{"id":72686,"date":"2017-04-20T23:49:34","date_gmt":"2017-04-21T02:49:34","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/04\/20\/mpe-investiga-fraude-em-cota-de-mulheres-nas-eleicoes-de-2016-em-minas-2\/"},"modified":"2017-04-20T23:49:34","modified_gmt":"2017-04-21T02:49:34","slug":"mpe-investiga-fraude-em-cota-de-mulheres-nas-eleicoes-de-2016-em-minas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=72686","title":{"rendered":"MPE investiga fraude em cota de mulheres nas elei\u00e7\u00f5es de 2016 em Minas"},"content":{"rendered":"<p>O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Eleitoral (MPE) investiga as candidaturas de 1.734 mulheres que n&atilde;o receberam nenhum voto nas elei&ccedil;&otilde;es municipais de 2016, ocorridas em Minas Gerais. Elas concorriam ao cargo de vereadora e sequer votaram em si mesmas. A suspeita dos procuradores &eacute; de que as candidaturas eram fict&iacute;cias e buscavam apenas burlar o cumprimento da cota feminina exigida pela legisla&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Segundo a Lei Federal 9.504\/97, todo partido ou coliga&ccedil;&atilde;o deve contar, nas elei&ccedil;&otilde;es proporcionais, com o m&iacute;nimo de 30% de candidatos de cada sexo. Se confirmada a fraude, os vereadores eleitos por estas legendas nas cidades onde ocorreram as irregularidades podem ter o mandato cassado.<\/p>\n<p>De acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), as 1.734 candidaturas femininas sem voto ocorreram em 540 munic&iacute;pios e est&atilde;o distribu&iacute;das por 31 partidos. Considerando que h&aacute; 35 legendas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas quatro, seguramente, n&atilde;o est&atilde;o envolvidas neste tipo de fraude: Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido da Causa Oper&aacute;ria (PCO), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e Partido Novo.<\/p>\n<p>O partido com o maior n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias de candidaturas femininas sem votos &eacute; o Partido do Movimento Democr&aacute;tico Brasileiro (PMDB), com 152 casos. H&aacute; mulheres que concorreram pela sigla em 112 cidades e n&atilde;o foram lembradas nas urnas por nenhum eleitor. Na lista das cinco legendas com mais ocorr&ecirc;ncias est&atilde;o o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com 130; o Partido Democr&aacute;tico Trabalhista (PDT), com 105; o Democratas com 104; e o Partido da Rep&uacute;blica (PR) com 98.<\/p>\n<p>O MPE j&aacute; instaurou 890 procedimentos de investiga&ccedil;&atilde;o para apurar os fatos e ajuizou 20 a&ccedil;&otilde;es penais contra dirigentes ou representantes de partidos pol&iacute;ticos e coliga&ccedil;&otilde;es por falsidade ideol&oacute;gica eleitoral. Conforme a legisla&ccedil;&atilde;o, os dirigentes s&atilde;o respons&aacute;veis pela apresenta&ccedil;&atilde;o dos pedidos de registro de candidatos. Se condenados, eles dever&atilde;o pagar multa e cumprir uma pena de at&eacute; 5 anos de reclus&atilde;o.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m j&aacute; foram ajuizadas 186 a&ccedil;&otilde;es de impugna&ccedil;&atilde;o do mandato e 46 a&ccedil;&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o judicial eleitoral, tendo como alvos os candidatos eleitos pelos partidos e coliga&ccedil;&otilde;es que teriam se beneficiado da fraude.<\/p>\n<p>Fonte: Ag&ecirc;ncia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Eleitoral (MPE) investiga as candidaturas de 1.734 mulheres que n&atilde;o receberam nenhum voto nas elei&ccedil;&otilde;es municipais de 2016, ocorridas em Minas Gerais. Elas concorriam ao cargo de vereadora e sequer votaram em si mesmas. 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