{"id":71349,"date":"2017-03-24T23:09:43","date_gmt":"2017-03-25T02:09:43","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/03\/24\/os-olhares-de-um-palhaco\/"},"modified":"2017-03-24T23:09:43","modified_gmt":"2017-03-25T02:09:43","slug":"os-olhares-de-um-palhaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=71349","title":{"rendered":"Os olhares de um palha\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>O palha&ccedil;o carrega na bagagem uma cole&ccedil;&atilde;o de sorrisos e afetos. No mundo dele n&atilde;o h&aacute; dores ou dissabores que geralmente acometem os reles e pobres mortais. Talvez, para n&oacute;s humanos, n&atilde;o seja poss&iacute;vel viver sem encarar os desafios da selva de pedra. A vida humana &eacute; assim: varia de 8 a 80, numa escala de cores e sabores sem fim. Entretanto, olhar atentamente para um palha&ccedil;o no picadeiro &eacute; alento necess&aacute;rio! Entrar em contato com a pureza e inoc&ecirc;ncia daquele ser de roupas extravagantes e coloridas faz bem &agrave; alma, pois, assim, o ser humano consegue, por meio dele, olhar para dentro de si pr&oacute;prio. O Di&aacute;rio Regional traz esta reportagem especial em homenagem ao dia do circo no Brasil, comemorado na pr&oacute;xima segunda-feira, 27.&nbsp;<\/p>\n<p>A data comemorativa &eacute; tamb&eacute;m a data de nascimento de Abelardo Pinto, mais conhecido como Piolin. Denominado o &#8220;Rei dos Palha&ccedil;os&#8221;, ele nasceu no ano de 1897, na cidade de Ribeir&atilde;o Preto (SP) e faleceu em 4 de setembro de 1973. Em sua trajet&oacute;ria, destacou-se pela criatividade c&ocirc;mica e pela habilidade como ginasta e equilibrista.<\/p>\n<p><strong>NO BRASIL<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong>No Brasil, a hist&oacute;ria do circo est&aacute; intimamente ligada &agrave; trajet&oacute;ria dos ciganos, uma vez que, na Europa do s&eacute;culo XVIII, eles eram perseguidos. Aqui, andando de cidade em cidade, e mais &agrave; vontade em suas tendas, aproveitavam as festas religiosas para exibirem sua destreza com os cavalos e seu talento ilusionista. Procuravam adaptar suas apresenta&ccedil;&otilde;es ao gosto do p&uacute;blico de cada localidade e o que n&atilde;o agradava era imediatamente tirado do programa.<\/p>\n<p>O circo, com suas caracter&iacute;sticas itinerantes, aparece no Brasil no final do s&eacute;culo XIX. Instalando-se nas periferias das cidades, visava &agrave;s classes populares e tinha no palha&ccedil;o o seu principal personagem. O palha&ccedil;o brasileiro, por sua vez, adquiriu caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias. Ao contr&aacute;rio do europeu, que se comunicava mais pela m&iacute;mica, o brasileiro era falante, malandro, conquistador e possu&iacute;a dons musicais: cantava ou tocava instrumentos. Piolin, Arrelia, Chicarr&atilde;o, Bozo, Atchim &amp; Espirro e PatatiPatat&aacute; figuram entre os palha&ccedil;os mais conhecidos no pa&iacute;s. Vale ressaltar a notoriedade de Carequinha. Seu int&eacute;rprete, George Savalla Gomes imprimiu uma autenticidade marcante no personagem. Isso lhe garantiu visibilidade em programas de televis&atilde;o e r&aacute;dio e grava&ccedil;&atilde;o de discos.<\/p>\n<p><strong>REPRESENTANTES JUIZ-FORANOS DO RISO<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong>Trombetinha, Palha&ccedil;o Fuzil, Miloca, Rosquinha, Palha&ccedil;o Sorriso, Marmelada, Piment&atilde;o, Palha&ccedil;o Edy, Caravana Mezcla de Palha&ccedil;os, Cia. Gr&atilde;o de circo, Dudu &amp; Dad&aacute;, Bibi &amp; Bobo, Palha&ccedil;o JowJow, Palha&ccedil;o Pipoquinha, est&atilde;o entre os grandes mestres do riso em Juiz de Fora, incluindo Jamel&atilde;o e Melancia, que comandam o projeto &ldquo;Escola de Circo Carequinha&rdquo; no bairro Cai&ccedil;aras. E, no bairro S&atilde;o Mateus, h&aacute; a Escola de Circo Amplitud, sob dire&ccedil;&atilde;o da Palha&ccedil;a Magrela.<\/p>\n<p>Os palha&ccedil;os do munic&iacute;pio tamb&eacute;m exercem uma fun&ccedil;&atilde;o important&iacute;ssima dentro da sociedade. Como exemplo, h&aacute; os Doutores do Amor, os M&eacute;dicos do Barulho e os Doutores Maluketes que executam suas performances dentro dos hospitais, creches e asilos.<\/p>\n<p><strong>EDUCANDO E ENTRETENDO COM FUXICO E XAVECO<\/strong><\/p>\n<p>Seguindo os passos do mestre Carequinha, a dupla juiz-forana Fuxico e Xaveco busca aliar em suas performances entretenimento e educa&ccedil;&atilde;o. De forma l&uacute;dica, eles buscam despertar nas crian&ccedil;as princ&iacute;pios b&aacute;sicos como socializa&ccedil;&atilde;o, amizade, respeito ao pr&oacute;ximo, higiene pessoal, cuidados com a sa&uacute;de, preserva&ccedil;&atilde;o da natureza e do meio ambiente. Formada em 2012, a dupla apresentou a primeira temporada do Programa Fuxico e Xaveco na TVE de junho a dezembro de 2016 e a segunda temporada estreou no dia 18. Atualmente, a atra&ccedil;&atilde;o vai ao ar todo s&aacute;bado, &agrave;s 13h30, e domingo, &agrave;s 11h30, com dura&ccedil;&atilde;o de 30 minutos.<\/p>\n<p>Em abril de 2013, a dupla foi considerada como a melhor iniciativa no combate &agrave; dengue por meio da m&uacute;sica &ldquo;Epidemia da alegria&rdquo; no programa DENGUEMOB, do Governo do Estado de Minas Gerais. Em maio de 2014 receberam uma Mo&ccedil;&atilde;o de Aplauso com aprova&ccedil;&atilde;o no Plen&aacute;rio da C&acirc;mara Municipal de Juiz de Fora pela qualidade dos servi&ccedil;os prestados &agrave; comunidade. E, em 2016, foram contemplados com o 12&ordm; Pr&ecirc;mio Personalidades JF, concedido pelo colunista Leo Peixoto, pelo grande destaque na m&iacute;dia. A trajet&oacute;ria dos palha&ccedil;os inclui shows em exposi&ccedil;&otilde;es, festas particulares, projetos em escolas e teatros e participa&ccedil;&otilde;es em outros diversos eventos da cidade e regi&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>OS PRIM&Oacute;RDIOS DO CIRCO PELO MUNDO<\/strong><\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel determinar a data espec&iacute;fica de quando ou como as pr&aacute;ticas circenses come&ccedil;aram, mas especula-se que elas tiveram in&iacute;cio na China, onde foram encontradas pinturas de cinco mil anos, com figuras de acrobatas, contorcionistas e equilibristas.<\/p>\n<p>No ano 108 a.C aconteceu uma expressiva celebra&ccedil;&atilde;o para dar as boas-vindas a estrangeiros rec&eacute;m-chegados em terras chinesas. Na festa, houve demonstra&ccedil;&otilde;es geniais de acrobacias. A partir de ent&atilde;o, o imperador ordenou que sempre fossem realizados eventos desse tipo pelo menos uma vez ao ano.<br \/>No Egito h&aacute; registros de pinturas de malabaristas. Na &Iacute;ndia, o contorcionismo e o salto s&atilde;o partes integrantes dos espet&aacute;culos sagrados. Na Gr&eacute;cia, a contor&ccedil;&atilde;o era uma modalidade ol&iacute;mpica, enquanto os s&aacute;tiros j&aacute; faziam o povo rir, numa esp&eacute;cie de precurs&atilde;o aos palha&ccedil;os.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O palha&ccedil;o carrega na bagagem uma cole&ccedil;&atilde;o de sorrisos e afetos. No mundo dele n&atilde;o h&aacute; dores ou dissabores que geralmente acometem os reles e pobres mortais. Talvez, para n&oacute;s humanos, n&atilde;o seja poss&iacute;vel viver sem encarar os desafios da selva de pedra. 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