{"id":72697,"date":"2017-04-21T00:29:10","date_gmt":"2017-04-21T03:29:10","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/04\/21\/aquela-dos-30\/"},"modified":"2017-04-21T00:29:10","modified_gmt":"2017-04-21T03:29:10","slug":"aquela-dos-30","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=72697","title":{"rendered":"Aquela dos 30"},"content":{"rendered":"<p>Decidi come&ccedil;ar a coluna desta semana parafraseando uma m&uacute;sica da cantora Sandy, que resume um pouco o momento que estou vivendo. Pois &eacute;, a pessoa que vos escreve encara uma realidade nova: a de chegar aos 30 anos.Neste momento, me sinto &ldquo;jovem pra ser velha e velha pra ser jovem&rdquo;.<\/p>\n<p>Por longos meses, fiquei pensando no que esse n&uacute;mero iria representar. Bateu aquela sensa&ccedil;&atilde;o de que agora sou oficialmente adulta, de que os erros da juventude n&atilde;o t&ecirc;m mais lugar e que, por mais que minha idade mental queira ser eternamente a de uma menina, o mundo me encara de outra forma.<\/p>\n<p>Fiz balan&ccedil;os mentais e relembrei os desejos da garota que era aos 20. Naquela &eacute;poca, imaginava que aos 30 estaria casada, morando em uma casa com jardim e cuidando dos filhos (sintam a press&atilde;o do plural). Pensava em j&aacute; estar concursada, com a vida estabilizada, do jeito que mostram algumas revistas que exemplificam o que seria uma mulher &ldquo;realizada&rdquo;.<\/p>\n<p>Contudo, ser&aacute; que os planos feitos h&aacute; dez anos cabem nos sonhos que tenho hoje? Na &eacute;poca, a possibilidade de morar fora de Juiz de Fora, de certa forma, provocava medo. Fazer um mestrado, dar aulas, se expor em uma coluna? N&atilde;ooo! Sempre fui muito tagarela, de riso f&aacute;cil, mas reservada e at&eacute; t&iacute;mida na vida pessoal. Escrever sobre meus desafios, compartilhar inseguran&ccedil;as e levar na esportiva os tombos da vida tornaram-se um exerc&iacute;cio de autoconhecimento, uma forma de procurar quem realmente sou. E n&atilde;o &eacute; porque os projetos de vida foram mudando que minhas ambi&ccedil;&otilde;es anteriores se foram. Elas apenas aguardam o momento certo de aflorarem.<\/p>\n<p>Os 30 vieram com pontos positivos e outros que preciso aprender a trabalhar. Se por um lado perder uns quilinhos j&aacute; n&atilde;o &eacute; mais t&atilde;o f&aacute;cil (o metabolismo resolveu ser mais maduro tamb&eacute;m), receber elogios, cr&iacute;ticas ou toques tornou-se mais f&aacute;cil, sem toda aquela&ldquo;encana&ccedil;&atilde;o&rdquo;.Posso me dar ao luxo de n&atilde;o ser perfeita, semdesenvolver uma gastrite por isso.<\/p>\n<p>Hoje, aprendo diariamente a me aceitar como sou, com minhas falhas e ansiedades, tendo a certeza de que tudo tem o momento certo para acontecer. E sou eternamente grata por tudo que conquistei e, principalmente, pelas pessoas que tenho ao meu redor. Talvez, se meu destino tivesse sido escrito de outra forma, n&atilde;o conheceria pessoas t&atilde;o incr&iacute;veis e nem seria amada como sou.Provavelmente, aos 30 minha maior descoberta tenha sido de que o amor &eacute; o t&ocirc;nico da nossa exist&ecirc;ncia, seja ele pela vida, amigos, fam&iacute;lia, parceiros, carreira&#8230; &Eacute; esse amor que me faz conciliar todos os meus sonhos.Por fim, percebo que n&atilde;o estou no lugar em que idealizei e, sim, no que deveria estar. At&eacute; a pr&oacute;xima.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decidi come&ccedil;ar a coluna desta semana parafraseando uma m&uacute;sica da cantora Sandy, que resume um pouco o momento que estou vivendo. Pois &eacute;, a pessoa que vos escreve encara uma realidade nova: a de chegar aos 30 anos.Neste momento, me sinto &ldquo;jovem pra ser velha e velha pra ser jovem&rdquo;. 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