{"id":72616,"date":"2017-04-20T01:31:27","date_gmt":"2017-04-20T04:31:27","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/04\/20\/sindicato-e-populacao-reclamam-da-falta-de-medicos-nas-uaps\/"},"modified":"2017-04-20T01:31:27","modified_gmt":"2017-04-20T04:31:27","slug":"sindicato-e-populacao-reclamam-da-falta-de-medicos-nas-uaps","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=72616","title":{"rendered":"Sindicato e popula\u00e7\u00e3o reclamam da falta de m\u00e9dicos nas Uaps"},"content":{"rendered":"<p>Ap&oacute;s o desentendimento entre uma m&eacute;dica e a m&atilde;e de um paciente no Pronto Atendimento Infantil (PAI) devido &agrave; insatifa&ccedil;&atilde;o com o atendimento, o Sindicato dos M&eacute;dicos de Juiz de Fora e Zona da Mata realizou um levantamento sobre a quantidade de m&eacute;dicos dispon&iacute;veis em 57 Unidades de Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria a Sa&uacute;de (Uaps) de Juiz de Fora. De acordo com o documento, a maioria das unidades oscila entre um e tr&ecirc;s m&eacute;dicos no quadro de profissionais. Ao todo, 152 m&eacute;dicos atendem nessas unidades.<\/p>\n<p>A Uaps do bairro Borboleta, Cidade Alta, por exemplo, possui cinco m&eacute;dicos dispon&iacute;veis. Por&eacute;m, a unidade tamb&eacute;m atende os moradores do bairro Nova Germ&acirc;nia. A presidente da Associa&ccedil;&atilde;o de Moradores do bairro, Carla Corr&ecirc;a Barbosa, relatou os transtornos enfrentados pelos moradores para conseguir o atendimento. &#8220;A unidade disponibiliza doze senhas para atendimento, seis para cada bairro, por&eacute;m, os moradores do Nova Germ&acirc;nia enfrentam dificuldades para chegar ao local. Faltam rem&eacute;dios e m&eacute;dicos&rdquo;, comentou.<\/p>\n<p>A mesma situa&ccedil;&atilde;o &eacute; relatada pelo aposentado Sebasti&atilde;o Janu&aacute;rio, usu&aacute;rio da Uaps Monte Castelo, zona Norte. &ldquo;V&aacute;rias vezes j&aacute; faltaram rem&eacute;dios que a meus familiares e eu utilizamos&rdquo;, disse. De acordo com o usu&aacute;rio, na unidade faltam medicamentos para diabetes, hipertens&atilde;o e depress&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Eu j&aacute; deixei de ser atendido quatro vezes por falta de m&eacute;dico. Se n&atilde;o for de manh&atilde;, fica dif&iacute;cil conseguir atendimento e a gente n&atilde;o tem hora para ficar doente&rdquo;, afirmou Janu&aacute;rio. &ldquo;V&aacute;rios m&eacute;dicos atendiam aqui, mas eles sa&iacute;ram e a gente nem fica sabendo do motivo&rdquo;, completou.<\/p>\n<h4>D&Eacute;FICIT<\/h4>\n<p>O subsecret&aacute;rio de Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de, Thiago Horta, afirmou que o quadro de m&eacute;dicos das Upas do munic&iacute;pio possui um d&eacute;ficit de sete m&eacute;dicos. &ldquo;Estamos com um d&eacute;ficit de sete m&eacute;dicos dentro de um universo de 170 profissionais na Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria. Esse d&eacute;ficit representa um percentual cerca de 4%&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>Em 2013, afirmou Horta, o d&eacute;ficit era de 28 profissionais. &ldquo;Nos 10 anos anteriores o munic&iacute;pio deu uma estacionada em termos de expans&atilde;o das equipes de Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria. Depois disso, conseguimos crescer 10% e atualmente, estamos trabalhando para chegar &agrave; meta de d&eacute;ficit zero, algo que j&aacute; conseguimos em anos anteriores&rdquo;.<\/p>\n<p>Sobre a distribui&ccedil;&atilde;o destes profissionais, Horta diz que o n&uacute;mero de m&eacute;dicos dispon&iacute;veis na Uaps vai depender do n&uacute;mero de equipe que formam o quadro de profissionais daquela unidade. &ldquo;Para cada equipe &eacute; necess&aacute;rio um m&eacute;dico, portanto, se aquela unidade possui cinco equipes ela ter&aacute; cinco m&eacute;dicos. Essa distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; feita com base na portaria 2.488\/2011 do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, que estabelece os par&acirc;metros de loca&ccedil;&atilde;o desses profissionais nas unidades&rdquo;, esclareceu.<\/p>\n<p>Para alcan&ccedil;ar a meta, e todas as equipes terem um m&eacute;dico, Horta explicou que a subsecretaria depende de v&aacute;rias conjunturas. &ldquo;Em 2017, fizemos oito convoca&ccedil;&otilde;es de profissionais. De cada 15 que convocamos apenas um se apresenta e aceita&rdquo;, exemplificou os subsecret&aacute;rio sobre uma das conjunturas que atrasam o alcance da meta.<\/p>\n<p>Segundo Horta, o munic&iacute;pio tem um m&eacute;dico na Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria para atender 2.639 usu&aacute;rios. &ldquo;De acordo com o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, o par&acirc;metro &eacute; de 2.400 a 4 mil usu&aacute;rios por m&eacute;dico na Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria. Portanto, estamos dentro do que &eacute; recomendado e inclusive, o munic&iacute;pio deve respeitar a recomenda&ccedil;&atilde;o para receber recursos&rdquo;, explicou o subsecret&aacute;rio.<\/p>\n<h4>ESTRAT&Eacute;GIA<\/h4>\n<p>Para garantir o aumento de Uaps para atender o maior n&uacute;mero de habitantes e diminuir o d&eacute;ficit, a pasta tem trabalhado com tr&ecirc;s estrat&eacute;gias. &ldquo;A primeira &eacute; que desde 2013, realizamos quatro processos seletivos simplificados por ano com o intuito de fazer um recrutamento intenso de profissionais. A segunda &eacute; a implementa&ccedil;&atilde;o da resid&ecirc;ncia. O trabalho dos residentes, al&eacute;m de auxiliar na forma&ccedil;&atilde;o deles, faz com que eles ocupem a vaga de um m&eacute;dico. Al&eacute;m disso, eles s&atilde;o pagos pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, gerando uma economia para o munic&iacute;pio&rdquo;, disse o subsecret&aacute;rio.<\/p>\n<p>A terceira estrat&eacute;gia &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o de um concurso p&uacute;blico para esses profissionais. &ldquo;Em parceria com a Secretaria de Recursos Humanos (SRH), a pr&oacute;xima estrat&eacute;gia que est&aacute; por vir &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o de um concurso p&uacute;blico, que em nossa opini&atilde;o &eacute; a melhor alternativa&rdquo;, afirmou Horta. &ldquo;N&atilde;o ter um m&eacute;dico novo todo dia, &eacute; preciso que esse m&eacute;dico se vincule &agrave; unidade, &agrave; equipe e conhe&ccedil;a seus pacientes. Precisamos vincular esse m&eacute;dico para que ele n&atilde;o saia de ano e ano&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p>O subsecret&aacute;rio explicou que os contratos n&atilde;o permitem que a pasta contrate profissionais por mais de 12 meses. &ldquo;Isso cria uma rotatividade e o risco de perda de profissionais, e alguns s&atilde;o &oacute;timos m&eacute;dicos e a popula&ccedil;&atilde;o chega a reclamar&rdquo;.<\/p>\n<h4>MEDICAMENTOS<\/h4>\n<p>Os munic&iacute;pios brasileiros atuam com a pol&iacute;tica tripartite da gest&atilde;o farmac&ecirc;utica, &ldquo;ou seja, o Estado entra com uma parte e o Governo Federal com a sua. N&oacute;s estamos com esse d&eacute;ficit de alguns medicamentos, como por exemplo, para o diabete, pois ele &eacute; de responsabilidade do Estado, que n&atilde;o tem feito o repasse&rdquo;, esclareceu Thiago. Segundo o subsecret&aacute;rio, as Uaps possuem 148 tipos de medicamentos, por&eacute;m ,alguns deles, como os reclamados por Sebasti&atilde;o Janu&aacute;rio, est&atilde;o em falta. &ldquo;Se o Estado e o Governo Federal n&atilde;o fazem a sua parte, o munic&iacute;pio &eacute; o que vai sofrer&rdquo;, completou. As outras inst&acirc;ncias de governo s&atilde;o obrigadas a passar recursos para a compra do medicamento ou envi&aacute;-lo ao munic&iacute;pio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap&oacute;s o desentendimento entre uma m&eacute;dica e a m&atilde;e de um paciente no Pronto Atendimento Infantil (PAI) devido &agrave; insatifa&ccedil;&atilde;o com o atendimento, o Sindicato dos M&eacute;dicos de Juiz de Fora e Zona da Mata realizou um levantamento sobre a quantidade de m&eacute;dicos dispon&iacute;veis em 57 Unidades de Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria a Sa&uacute;de (Uaps) de Juiz [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":96,"featured_media":72615,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[253],"tags":[],"class_list":["post-72616","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/72616","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/96"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=72616"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/72616\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/72615"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=72616"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=72616"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=72616"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}