{"id":69668,"date":"2017-02-17T13:23:59","date_gmt":"2017-02-17T15:23:59","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/02\/17\/temer-sanciona-lei-que-estabelece-a-reforma-do-ensino-medio\/"},"modified":"2017-02-17T13:23:59","modified_gmt":"2017-02-17T15:23:59","slug":"temer-sanciona-lei-que-estabelece-a-reforma-do-ensino-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=69668","title":{"rendered":"Temer sanciona lei que estabelece a reforma do ensino m\u00e9dio"},"content":{"rendered":"<p>O presidente Michel Temer sancionou hoje (16), em cerim&ocirc;nia no Pal&aacute;cio do Planalto, a reforma do ensino m&eacute;dio. Durante o evento, o presidente disse que, a exemplo das outras reformas, a reformula&ccedil;&atilde;o do ensino m&eacute;dio s&oacute; foi poss&iacute;vel gra&ccedil;as &agrave; ousadia do governo, de encarar a pol&ecirc;mica que cerca os temas relevantes para o pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Segundo o presidente, a san&ccedil;&atilde;o da medida provis&oacute;ria (MP) da reforma do ensino m&eacute;dio representa um &ldquo;momento revelador&#8221; de seu governo, &#8220;com ousadias respons&aacute;veis e necess&aacute;rias para que o pa&iacute;s possa crescer e prosperar&rdquo;.<\/p>\n<p>Temer acrescentou que as discuss&otilde;es em torno da mat&eacute;ria acabaram por aperfei&ccedil;o&aacute;-la. &ldquo;Temos enviado propostas que geram saud&aacute;vel pol&ecirc;mica. A pol&ecirc;mica, cr&iacute;tica portanto, gera aperfei&ccedil;oamento. Certa e seguramente, algumas modifica&ccedil;&otilde;es feitas pelo Congresso Nacional foram feitas pela sociedade. Acabou, ent&atilde;o, saindo uma coisa consensual.&rdquo;<\/p>\n<p>&ldquo;Estamos ousando. Quem ousaria fazer um teto para os gastos p&uacute;blicos? Seria muito f&aacute;cil o presidente chegar e gastar &agrave; vontade sem se preocupar com as reformas fundamentais, ou seja com o pa&iacute;s no futuro. N&atilde;o estamos fazendo isso. Propor o teto foi uma ousadia muito bem-sucedida. Agora, a do ensino m&eacute;dio&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p>Em seu discurso, o ministro da Educa&ccedil;&atilde;o, Mendon&ccedil;a Filho, disse que a MP representa &ldquo;a mais estrutural mudan&ccedil;a na educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica do Brasil&rdquo;, que demorou mais de 20 anos para ser implementada. &ldquo;Debate houve [ao longo desse per&iacute;odo]. O que n&atilde;o existia na pr&aacute;tica era vontade e decis&atilde;o pol&iacute;tica de fazer avan&ccedil;ar&rdquo;, disse Mendon&ccedil;a, ao lembrar que h&aacute; no pa&iacute;s 2 milh&otilde;es de jovens exclu&iacute;dos da educa&ccedil;&atilde;o, em um total de 8 milh&otilde;es. &#8220;&Eacute; consensual, no meio, a necessidade de mudan&ccedil;as.&#8221;<br \/>&ldquo;A escola do ensino m&eacute;dio era est&aacute;tica, com 13 disciplinas obrigat&oacute;rias. [O aluno] tem de assimilar aquele conte&uacute;do de forma similar e igual para todos, como que cada um tivesse um perfil igual ao outro&rdquo;, acrescentou o ministro.<\/p>\n<p>Mudan&ccedil;as<\/p>\n<p>Aprovada na &uacute;ltima semana pelo Senado, a nova legisla&ccedil;&atilde;o prev&ecirc; que o curr&iacute;culo seja 60% preenchido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e que os 40% restantes sejam destinados aos chamados itiner&aacute;rios formativos, em que o estudante poder&aacute; escolher entre cinco &aacute;reas de estudo: linguagens, matem&aacute;tica, ci&ecirc;ncias da natureza, ci&ecirc;ncias humanas e forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e profissional. O projeto prev&ecirc; ainda que os alunos escolham a &aacute;rea na qual v&atilde;o se aprofundar j&aacute; no in&iacute;cio do ensino m&eacute;dio.<\/p>\n<p>As escolas n&atilde;o s&atilde;o obrigadas a oferecer aos alunos todas as cinco &aacute;reas, mas devem oferecer ao menos um dos itiner&aacute;rios formativos. Durante a tramita&ccedil;&atilde;o na C&acirc;mara, o projeto retomou a obrigatoriedade das disciplinas de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, arte, sociologia e filosofia na Base Nacional Comum Curricular, at&eacute; ent&atilde;o fora do texto original.<\/p>\n<p>A proposta apresenta tamb&eacute;m uma meta de amplia&ccedil;&atilde;o da carga hor&aacute;ria para pelo menos mil horas anuais e, posteriormente, chegar a 1.400 horas para as escolas do ensino m&eacute;dio. Elas devem ampliar a carga hor&aacute;ria para cinco horas di&aacute;rias &ndash; atualmente s&atilde;o obrigat&oacute;rias quatro horas por dia. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; que progressivamente amplie-se a carga hor&aacute;ria para sete horas di&aacute;rias, para ofertar educa&ccedil;&atilde;o em tempo integral. Para viabilizar essa amplia&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; disponibilizado apoio financeiro do governo federal.<\/p>\n<p>Outra mudan&ccedil;a importante foi a permiss&atilde;o para que profissionais com not&oacute;rio saber, mas sem forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica espec&iacute;fica, possam dar aulas no ensino t&eacute;cnico e profissional. Com isso, um engenheiro, por exemplo, poder&aacute; dar aulas de matem&aacute;tica ou f&iacute;sica.<\/p>\n<p>Sancionada a MP, o pr&oacute;ximo passo a ser dado &eacute; implantar a Base Nacional Comum Curricular que, atualmente, est&aacute; sendo elaborada por um comit&ecirc; presidido pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O presidente do Conselho Nacional de Secret&aacute;rios de Educa&ccedil;&atilde;o (Consed), Fred Am&acirc;ncio, destacou o fato de a reforma ajudar a tornar a escola mais atrativa aos estudantes brasileiros. Segundo Am&acirc;ncio, a flexibilidade do ensino m&eacute;dio est&aacute; alinhada tamb&eacute;m com o Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o, que apresenta metas para a melhoria do sistema educacional brasileiro.<\/p>\n<p>Fonte: Ag&ecirc;ncia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente Michel Temer sancionou hoje (16), em cerim&ocirc;nia no Pal&aacute;cio do Planalto, a reforma do ensino m&eacute;dio. Durante o evento, o presidente disse que, a exemplo das outras reformas, a reformula&ccedil;&atilde;o do ensino m&eacute;dio s&oacute; foi poss&iacute;vel gra&ccedil;as &agrave; ousadia do governo, de encarar a pol&ecirc;mica que cerca os temas relevantes para o pa&iacute;s. 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