{"id":71922,"date":"2017-04-05T22:38:05","date_gmt":"2017-04-06T01:38:05","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/04\/05\/camara-aprova-projeto-que-cria-regras-para-aplicativos-de-transporte-como-uber\/"},"modified":"2017-04-05T22:38:05","modified_gmt":"2017-04-06T01:38:05","slug":"camara-aprova-projeto-que-cria-regras-para-aplicativos-de-transporte-como-uber","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=71922","title":{"rendered":"C\u00e2mara aprova projeto que cria regras para aplicativos de transporte como Uber"},"content":{"rendered":"<p>O plen&aacute;rio da C&acirc;mara dos Deputados aprovou na noite dessa ter&ccedil;a-feira, 4, o Projeto de Lei 5587\/16, que trata da regulamenta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de transporte remunerado individual por meio de aplicativos, como o Uber e o Cabify. O texto, que agora segue para o Senado, determina uma s&eacute;rie de exig&ecirc;ncias para que esse tipo de servi&ccedil;o possa funcionar, incluindo uma autoriza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via das prefeituras.<\/p>\n<p>O parecer, aprovado em vota&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica, alterou o texto do deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Em seu lugar, os deputados aprovaram o substitutivo do deputado Daniel Coelho (PSDB-PE). &ldquo;Sabemos que algumas cidades brasileiras j&aacute; criaram legisla&ccedil;&atilde;o local que conseguiu dar uma conviv&ecirc;ncia pac&iacute;fica entre servi&ccedil;o de t&aacute;xis e aplicativos, caso de Bras&iacute;lia. O debate precisa focar no usu&aacute;rio e na possibilidade de escolha, e na gera&ccedil;&atilde;o de emprego&rdquo;, disse Daniel Coelho.<\/p>\n<p>Entretanto, os deputados aprovaram por 276 votos favor&aacute;veis, 182 contra e cinco absten&ccedil;&otilde;es, um destaque que retirou do texto apresentado a express&atilde;o &#8220;privado&#8221;, logo ap&oacute;s &#8220;transporte remunerado individual&#8221;. Com isso, os servi&ccedil;os s&oacute; ser&atilde;o legalizados se receberem uma autoriza&ccedil;&atilde;o das prefeituras, como j&aacute; acontece com os t&aacute;xis. A mudan&ccedil;a foi festejada por taxistas que acompanharam a vota&ccedil;&atilde;o das galerias na Casa. &#8220;O intuito de quem fez a emenda &eacute; acabar com o transporte privado. O texto passa a ser um &#8216;frankenstein&#8217;, por que ele foi constru&iacute;do para ser um transporte privado&#8221;, disse Coelho.<\/p>\n<p>De acordo com o relator do substitutivo em plen&aacute;rio, na pr&aacute;tica, a emenda determina que o servi&ccedil;o por aplicativos n&atilde;o poder&aacute; funcionar enquanto n&atilde;o houver regulamenta&ccedil;&atilde;o municipal. &#8220;A atividade de natureza privada foi suprimida e a&iacute; fica p&uacute;blico. Voc&ecirc; inverte e coloca a responsabilidade de o poder p&uacute;blico autorizar. O servi&ccedil;o p&uacute;blico &eacute; inerente &agrave; regulamenta&ccedil;&atilde;o&#8221;, apontou Coelho.<\/p>\n<p>Zarattini criticou as altera&ccedil;&otilde;es do substitutivo de Coelho e disse que a modalidade ficar&aacute; sem uma regulamenta&ccedil;&atilde;o adequada. Um dos principais pontos defendidos pelo petista era a limita&ccedil;&atilde;o da quantidade de ve&iacute;culos. Ele ainda tentou apresentar uma emenda com esse teor, mas o destaque n&atilde;o foi aceito pela Mesa Diretora por ter sido apresentado fora do prazo. Segundo Zarattini, a n&atilde;o limita&ccedil;&atilde;o geraria uma sobrecarga de motoristas e uma precariza&ccedil;&atilde;o da renda.<\/p>\n<p>De acordo com a proposta, passa a ser responsabilidade dos munic&iacute;pios e do Distrito Federal a regulamenta&ccedil;&atilde;o desse tipo de servi&ccedil;o. Eles tamb&eacute;m ficar&atilde;o respons&aacute;veis pela fiscaliza&ccedil;&atilde;o, a cobran&ccedil;a dos tributos e a emiss&atilde;o de Certificado de Registro e Licenciamento do Ve&iacute;culo (CRLV) de presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o. Ser&aacute; exercida contrata&ccedil;&atilde;o de seguro de acidentes pessoais de passageiros e do DPVAT para o ve&iacute;culo.<\/p>\n<p>Pelo texto, o motorista ter&aacute; que se inscrever no INSS como contribuinte individual. A proposta exige que o servi&ccedil;o dever&aacute; ser prestado por motoristas com habilita&ccedil;&atilde;o tipo &ldquo;B&rdquo; ou superior &ldquo;que contenha a informa&ccedil;&atilde;o de que exerce atividade remunerada exercido&rdquo;. Os profissionais tamb&eacute;m dever&atilde;o estar cadastrados nas empresas de aplicativos ou na plataforma de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O deputado Zarattini prop&ocirc;s uma emenda, aprovada por 215 votos a favor, 163 contra e quatro absten&ccedil;&otilde;es, que limita a idade m&aacute;xima para os ve&iacute;culos e determina a necessidade de autoriza&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica emitida pelo poder p&uacute;blico municipal quanto ao local da presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o, al&eacute;m de certificado de registro de ve&iacute;culo em seu nome e placa vermelha.<\/p>\n<h4>UBER<\/h4>\n<p>Em nota, a Uber defendeu que o projeto de lei &#8220;prop&otilde;e uma lei retr&oacute;grada que n&atilde;o regula a Uber no Brasil, mas tenta transform&aacute;-la em t&aacute;xi, proibindo ent&atilde;o este modelo de mobilidade&#8221;. A empresa disse que aposta na continuidade do debate, agora no Senado. &#8220;O PL segue agora para o Senado Federal, onde o debate sobre a tecnologia deve continuar, garantindo que seja ouvida a voz de milh&otilde;es de pessoas no Brasil que desejam ter seu direito de escolha assegurado&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: Ag&ecirc;ncia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O plen&aacute;rio da C&acirc;mara dos Deputados aprovou na noite dessa ter&ccedil;a-feira, 4, o Projeto de Lei 5587\/16, que trata da regulamenta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de transporte remunerado individual por meio de aplicativos, como o Uber e o Cabify. 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