{"id":71064,"date":"2017-03-18T03:26:49","date_gmt":"2017-03-18T06:26:49","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/03\/18\/memoria-reverenciada\/"},"modified":"2018-04-16T08:05:00","modified_gmt":"2018-04-16T11:05:00","slug":"memoria-reverenciada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=71064","title":{"rendered":"Mem\u00f3ria Reverenciada"},"content":{"rendered":"<p>O acad&ecirc;mico e escritor Carlos Heitor Cony confirmou a popularidade de Humberto de Campos, na palestra Humberto de Campos: o escritor e o conselheiro, a &uacute;nica do ciclo &ldquo;Mem&oacute;ria reverenciada&rdquo;, em 2016, na Academia Brasileira de Letras, que teve a coordena&ccedil;&atilde;o do Acad&ecirc;mico e jurista Alberto Venancio Filho: &#8220;Eu considero o melhor cronista brasileiro o Humberto de Campos, que hoje est&aacute; completamente esquecido; porque ficou faltando na obra do Campos um romance, uma obra n&atilde;o subordinada ao tempo. Quando o Humberto de Campos morreu, em 1934, eu era crian&ccedil;a, e o com&eacute;rcio do Rio de Janeiro fechou as portas. Era luto nacional que ningu&eacute;m decretou. Isso porque todo mundo lia Humberto de Campos. Ele morreu cedo, com 48 anos, numa opera&ccedil;&atilde;o. Foi uma como&ccedil;&atilde;o&#8221;.<\/p>\n<p>Cony revelou a influ&ecirc;ncia de Humberto de Campos em sua carreira de escritor: &ldquo;Eu dobrei minha esquina errada na vida, sobretudo na vida liter&aacute;ria, porque me apaixonei por uma cr&ocirc;nica de Humberto de Campos. Devia ter 12 ou 13 anos quando me apaixonei por uma cr&ocirc;nica que considero a melhor cr&ocirc;nica n&atilde;o s&oacute; da literatura brasileira, mas uma das melhores cr&ocirc;nicas da arte universal. O texto chama-se &ldquo;Um amigo de inf&acirc;ncia&rdquo;. A prefeitura do Maranh&atilde;o fez um jardim em volta do &ldquo;amigo de inf&acirc;ncia&rdquo; de Humberto de Campos, que era um cajueiro, um simples cajueiro. E a cr&ocirc;nica &eacute; a prova maior dessa amizade.&rdquo;<\/p>\n<p>Quinto ocupante da Cadeira n&ordm; 3, da ABL, eleito em 23 de mar&ccedil;o de 2000, na sucess&atilde;o de Herberto Sales, o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony &eacute; comentarista di&aacute;rio da CBN, participando do Grande Jornal com o programa &ldquo;Liberdade de Express&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Entre os epis&oacute;dios curiosos envolvendo Humberto de Campos, lembrados por Cony, houve o do m&eacute;dium Chico Xavier, que recebia esp&iacute;ritos. Entre os esp&iacute;ritos, ele recebeu o mestre Campos e come&ccedil;ou a publicar livros psicografados do escritor. Cony comparou as imita&ccedil;&otilde;es com jogadas de futebol: &ldquo;Lembram, mais ou menos, um caso de jogo de Pel&eacute; junto com o Fred, do Fluminense. Lembra um pouco, porque ambos v&atilde;o atr&aacute;s da bola, eventualmente fazem gol, mas um &eacute; Pel&eacute;, o outro n&atilde;o &eacute;&rdquo;.<\/p>\n<p>H&aacute; que destacar o talento do acad&ecirc;mico, sublinhado por Cony, sobre a arte de fazer cr&ocirc;nicas. Tanto Rubem Braga quanto Humberto de Campos nasceram para fazer cr&ocirc;nicas: &ldquo;Pegavam qualquer coisa e delas extra&iacute;am um texto liter&aacute;rio de primeir&iacute;ssima grandeza. Rubem, por exemplo, era f&aacute;cil; ele n&atilde;o tinha assunto nenhum, abria a janela e j&aacute; era uma cr&ocirc;nica. O fato de ele abrir a janela e ver o ar, a nuvem j&aacute; era uma cr&ocirc;nica. Humberto de Campos, nesse ponto, foi mais ecl&eacute;tico: fazia cr&ocirc;nicas do nada. Rubem precisava fazer algum movimento, o de levantar e abrir a janela e olhar. Humberto de Campos nem isso; tirava do nada, do absoluto. Ele era, como cronista, uma pessoa antes do nada, antes de haver o nada, j&aacute; havia a cr&ocirc;nica de Humberto de Campos, saborosa pelo estilo e pelas peculiaridades de um assunto que ele era g&ecirc;nio, g&ecirc;nio absoluto.&rdquo;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O acad&ecirc;mico e escritor Carlos Heitor Cony confirmou a popularidade de Humberto de Campos, na palestra Humberto de Campos: o escritor e o conselheiro, a &uacute;nica do ciclo &ldquo;Mem&oacute;ria reverenciada&rdquo;, em 2016, na Academia Brasileira de Letras, que teve a coordena&ccedil;&atilde;o do Acad&ecirc;mico e jurista Alberto Venancio Filho: &#8220;Eu considero o melhor cronista brasileiro o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":96,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[275],"tags":[],"class_list":["post-71064","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arnaldo-niskier"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/71064","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/96"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=71064"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/71064\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=71064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=71064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=71064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}