{"id":70485,"date":"2017-03-08T18:57:19","date_gmt":"2017-03-08T21:57:19","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/03\/08\/mais-de-500-mulheres-sao-agredidas-por-hora-no-brasil\/"},"modified":"2017-03-08T18:57:19","modified_gmt":"2017-03-08T21:57:19","slug":"mais-de-500-mulheres-sao-agredidas-por-hora-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=70485","title":{"rendered":"Mais de 500 mulheres s\u00e3o agredidas por hora no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A cada hora, 503 mulheres sofreram algum tipo de agress&atilde;o f&iacute;sica em 2016, segundo pesquisa do instituto Datafolha encomendada pelo F&oacute;rum de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica. O estudo, divulgado nessa quarta-feira, 9, foi feito com entrevistas presenciais em 130 munic&iacute;pios brasileiros. No total, foram 4,4 milh&otilde;es de mulheres, 9% da popula&ccedil;&atilde;o acima de 16 anos, que relataram ter sido v&iacute;timas de socos, chutes, empurr&otilde;es ou outra forma de viol&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>As agress&otilde;es verbais e morais, como xingamentos e humilha&ccedil;&otilde;es, atingiram 22% da popula&ccedil;&atilde;o feminina. Ao longo do ano passado, 29% das mulheres passaram por algum tipo de viol&ecirc;ncia, f&iacute;sica ou moral. Entre as pretas (express&atilde;o usada pelo IBGE), o &iacute;ndice sobe para 32,5% e chega a 45% entre as jovens (de 16 a 24 anos).<\/p>\n<p>Foram v&iacute;timas de amea&ccedil;as com armas de fogo ou com facas 4% &#8211; 1,9 milh&atilde;o de mulheres. Espancamentos e estrangulamentos vitimaram 3%, o que representa 1,4 milh&atilde;o de mulheres, enquanto 257 mil, 1% do total, chegaram a ser baleadas.<\/p>\n<p>A cada tr&ecirc;s brasileiros, inclu&iacute;dos homens e mulheres, dois presenciaram algum tipo de agress&atilde;o a mulheres em 2016, desde viol&ecirc;ncia f&iacute;sica direta, a ass&eacute;dio, amea&ccedil;as e humilha&ccedil;&otilde;es. O percentual &eacute; de 73% entre as pessoas pretas e 60% entre as brancas.<\/p>\n<h4>COMPANHEIROS E CONHECIDOS<\/h4>\n<p>A maior parte dos agressores, segundo os relatos das mulheres, era conhecida (61%). Os c&ocirc;njuges, namorados e companheiros aparecem como respons&aacute;veis em 19% dos casos. Os ex-companheiros representam 16% dos agressores. A pr&oacute;pria casa das v&iacute;timas recebeu o maior percentual de cita&ccedil;&otilde;es como local da viol&ecirc;ncia (43%). Entre as mulheres entre 35 e 44 anos, 38% das agress&otilde;es partiram dos namorados ou c&ocirc;njuges.<\/p>\n<p>Sobre as rea&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s a viol&ecirc;ncia, 52% disseram n&atilde;o ter feito nada ap&oacute;s a agress&atilde;o, 13% procuraram ajuda da fam&iacute;lia, 12% buscaram apoio de amigos e 11% foram a uma delegacia da mulher. Entre as mais jovens (16 a 24 anos), o &iacute;ndice das que n&atilde;o fizeram nada ap&oacute;s a agress&atilde;o &eacute; de 59%.<\/p>\n<p>O ass&eacute;dio atingiu 40% das mulheres no &uacute;ltimo ano. Entre as mais jovens (16 a 24 anos), o percentual chega a 70%, sendo que 68% ouviram coment&aacute;rios desrespeitosos quando estavam na rua. O &iacute;ndice &eacute; de 52% entre a popula&ccedil;&atilde;o feminina entre 25 e 34 anos. Nesse grupo, 47% foram assediados na rua, 19% no ambiente de trabalho e 15% no transporte p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Fonte: Ag&ecirc;ncia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada hora, 503 mulheres sofreram algum tipo de agress&atilde;o f&iacute;sica em 2016, segundo pesquisa do instituto Datafolha encomendada pelo F&oacute;rum de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica. O estudo, divulgado nessa quarta-feira, 9, foi feito com entrevistas presenciais em 130 munic&iacute;pios brasileiros. 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