{"id":71115,"date":"2017-03-21T00:48:01","date_gmt":"2017-03-21T03:48:01","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/03\/21\/detentos-e-servidores-produzem-legumes-e-hortalicas-para-doacao-e-vendas\/"},"modified":"2017-03-21T00:48:01","modified_gmt":"2017-03-21T03:48:01","slug":"detentos-e-servidores-produzem-legumes-e-hortalicas-para-doacao-e-vendas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=71115","title":{"rendered":"Detentos e servidores produzem legumes e hortali\u00e7as para doa\u00e7\u00e3o e vendas"},"content":{"rendered":"<p>A dedica&ccedil;&atilde;o de servidores e detentos do Sistema Prisional de Minas Gerais viabiliza a doa&ccedil;&atilde;o ou venda de legumes e hortali&ccedil;as nas mais variadas regi&otilde;es do estado. &Eacute; poss&iacute;vel encontrar planta&ccedil;&otilde;es de alface, couve, almeir&atilde;o, quiabo, batata-doce, r&uacute;cula, ab&oacute;bora, beterraba, etc. Elas ficam em &aacute;reas de seguran&ccedil;a das unidades ou em terrenos emprestados.<\/p>\n<p>Vale do Rio Doce, Sul de Minas, Oeste ou mesmo a Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte. O lugar n&atilde;o importa, assim como o tamanho da terra. &Eacute; poss&iacute;vel plantar em um terreno de 1.500 metros quadrados, como na Penitenci&aacute;ria Francisco Floriano de Paula, em Governador Valadares, ou em uma &aacute;rea de quatro hectares, equivalente a 40.000 metros quadrados, como acontece no Pres&iacute;dio Ant&ocirc;nio Dutra Ladeira, em Ribeir&atilde;o das Neves.<\/p>\n<p>Quinze presos cuidam dessa planta&ccedil;&atilde;o em Neves. O trabalho &eacute; administrado pelo gerente de produ&ccedil;&atilde;o Jos&eacute; Resende, de 55 anos. Ele &eacute; Agente de Seguran&ccedil;a Penitenci&aacute;rio (ASP) de carreira e come&ccedil;ou no Sistema em 1989. Trabalhou na Penitenci&aacute;ria Jos&eacute; Maria Alkimin e no Pres&iacute;dio Feminino Jos&eacute; Abranches Gon&ccedil;alves, ambos em Ribeir&atilde;o das Neves, al&eacute;m da Penitenci&aacute;ria D&ecirc;nio Moreira de Carvalho, em Ipaba.<\/p>\n<p>&ldquo;As atividades na horta j&aacute; ajudaram v&aacute;rios presos a repensar suas vidas e buscar alternativas. Alguns optaram pela agricultura como forma de trabalho ou complementa&ccedil;&atilde;o da renda familiar. O que eles cultivam aqui vai para a mesa de pessoas carentes. Amo meu trabalho!&rdquo;, destaca o gerente.<\/p>\n<p>A equipe de detentos do pres&iacute;dio cultiva e colhe, por m&ecirc;s, aproximadamente 1.200 quilos de legumes e verduras que s&atilde;o destinados ao Banco de Alimentos da cidade e &agrave; Associa&ccedil;&atilde;o de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), de Ribeir&atilde;o das Neves.<\/p>\n<p>O detento Guderman Ferreira, de 26 anos, integra a equipe que fornece os alimentos para as doa&ccedil;&otilde;es. Ele tem o perfil t&iacute;pico da maioria dos presos dedicados &agrave; horta. &ldquo;N&atilde;o conhecia nada de agricultura. O que eu sei aprendi aqui. &Eacute; bom ajudar as pessoas&rdquo;, revela.<\/p>\n<p>Produtividade agr&iacute;cola faz parte da hist&oacute;ria do Pres&iacute;dio Ant&ocirc;nio Dutra Ladeira. Em 2007, a unidade recebeu homenagem da Empresa de Assist&ecirc;ncia T&eacute;cnica e Extens&atilde;o Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) pela quantidade e qualidade de milho produzido em um hectare. Foram colhidos 13.806 quilos do produto.<\/p>\n<p>Nem todos os legumes e hortali&ccedil;as v&atilde;o para entidades e institui&ccedil;&otilde;es carentes e assistenciais. Na Penitenci&aacute;ria Francisco Floriano de Paula, em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, a produ&ccedil;&atilde;o &#8211; de cerca de 250 quilos por m&ecirc;s &#8211; &eacute; vendida para a empresa de alimenta&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel pelas refei&ccedil;&otilde;es na unidade. S&atilde;o 35 presos atuando diariamente na horta, das 6h30 &agrave;s 17h, sob a coordena&ccedil;&atilde;o de Djalma Andrade J&uacute;nior. Ele &eacute; analista executivo concursado e ingressou no Sistema Prisional em outubro de 2014.<\/p>\n<p>O diretor-geral da penitenci&aacute;ria de Governador Valadares, Wander Barros de Paula, destaca a import&acirc;ncia dos agentes penitenci&aacute;rios e do pessoal administrativo nas atividades de educa&ccedil;&atilde;o e trabalho. &ldquo;Todos os servidores, de qualquer unidade prisional, t&ecirc;m um papel essencial nas atividades de ressocializa&ccedil;&atilde;o, em especial os agentes penitenci&aacute;rios pelo contato di&aacute;rio com os detentos. Sem eles n&atilde;o seria poss&iacute;vel realizar a produ&ccedil;&atilde;o na horta nem outras frentes de trabalho&rdquo;, lembra o diretor.<\/p>\n<p>Wander destaca, ainda, a necessidade de um perfil diferenciado dos agentes penitenci&aacute;rios respons&aacute;veis por acompanhar os presos em atividades produtivas. &ldquo;Eles precisam conhecer e gostar da atividade, porque, al&eacute;m de cuidar da seguran&ccedil;a, muitas vezes eles atuam como educadores e t&eacute;cnicos&rdquo;, avalia.<\/p>\n<p>Fonte: Ag&ecirc;ncia Minas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dedica&ccedil;&atilde;o de servidores e detentos do Sistema Prisional de Minas Gerais viabiliza a doa&ccedil;&atilde;o ou venda de legumes e hortali&ccedil;as nas mais variadas regi&otilde;es do estado. &Eacute; poss&iacute;vel encontrar planta&ccedil;&otilde;es de alface, couve, almeir&atilde;o, quiabo, batata-doce, r&uacute;cula, ab&oacute;bora, beterraba, etc. Elas ficam em &aacute;reas de seguran&ccedil;a das unidades ou em terrenos emprestados. 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