{"id":71341,"date":"2017-03-24T22:52:55","date_gmt":"2017-03-25T01:52:55","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/03\/24\/versoes-10\/"},"modified":"2018-04-16T08:05:00","modified_gmt":"2018-04-16T11:05:00","slug":"versoes-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=71341","title":{"rendered":"Vers\u00f5es 10"},"content":{"rendered":"<p><strong>RECUPERAR A CREDIBILIDADE DO PA&Iacute;S &Eacute; URGENTE<\/strong><\/p>\n<p>A ag&ecirc;ncia de classifica&ccedil;&atilde;o de riscos Moody&#8217;s deu nota &ldquo;est&aacute;vel&rdquo; para o Brasil, acreditando nos sinais de recupera&ccedil;&atilde;o da economia.<\/p>\n<p>J&aacute; a ag&ecirc;ncia Fitch, apenas a nota &ldquo;BB&rdquo; at&eacute; a conclus&atilde;o da Reforma da Previd&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>O Pa&iacute;s precisar&aacute; melhorar dois n&iacute;veis para ser tratado como de baixo risco de calote, pela avalia&ccedil;&atilde;o do grau de investimento. Dois fatores s&atilde;o decisivos para as avalia&ccedil;&otilde;es: a estabilidade pol&iacute;tica e a aprova&ccedil;&atilde;o de uma agenda de reformas, com prioridade para a da Previd&ecirc;ncia, que garanta a estabilidade fiscal do Pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Como resultado dessas avalia&ccedil;&otilde;es retornam os investimentos externos e internos que viabilizar&atilde;o o fim do desemprego.<\/p>\n<p>Entretanto, mesmo com uma situa&ccedil;&atilde;o que envolve o interesse de uma parcela significativa da popula&ccedil;&atilde;o, dependendo exclusivamente de um esfor&ccedil;o concentrado do Congresso Nacional para aprovar as medidas indispens&aacute;veis e inadi&aacute;veis, os parlamentares, s&oacute; se mostram interessados em encontrar uma forma de evitar as puni&ccedil;&otilde;es, que certamente vir&atilde;o em consequ&ecirc;ncia das dela&ccedil;&otilde;es da Odebrecht, e com total apoio do eleitor.<\/p>\n<p><strong>PARA OS AMIGOS TUDO&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>O Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, hoje tamb&eacute;m presidindo o TSE, disse que as dela&ccedil;&otilde;es premiadas que fossem objeto de vazamentos deveriam ser anuladas.<\/p>\n<p>O coordenador da for&ccedil;a-tarefa da Lava-Jato, em Curitiba, Deltan Dallagnol, avaliou a sugest&atilde;o como &ldquo;sem p&eacute; nem cabe&ccedil;a&rdquo;. A proposta abriria um canal para que os pr&oacute;prios delatores e os delatados cientes das acusa&ccedil;&otilde;es a eles imputadas fariam vazar para obter anula&ccedil;&atilde;o das provas. Para Dallagnol, essa sugest&atilde;o equivale a &ldquo;rasgar a lei e os livros&rdquo;.<\/p>\n<p>Seguramente essa n&atilde;o &eacute; a melhor forma de esvaziar as mesas dos ju&iacute;zes do STF, abarrotadas de processos de pessoas com foro privilegiado que desmereceram a confian&ccedil;a do eleitor brasileiro.<\/p>\n<p><strong>CONQUISTAS SOCIAIS S&Atilde;O PARA SEMPRE<\/strong><\/p>\n<p>Quando est&atilde;o em discuss&atilde;o reformas, h&aacute; que se voltar para a &uacute;nica express&atilde;o que faz realmente sentido: o bem comum. Ele est&aacute; estreitamente ligado ao pleno emprego. Os programas sociais nos remetem a ajudas emergenciais, transit&oacute;rias e pagamento de d&eacute;bitos do Estado com o povo.<\/p>\n<p>Eles precisam representar um trampolim para dias melhores, para a autonomia do cidad&atilde;o que n&atilde;o merece depender de ajuda permanente. &Eacute; perda de dignidade para o cidad&atilde;o quando outros providenciam o seu sustento, salvo em situa&ccedil;&otilde;es muito especiais.<\/p>\n<p>A alguns anos se dizia do programa Bolsa Fam&iacute;lia: n&atilde;o &eacute; um programa para ningu&eacute;m sair dele, s&oacute; para entrar. Por isso em 2005 tinha 6 milh&otilde;es de fam&iacute;lias e em 2014, antes da crise se agravar, quando ainda n&atilde;o faltava emprego, atendia 14 milh&otilde;es de fam&iacute;lias. Isso indica que a quest&atilde;o da redu&ccedil;&atilde;o da pobreza no Brasil abrigava uma utiliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Nos discursos pr&eacute;-eleitorais havia amea&ccedil;a do fim do programa se outro governo assumisse o comando do Pa&iacute;s. Isso prejudicava a ascens&atilde;o das pessoas e elas temiam ter um emprego com carteira assinada e perder o benef&iacute;cio. O projeto precisou passar por um pente fino moralizador. Mas o Bolsa Fam&iacute;lia veio para ficar, desde o seu in&iacute;cio como Bolsa-Escola e o Vale-g&aacute;s, na d&eacute;cada de 90, j&aacute; se trabalhava o combate a pobreza.<\/p>\n<p>Na verdade, o programa que custa mais em transfer&ecirc;ncia de renda, 100 bilh&otilde;es (3 vezes mais que o Bolsa Fam&iacute;lia), &eacute; a aposentadoria do trabalhador rural. Hoje, mesmo se for aumentada, um pouco, a contribui&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria, ainda significar&aacute; alguma seguran&ccedil;a futura para o homem do campo.<\/p>\n<p>Outro programa criado em 1996, no governo Fernando Henrique Cardoso, foi o Benef&iacute;cio de Presta&ccedil;&atilde;o Continuada (BPC), que d&aacute; 50 bilh&otilde;es para amparar idosos e deficientes, sem renda ou fam&iacute;lia, que n&atilde;o contribuem e nunca contribu&iacute;ram para a Previd&ecirc;ncia Social, que a pesar do que for votado na reforma previdenci&aacute;ria, vai permanecer.<\/p>\n<p>Certamente, ao longo do tempo, muitas outras reformas ser&atilde;o feitas nas leis brasileiras para aprimorar a assist&ecirc;ncia aos cidad&atilde;os e proteg&ecirc;-los das manipula&ccedil;&otilde;es.<br \/>O que fortalece uma democracia &eacute; o povo e seus representantes saberem que em conquistas sociais n&atilde;o pode haver retrocesso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RECUPERAR A CREDIBILIDADE DO PA&Iacute;S &Eacute; URGENTE A ag&ecirc;ncia de classifica&ccedil;&atilde;o de riscos Moody&#8217;s deu nota &ldquo;est&aacute;vel&rdquo; para o Brasil, acreditando nos sinais de recupera&ccedil;&atilde;o da economia. 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