{"id":71055,"date":"2017-03-18T02:38:54","date_gmt":"2017-03-18T05:38:54","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/03\/18\/marias-fumacas-sao-atracoes-turisticas-em-minas\/"},"modified":"2017-03-18T02:38:54","modified_gmt":"2017-03-18T05:38:54","slug":"marias-fumacas-sao-atracoes-turisticas-em-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=71055","title":{"rendered":"&#8220;Marias-Fuma\u00e7as&#8221; s\u00e3o atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas em Minas"},"content":{"rendered":"<p>Em um pa&iacute;s t&atilde;o grande quanto o nosso, viajar de trem teria que ser algo bastante comum. Infelizmente, a realidade n&atilde;o &eacute; essa. S&atilde;o poucos os destinos que t&ecirc;m os trilhos como atra&ccedil;&atilde;o. Poucos, mas existem. E perto da gente! Ent&atilde;o, vamos conhec&ecirc;-los, porque mesmo estando perto, muita gente ainda n&atilde;o curtiu o balan&ccedil;o tranquilo de um trem.<\/p>\n<h4>TREM DA VALE &ndash; OURO PRETO\/MARIANA<\/h4>\n<p>A ferrovia por esses lados de Minas Gerais s&oacute; chegou dois s&eacute;culos depois da funda&ccedil;&atilde;o de Ouro Preto, em 1914. Hoje, os vag&otilde;es s&atilde;o puxados por uma locomotiva a diesel de 1956. As viagens saem tanto de Ouro Preto, quanto de Mariana. Pelo caminho, o cen&aacute;rio &eacute; de pura natureza. A maioria dos 18 quil&ocirc;metros da ferrovia rasga uma encosta, passando por quatro t&uacute;neis e antigas esta&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>H&aacute; duas categorias de vag&atilde;o: o Convencional, que &eacute; todo de madeira e o Panor&acirc;mico, composto de amplos janel&otilde;es envidra&ccedil;ados. O ar-condicionado &eacute; levado a s&eacute;rio &ndash; tenha um agasalho &agrave; m&atilde;o. Saindo de Ouro Preto, quem se senta nos bancos da direita v&ecirc; melhor os abismos, as montanhas e duas cachoeiras; no vag&atilde;o Panor&acirc;mico, qualquer assento &eacute; bom.<\/p>\n<p>Para chegar &agrave;s esta&ccedil;&otilde;es, basta caminhar uns dez minutos a partir dos centros hist&oacute;ricos. Vale visitar os vag&otilde;es museogr&aacute;ficos e tem&aacute;ticos nas esta&ccedil;&otilde;es de ambas as cidades.<\/p>\n<p>Como chegar &ndash; Ouro Preto est&aacute; a 218,9 km de Juiz de Fora pela BR-040.<br \/>Informa&ccedil;&otilde;es: vale.com\/tremdepassageiros<\/p>\n<h4>TREM DA SERRA DA MANTIQUEIRA &ndash; PASSA QUATRO<\/h4>\n<p>Na tranquila Passa Quatro, a Minas and Rio Railway Company reserva um circuito bacana sobre trilhos pela chamada Terras Altas da Mantiqueira. Uma locomotiva 332, fabricada nos Estados Unidos, conduz dois vag&otilde;es por um tour de 10 quil&ocirc;metros s&oacute; de ida. A primeira parte do percurso &eacute; plana, ladeando vales, fazendas de gado e as eleva&ccedil;&otilde;es da Mantiqueira ao fundo. Petiscos s&atilde;o servidos aos passageiros e um violeiro embala hits sertanejos. H&aacute; uma parada na Esta&ccedil;&atilde;o Manac&aacute; para comprar artesanatos e doces e, na sequ&ecirc;ncia, a locomotiva sobe a serra lentamente at&eacute; chegar &agrave; Esta&ccedil;&atilde;o Coronel Fulg&ecirc;ncio.<\/p>\n<p>Enquanto o trem faz a volta, h&aacute; tempo suficiente para ver o pequeno museu, com fotos da Revolu&ccedil;&atilde;o Constitucionalista de 1932, que teve uma batalha travada l&aacute;, e das grava&ccedil;&otilde;es das miniss&eacute;ries globais Mad Maria e JK, filmadas na ferrovia. Tamb&eacute;m h&aacute; tempo para caminhar at&eacute; o Grande T&uacute;nel, de 997 metros de extens&atilde;o, que divide os estados de Minas Gerais e S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p>Como chegar &ndash; Passa Quatro est&aacute; a 268 km de Juiz de Fora, pela BR-267 e depois a pela BR-354.<br \/>Informa&ccedil;&otilde;es : tremdaserradamantiqueira.com.br<\/p>\n<h4>TREM DAS &Aacute;GUAS &ndash; S&Atilde;O LOUREN&Ccedil;O<\/h4>\n<p>S&atilde;o Louren&ccedil;o &eacute; daqueles destinos superfam&iacute;lia, que agrada crian&ccedil;as da faixa et&aacute;ria da Galinha Pintadinha a do Pok&eacute;mon Go e, claro, os av&oacute;s. Muito do apelo &eacute; em virtude do Parque das &Aacute;guas, com v&aacute;rias fontes medicinais, pista de caminhada pelo bosque, laguinho com pedalinho e um balne&aacute;rio municipal. Depois de se esbaldar no parque, um passeio de Maria-fuma&ccedil;a &eacute; mais que bem vindo.<\/p>\n<p>Um trecho plano de 10km da Minas and Rio Railway Company margeando o Rio Verde comp&otilde;e o passeio entre S&atilde;o Louren&ccedil;o e Soledade de Minas.<\/p>\n<p>Duas locomotivas da d&eacute;cada de 1920 se encarregam de puxar os oito vag&otilde;es, divididos em duas classes: a Especial, com assento estofado e degusta&ccedil;&atilde;o de queijos, doces e cacha&ccedil;a; e a Tur&iacute;stica, com banco de madeira, nada &eacute; servido. Sorte que as ferromo&ccedil;as passam vendendo bebidas e suvenires. &Eacute; comum que os trabalhos gastron&ocirc;micos comecem no Bar da Esta&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Louren&ccedil;o, com muitos doces e queijos mineiros.<\/p>\n<p>A viagem &eacute; dividida em tr&ecirc;s partes iguais: 40 minutos de ida, 40 minutos em Soledade e 40 minutos para o retorno. Para quebrar a monotonia de alguns trechos, um grupo de violeiros faz a festa. Soledade de Minas &eacute; uma cidade pequenina, sem qualquer apelo. Resta aos passageiros explorar a feirinha de artesanato dentro da esta&ccedil;&atilde;o, com algumas iguarias bem cal&oacute;ricas &agrave; venda.<\/p>\n<p>Como chegar &ndash; S&atilde;o Louren&ccedil;o est&aacute; a 234,4 km de Juiz de Fora, pela BR-267.<br \/>Informa&ccedil;&otilde;es : tremdasaguas.tur.br<\/p>\n<h4>TIRADENTES \/ S&Atilde;O JO&Atilde;O DEL REI<\/h4>\n<p>Se havia uma coisa que D. Pedro II gostava de fazer, era inaugurar ferrovias. Com a Estrada de Ferro Oeste, n&atilde;o foi diferente. Saindo de Barbacena, os trilhos rasgavam as entranhas de Minas Gerais por 602 quil&ocirc;metros. Um trecho plano de 12 quil&ocirc;metros &eacute; usado no passeio de Maria &ndash;fuma&ccedil;a entre Tiradentes e S&atilde;o Jo&atilde;o Del Rei.<\/p>\n<p>Puxado por uma locomotiva inglesa do in&iacute;cio do s&eacute;culo 20, o trem margeia o Rio das Velhas e tem como pano de fundo a imponente Serra de S&atilde;o Jos&eacute;. Para ter as melhores panor&acirc;micas, quem fizer a rota Tiradentes &ndash; S&atilde;o Jo&atilde;o Del Rei deve sentar-se &agrave; direita &ndash; no sentido inverso, &agrave; esquerda.<\/p>\n<p>Falta a bordo um guia para contar hist&oacute;rias sobre a ferrovia e a composi&ccedil;&atilde;o, fato em parte amenizado pelo Museu Ferrovi&aacute;rio de S&atilde;o Jo&atilde;o Del Rei.<\/p>\n<p>Uma atra&ccedil;&atilde;o &agrave; parte &eacute; a rotunda girat&oacute;ria na Esta&ccedil;&atilde;o Tiradentes. Nem precisa fazer o passeio para assistir ao mecanismo da locomotiva inglesa sendo girado no muque por funcion&aacute;rios da ferrovia. As duas cidades merecem algumas horas para explorar seus centros hist&oacute;ricos, principalmente Tiradentes &ndash; por isso, considere retornar de t&aacute;xi ( a corrida custa, em m&eacute;dia , 50 reais).<\/p>\n<p>Como chegar &ndash; Tiradentes est&aacute; a 150 km de Juiz de Fora, pela BR-040 e depois em Barbacena pegar a BR-265.<br \/>Informa&ccedil;&otilde;es : trilhosdeminas.com<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um pa&iacute;s t&atilde;o grande quanto o nosso, viajar de trem teria que ser algo bastante comum. Infelizmente, a realidade n&atilde;o &eacute; essa. S&atilde;o poucos os destinos que t&ecirc;m os trilhos como atra&ccedil;&atilde;o. Poucos, mas existem. E perto da gente! 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