{"id":71677,"date":"2017-03-31T19:10:46","date_gmt":"2017-03-31T22:10:46","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/03\/31\/presidente-do-tst-afirma-que-terceirizacao-de-atividade-fim-deve-ser-decidida-no-stf\/"},"modified":"2017-03-31T19:10:46","modified_gmt":"2017-03-31T22:10:46","slug":"presidente-do-tst-afirma-que-terceirizacao-de-atividade-fim-deve-ser-decidida-no-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=71677","title":{"rendered":"Presidente do TST afirma que terceiriza\u00e7\u00e3o de atividade-fim deve ser decidida no STF"},"content":{"rendered":"<p>O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra, disse nessa sexta-feira, 31, que a regulamenta&ccedil;&atilde;o da terceiriza&ccedil;&atilde;o da atividade-fim de empresas deve ser decidida no Supremo Tribunal Federal (STF). &ldquo;N&oacute;s temos dois projetos que tratam da mesma mat&eacute;ria. Se os dois conseguirem ser aprovados voc&ecirc; pode sim criar uma lei que assimile as vantagens de cada um. Acho que a quest&atilde;o vai acabar sendo resolvida pelo pr&oacute;prio STF&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>No dia 22 de mar&ccedil;o, a C&acirc;mara dos Deputados aprovou o projeto que trata da terceiriza&ccedil;&atilde;o para qualquer tipo de atividade de empresas privadas e do setor p&uacute;blico. Mas tamb&eacute;m est&aacute; em tramita&ccedil;&atilde;o no Senado Federal uma alternativa ao projeto de lei aprovado pelos deputados.<\/p>\n<p>A aprova&ccedil;&atilde;o do projeto pelos deputados ocorreu sob forte protesto de representantes de centrais sindicais e de parlamentares da oposi&ccedil;&atilde;o, que tentaram sem sucesso obstruir a vota&ccedil;&atilde;o. Como o projeto j&aacute; tinha sido analisado pelo Senado, o texto aprovado pelo plen&aacute;rio seguiu direto para a san&ccedil;&atilde;o presidencial.<br \/>&ldquo;Est&aacute; se pensando realmente no projeto do Senado ser utilizado para uma esp&eacute;cie de h&iacute;brido, pegando um pouco de cada um. Eu acho muito dif&iacute;cil conseguir isso&rdquo;, disse o ministro.<\/p>\n<p>Ives Gandra participou, em Bras&iacute;lia, do 9&ordm; Encontro Interempresarial de Jur&iacute;dico Trabalhista, em que especialistas e representantes de empresas de mais de 30 setores da economia discutiram a reforma trabalhista. O evento foi organizado pelo Grupo Interempresarial de Jur&iacute;dico Trabalhista em parceria com o Instituto Via Iuris de Direito de Trabalho.<\/p>\n<h4>REFORMA TRABALHISTA<\/h4>\n<p>O presidente do TST voltou a defender uma legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista enxuta, com direitos constitucionais garantidos, e que prestigie as negocia&ccedil;&otilde;es coletivas. &ldquo;Se fossemos pensar em uma CLT [Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho] ideal seria com os direitos comuns a todos os trabalhadores, e tudo o que diz respeito a condi&ccedil;&otilde;es de trabalho de cada setor, a&iacute; ter&iacute;amos as negocia&ccedil;&otilde;es coletivas, acordo e conven&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o estabelecidas entre sindicatos e cada uma das empresas dos setores de produ&ccedil;&atilde;o espec&iacute;ficos&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>Para o ministro, a flexibilidade da legisla&ccedil;&atilde;o &eacute; a garantia de emprego, principalmente em &eacute;pocas de crise. &ldquo;Nesses momentos, o trabalhador quer uma prote&ccedil;&atilde;o real. Se deixar uma legisla&ccedil;&atilde;o muito r&iacute;gida, o empregador n&atilde;o tem condi&ccedil;&otilde;es de manter o trabalhador. Se conseguir uma flexibiliza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de negocia&ccedil;&atilde;o coletiva, vai se resolver muito a quest&atilde;o da empregabilidade. N&atilde;o se d&aacute;, por exemplo, um reajuste da infla&ccedil;&atilde;o, mas se consegue a garantia de emprego&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>Segundo ele, &agrave;s vezes, as indeniza&ccedil;&otilde;es deferidas aos trabalhadores em processos trabalhistas e os direitos criados pela jurisprud&ecirc;ncia acabam onerando de tal forma a empresa que muitas vezes ela pensa duas vezes antes de contratar o trabalhador. Gandra explicou que, como est&aacute; sendo proposto, a cada norma flexibilizada h&aacute; uma vantagem compensat&oacute;ria para o trabalhador. &ldquo;O patrim&ocirc;nio jur&iacute;dico do trabalhador como um todo &eacute; mantido&rdquo;, ressaltou Gandra.<\/p>\n<p>O Projeto de Lei 6.787\/2016 altera a CLT e outros dispositivos possibilitando que, nas negocia&ccedil;&otilde;es entre patr&atilde;o e empregado, os acordos coletivos tenham mais valor do que o previsto na legisla&ccedil;&atilde;o, permitindo, entre outros pontos, o parcelamento de f&eacute;rias e mudan&ccedil;as na jornada de trabalho.<\/p>\n<p>A proposta enviada pelo Executivo recebeu mais de 800 emendas na comiss&atilde;o especial da C&acirc;mara dos Deputados criada para analisar a mat&eacute;ria. A previs&atilde;o &eacute; de que a proposta seja apreciada na primeira quinzena de abril.<\/p>\n<p>Para o conselheiro jur&iacute;dico do Instituto Via Iuris de Direito de Trabalho, Adalto Duarte, o n&uacute;mero de emedas &eacute; um sinal da import&acirc;ncia do tema, mas que n&atilde;o &eacute; o momento de uma grande reforma e sim de focar nas a&ccedil;&otilde;es emergenciais.<\/p>\n<p>&ldquo;O governo estava certo, enviou uma proposta de minirreforma. O desafio agora &eacute; conseguir organizar tudo isso e, em vez de aproveitar mais de 800 emendas, fazer com que sejam cerca de 30, mas que tenha impacto na gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda, que para as empresas signifique seguran&ccedil;a jur&iacute;dica e para o trabalhador que n&atilde;o est&aacute; empregado signifique a possibilidade de retornar rapidamente ao mercado de trabalho&rdquo;, disse Duarte.<\/p>\n<p>Fonte: Ag&ecirc;ncia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra, disse nessa sexta-feira, 31, que a regulamenta&ccedil;&atilde;o da terceiriza&ccedil;&atilde;o da atividade-fim de empresas deve ser decidida no Supremo Tribunal Federal (STF). &ldquo;N&oacute;s temos dois projetos que tratam da mesma mat&eacute;ria. 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