empresa repassou R$ 37 milh&otilde;es em doa&ccedil;&otilde;es irregulares, o chamado caixa 2, para a campanha presidencial de 2014.<\/p>\n<p>De acordo com levantamento feito pela Ag&ecirc;ncia Brasil a partir dos depoimentos de cinco delatores, as campanhas eleitorais presidenciais do PT, do PSDB e do PSC, em 2014, tiveram R$ 24 milh&otilde;es, R$ 7 milh&otilde;es e R$ 6 milh&otilde;es, respectivamente, em repasses il&iacute;citos. Parte das doa&ccedil;&otilde;es irregulares era feita em esp&eacute;cie e repassada em mochilas durante encontros entre mediadores da empresa e dos partidos.<\/p>\n<p>Respons&aacute;vel pelas maiores negocia&ccedil;&otilde;es, o ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, conta que, ap&oacute;s acertar os valores com partidos e candidatos que receberiam apoio, as doa&ccedil;&otilde;es eram operacionalizadas entre seus subordinados e representantes dos candidatos. De acordo com ele, como havia um limite para doa&ccedil;&atilde;o oficial, a Odebrecht sempre recorria ao caixa 2 para concretizar os repasses acertados previamente.<\/p>\n<p>O ex-diretor de Rela&ccedil;&otilde;es Institucionais da empreiteira, Alexandrino Alencar, descreveu como foi feito o acerto para a campanha &agrave; reelei&ccedil;&atilde;o de Dilma Rousseff (PT). Ele disse que combinou com o ent&atilde;o coordenador financeiro da campanha, Edinho Silva, o repasse de R$ 35 milh&otilde;es a serem distribu&iacute;dos igualmente a cinco partidos para que apoiassem o PT. O objetivo era o &ldquo;aumento do tempo de hor&aacute;rio eleitoral na televis&atilde;o&rdquo; que, conforme Alexandrino, teve incremento de um ter&ccedil;o ap&oacute;s os pagamentos feitos ao PROS, PRB, PCdoB, PDT e PP.<\/p>\n<p>Do valor acertado, os delatores indicam que R$ 24 milh&otilde;es foram de fato repassados. O ex-diretor da Odebrecht em Salvador, Hilberto Mascarenhas Silva, conta ter recebido, em julho de 2014, um e-mail de Marcelo Odebrecht autorizando o pagamento, a ser &ldquo;debitado na conta p&oacute;s-It&aacute;lia&rdquo;, que era uma esp&eacute;cie de cr&eacute;dito que o governo federal e o PT tinham com a construtora, e que ia sendo abatido conforme os pedidos. Documentos fornecidos pelos delatores ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF) indicam que R$ 5 milh&otilde;es foram repassados ao PROS, R$ 2 milh&otilde;es ao PDT, R$ 5 milh&otilde;es ao PRB e R$ 7 milh&otilde;es ao PCdoB, al&eacute;m de R$ 5 milh&otilde;es ao marqueteiro da campanha do PT, Jo&atilde;o Santana, que est&aacute; preso.<\/p>\n<p>De modo mais gen&eacute;rico, os delatores indicam que outros pagamentos foram feitos a Jo&atilde;o Santana no exterior, mas n&atilde;o s&atilde;o detalhados os valores nem os per&iacute;odos. Em um dos depoimentos, Marcelo Odebrecht detalha tamb&eacute;m os repasses feitos de forma oficial. &ldquo;Para a campanha de 2014, teve a doa&ccedil;&atilde;o oficial, se n&atilde;o me engano de R$ 5 milh&otilde;es no primeiro turno e de R$ 2 milh&otilde;es no segundo turno, que saiu dessa conta. Teve uma doa&ccedil;&atilde;o que a gente fez de R$ 5 milh&otilde;es para o Comit&ecirc; do PT, que depois foi para a campanha dela, j&aacute; combinado com o Edinho. Houve tamb&eacute;m doa&ccedil;&otilde;es para Jo&atilde;o Santana, os pagamentos por fora&rdquo;, disse o ex-presidente da companhia.<\/p>\n<p>Os repasses para campanha de A&eacute;cio Neves &agrave; Presid&ecirc;ncia tamb&eacute;m envolveram valores direcionados a outros partidos, al&eacute;m do PSDB. Os delatores afirmaram que Marcelo Odebrecht havia combinado com o tucano uma doa&ccedil;&atilde;o de R$ 15 milh&otilde;es, que acabou n&atilde;o ocorrendo porque, de acordo com ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto J&uacute;nior, &ldquo;eles n&atilde;o queriam receber o pagamento l&aacute; fora&rdquo;. O ex-executivo da empresa descreve que R$ 3 milh&otilde;es foram pagos em v&aacute;rias parcelas de R$ 250 mil, entre maio e setembro de 2014; e que outros R$ 3 milh&otilde;es, em tr&ecirc;s parcelas de R$ 1 milh&atilde;o, tamb&eacute;m no m&ecirc;s de setembro.<\/p>\n<p>Ent&atilde;o vice-presidente de Rela&ccedil;&otilde;es Institucionais da Odebrecht, Cl&aacute;udio Melo Filho, disse que outro R$ 1 milh&atilde;o foi repassado ao DEM, partido que apoiou o PSDB nas elei&ccedil;&otilde;es de 2014. De acordo com Marcelo Odebrecht, outros valores chegaram a ser repassados ainda na &eacute;poca da pr&eacute;-campanha.<\/p>\n<p>&ldquo;A partir da&iacute;, dentro da nossa l&oacute;gica empresarial, de que campanha presidencial era comigo, eu comecei a definir os valores de pagamento. Eram R$ 500 mil por m&ecirc;s por dez meses pr&eacute;-campanha e que foram operacionalizados antes da abertura do comit&ecirc; dele. Esse foi o valor que eu acertei com o A&eacute;cio. Depois fizemos uma doa&ccedil;&atilde;o oficial, de R$ 5 milh&otilde;es, mais ou menos o mesmo valor que a gente deu para a Dilma&#8221;, disse Marcelo Odebrecht aos investigadores.<\/p>\n<p>J&aacute; a campanha de Pastor Everaldo (PSC) teve R$ 6 milh&otilde;es em caixa 2, conforme os delatores. Nesse caso, o valor combinado era menor, de R$ 1 milh&atilde;o, mas o ex-presidente da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis, conta que mais repasses foram solicitados pelo candidato.<\/p>\n<p>Segundo o delator, o acerto envolvia tamb&eacute;m um pedido para que o candidato do PSC escolhesse A&eacute;cio Neves para fazer perguntas durante os debates presidenciais veiculados pela TV. &ldquo;O procedimento insistente ocorreu v&aacute;rias vezes e terminamos pagando em torno de R$ 6 milh&otilde;es em entregas no per&iacute;odo eleitoral de 2014, tendo como prop&oacute;sito levar para os debates presidenciais a discuss&atilde;o da privatiza&ccedil;&atilde;o. De fato, pude notar que o Pastor defendeu com veem&ecirc;ncia o discurso pr&oacute;-privado, chegando a dizer que iria privatizar tudo o que fosse poss&iacute;vel&rdquo;, disse Reis em um de seus depoimentos.<\/p>\n<h4>RESPOSTAS<\/h4>\n<p>A assessoria de Dilma Rousseff disse que a ent&atilde;o candidata &ldquo;nunca autorizou&rdquo; arrecada&ccedil;&atilde;o de recursos por meio de caixa 2 para suas campanhas presidenciais. Em nota &agrave; imprensa no qual comenta supostos recebimentos de recursos por Jo&atilde;o Santana, Dilma afirma que as &ldquo;&uacute;nicas pessoas&rdquo; aptas a captar dinheiro foram os tesoureiros das campanhas de 2010 e 2014, &ldquo;em conformidade com a legisla&ccedil;&atilde;o eleitoral&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Nas duas elei&ccedil;&otilde;es, a orienta&ccedil;&atilde;o de Dilma Rousseff sempre foi clara e direta para que fosse respeitada a legisla&ccedil;&atilde;o eleitoral em todos os atos de campanha. Ela nunca teve conhecimento de que suas ordens tenham sido desrespeitadas. Todos que participaram nas inst&acirc;ncias de coordena&ccedil;&atilde;o das duas campanhas sempre tiveram total ci&ecirc;ncia dessa determina&ccedil;&atilde;o&rdquo;, informou. Ainda segundo a assessoria, Dilma &ldquo;nunca manteve rela&ccedil;&atilde;o de amizade ou de proximidade&rdquo; com Marcelo Odebrecht.<\/p>\n<p>Ent&atilde;o coordenador financeiro da campanha de Dilma, Edinho Silva voltou a afirmar que a arrecada&ccedil;&atilde;o foi feita de maneira legal e que todas as doa&ccedil;&otilde;es foram declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral. &ldquo;&Eacute; bom lembrar que a grande maioria dos partidos que apoiaram a campanha de Dilma em 2014 j&aacute; participavam do governo (2010\/2014), governavam minist&eacute;rios, portanto, era natural que apoiassem a reelei&ccedil;&atilde;o de Dilma\/Temer&rdquo;, afirmou o atual prefeito de Araraquara, tamb&eacute;m por meio de nota.<\/p>\n<p>De acordo com a assessoria do senador A&eacute;cio Neves (PSDB-MG), o ent&atilde;o candidato pediu apoio para as campanhas de &ldquo;diversos candidatos&rdquo;, na condi&ccedil;&atilde;o de dirigente partid&aacute;rio, &ldquo;sempre na forma da lei&rdquo;. Segundo o tucano, o pr&oacute;prio Marcelo Odebrecht afirmou na dela&ccedil;&atilde;o que as doa&ccedil;&otilde;es direcionadas a A&eacute;cio &ldquo;nunca envolveram nenhum tipo de contrapartida&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O senador A&eacute;cio Neves foi um dos principais defensores do fim do sigilo sobre as dela&ccedil;&otilde;es e do aprofundamento das investiga&ccedil;&otilde;es, que considera fundamentais para comprova&ccedil;&atilde;o das falsas acusa&ccedil;&otilde;es feitas a ele e para demonstra&ccedil;&atilde;o cabal da corre&ccedil;&atilde;o dos seus atos&rdquo;, informou a assessoria.<\/p>\n<p>J&aacute; Pastor Everaldo declarou que n&atilde;o recebeu recursos il&iacute;citos e n&atilde;o autorizou que ningu&eacute;m falasse em seu nome. Em mensagens na rede social Twitter, o ent&atilde;o candidato disse que as afirma&ccedil;&otilde;es de que ele teria sido pautado no debate presidencial s&atilde;o &ldquo;sem p&eacute; nem cabe&ccedil;a&rdquo;. &ldquo;A campanha de 2014 custou menos de R$ 2 milh&otilde;es. &Eacute; um absurdo algu&eacute;m dizer que recebi R$ 6 milh&otilde;es&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>Segundo Everaldo, em v&iacute;deo postado na internet, quem o acusou de receber a quantia &ldquo;vai ter que apresentar alguma prova&rdquo;. &ldquo;O PSC faz campanhas modestas, com recursos legais. Essa &eacute; uma tentativa de calar a voz dos evang&eacute;licos na pol&iacute;tica. N&atilde;o conseguir&atilde;o&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m em comunicado &agrave; imprensa, o PCdoB disse reafirmar sua &ldquo;total confian&ccedil;a nos quadros&rdquo; do partido, citados pelos delatores da Odebrecht. &ldquo;Confiamos, ainda, em uma condu&ccedil;&atilde;o do processo que preserve as garantias individuais e o Estado de Direito, de modo que temos a mais completa convic&ccedil;&atilde;o de que os processos ser&atilde;o arquivados&rdquo;, afirmam na nota a presidenta nacional do partido, deputada Luciana Santos, e a l&iacute;der do PCdoB na C&acirc;mara, Alice Portugal.<\/p>\n<p>O presidente do PDT, Carlos Lupi, negou que a inclus&atilde;o do partido na chapa Dilma-Temer tenha envolvido repasse de recursos. De acordo com ele, a garantia da alian&ccedil;a se deu meses antes do per&iacute;odo em que, segundo o delator, os pagamentos teriam sido feitos. &#8220;O PDT foi o primeiro partido pol&iacute;tico que declarou oficialmente apoio &agrave; chapa de Dilma Rousseff. Foi no dia 10 de junho de 2014, quando a ent&atilde;o candidata Dilma Rousseff foi ao partido em ato p&uacute;blico amplamente divulgado pela imprensa. Isso j&aacute; comprova, diante das datas apresentadas pelo delator, que o an&uacute;ncio aconteceu meses antes do suposto pagamento&#8221;, informou Lupi, acrescentando que iria tomar as medidas judiciais cab&iacute;veis para que o delator &#8220;comprove o que afirmou&#8221;.<\/p>\n<p>O PRB, cujo presidente nacional, Marcos Pereira, &eacute; atualmente ministro da Ind&uacute;stria, Com&eacute;rcio Exterior e Servi&ccedil;os, tamb&eacute;m se manifestou sobre o conte&uacute;do das dela&ccedil;&otilde;es. O partido afirma que n&atilde;o recebeu dinheiro proveniente de caixa 2 e que os pedidos de doa&ccedil;&otilde;es &agrave; Odebrecht foram feitos de acordo com as regras eleitorais, quando ainda era permitido arrecada&ccedil;&atilde;o de recursos empresariais.<\/p>\n<p>&#8220;No entanto, nenhum valor foi destinado ao partido. Vale lembrar que, &agrave; &eacute;poca, o PRB tinha apenas 8 deputados federais e o menor tempo de televis&atilde;o entre os partidos que apoiaram a candidata do PT. A conven&ccedil;&atilde;o que definiu o apoio ao PT aconteceu nas &uacute;ltimas horas do &uacute;ltimo dia poss&iacute;vel, porque Marcos Pereira tentou at&eacute; o fim levar o PRB para outro projeto, o que acabou n&atilde;o acontecendo por quest&otilde;es conjunturais&#8221;, informou a legenda.<\/p>\n<p>De acordo com o PROS, todas as doa&ccedil;&otilde;es recebidas pela legenda foram &#8220;devidamente declaradas&#8221; &agrave; Justi&ccedil;a Eleitoral. &#8220;A dire&ccedil;&atilde;o nacional do partido desconhece as afirma&ccedil;&otilde;es citadas e ratifica que suas movimenta&ccedil;&otilde;es financeiras est&atilde;o dentro dos par&acirc;metros estabelecidos pela justi&ccedil;a eleitoral&#8221;, informou a legenda.<\/p>\n<p>Fonte: Ag&ecirc;ncia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht afirmaram, em depoimentos de dela&ccedil;&atilde;o premiada &agrave; for&ccedil;a-tarefa da Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato, que a empresa repassou R$ 37 milh&otilde;es em doa&ccedil;&otilde;es irregulares, o chamado caixa 2, para a campanha presidencial de 2014. 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