{"id":68822,"date":"2017-01-31T14:11:23","date_gmt":"2017-01-31T16:11:23","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/01\/31\/oms-busca-ampliar-producao-publica-de-vacina-contra-influenza-em-caso-de-pandemias\/"},"modified":"2017-01-31T14:11:23","modified_gmt":"2017-01-31T16:11:23","slug":"oms-busca-ampliar-producao-publica-de-vacina-contra-influenza-em-caso-de-pandemias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=68822","title":{"rendered":"OMS busca ampliar produ\u00e7\u00e3o p\u00fablica de vacina contra influenza em caso de pandemias"},"content":{"rendered":"<p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) est&aacute; trabalhando para que institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas sejam capazes de fornecer vacinas contra influenza para o mundo em caso de poss&iacute;veis pandemias. O Brasil, maior produtor global desses imunobiol&oacute;gicos na esfera p&uacute;blica por meio do <a href=\"http:\/\/www.saude.mg.gov.br\/sus\">Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS)<\/a>, &eacute; um dos que est&aacute; se desenvolvendo para atender tamb&eacute;m &agrave; demanda internacional.<\/p>\n<p>Atualmente, o pa&iacute;s produz 88% do consumo nacional. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; que neste ano produza 100% e, posteriormente, passe a enviar as vacinas para outros pa&iacute;ses. Por isso, a Representa&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de\/Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OPAS\/OMS) no Brasil fez um estudo para diagnosticar a sustentabilidade da produ&ccedil;&atilde;o brasileira.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora Kellen Santos Rezende, contratada pela OPAS\/OMS para fazer esse diagn&oacute;stico, foi identificado que a vacina &eacute; segura, eficaz e produzida com qualidade. Observou-se tamb&eacute;m que h&aacute; interesse pol&iacute;tico em manter o financiamento da produ&ccedil;&atilde;o nacional e que o sistema de vigil&acirc;ncia &eacute; bem estruturado, com capacidade para dar respostas r&aacute;pidas. &ldquo;Al&eacute;m disso, o levantamento concluiu que o Brasil domina a tecnologia de produ&ccedil;&atilde;o &ndash; ou seja, consegue fazer o processo do in&iacute;cio ao fim, sem a necessidade de envolver outros pa&iacute;ses, por conta da transfer&ecirc;ncia de tecnologia entre o brasileiro Instituto Butantan e o franc&ecirc;s Sanofir-Pasteur, finalizada em 2014&rdquo;, explica a pesquisadora.<\/p>\n<p>A OPAS\/OMS apontou no estudo que, para o pa&iacute;s ser um dos fornecedores mundiais, &eacute; necess&aacute;rio ampliar a pr&oacute;pria capacidade produtiva; realizar pesquisas para aumentar o rendimento da vacina; capacitar profissionais para trabalhar na produ&ccedil;&atilde;o de imunobiol&oacute;gicos; modernizar equipamentos e ampliar a capacidade de an&aacute;lise laboratorial. O trabalho foi coordenado pelo consultor nacional de Desenvolvimento e Inova&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica em Sa&uacute;de da OPAS\/OMS Brasil, Felipe Carvalho.<\/p>\n<p>Plano de A&ccedil;&atilde;o Global<\/p>\n<p>Participaram do levantamento institui&ccedil;&otilde;es envolvidas no processo de produ&ccedil;&atilde;o, regula&ccedil;&atilde;o, compra e distribui&ccedil;&atilde;o de vacinas. Foram realizadas entrevistas para coletar dados relacionados ao papel de cada uma na cadeia produtiva. Depois, foi feita uma oficina organizada pela Representa&ccedil;&atilde;o da OPAS\/OMS no Brasil para apresentar as informa&ccedil;&otilde;es coletadas e receber contribui&ccedil;&otilde;es dessas entidades. O evento permitiu que cada institui&ccedil;&atilde;o conhecesse melhor o trabalho e as necessidades das outras. A partir disso, foi poss&iacute;vel elencar solu&ccedil;&otilde;es para fortalecer a sustentabilidade da produ&ccedil;&atilde;o nacional.<\/p>\n<p>Esse diagn&oacute;stico foi feito como parte do Plano de A&ccedil;&atilde;o Global para Produ&ccedil;&atilde;o de Vacina Contra Influenza (Global Action Plan for Influenza Vaccine) da OMS, criado em 2006 para conhecer e ampliar a capacidade produtiva de fornecedores mundiais. O levantamento servir&aacute; de subs&iacute;dio para que a OMS publique diretrizes globais sobre a sustentabilidade da produ&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de vacinas contra a doen&ccedil;a.<\/p>\n<p>Produ&ccedil;&atilde;o de vacinas<\/p>\n<p>A produ&ccedil;&atilde;o da vacina contra influenza come&ccedil;a a partir do m&ecirc;s de setembro, quando a OMS d&aacute; autoriza&ccedil;&atilde;o para que os laborat&oacute;rios o fabriquem. Isso acontece porque todos os anos &eacute; necess&aacute;rio avaliar quais as cepas (tipo) do v&iacute;rus que mais circularam no hemisf&eacute;rio sul, no ano anterior. Ap&oacute;s essa autoriza&ccedil;&atilde;o, os laborat&oacute;rios levam em torno de seis meses para produzir a vacina que ser&aacute; disponibilizada &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A influenza &eacute; uma infec&ccedil;&atilde;o viral aguda que afeta o sistema respirat&oacute;rio. &Eacute; de elevada transmissibilidade e distribui&ccedil;&atilde;o global, com tend&ecirc;ncia a se disseminar facilmente em epidemias sazonais e tamb&eacute;m podendo causar pandemias. A transmiss&atilde;o ocorre por meio de secre&ccedil;&otilde;es das vias respirat&oacute;rias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas m&atilde;os, que ap&oacute;s contato com superf&iacute;cies rec&eacute;m\u2010contaminadas por secre&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias pode levar o agente infeccioso direto &agrave; boca, aos olhos e ao nariz.<\/p>\n<p>A vacina&ccedil;&atilde;o &eacute; a medida mais eficaz para a preven&ccedil;&atilde;o da influenza grave e de suas complica&ccedil;&otilde;es. Entre outras importantes medidas preventivas est&atilde;o lavar as m&atilde;os, evitar locais fechados e muito cheios, e buscar orienta&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica em caso de in&iacute;cio s&uacute;bito de febre alta, tosse (geralmente seca), dores musculares, nas articula&ccedil;&otilde;es, cabe&ccedil;a e garganta, desconforto grave e corrimento nasal.<\/p>\n<p>A OMS recomenda a imuniza&ccedil;&atilde;o anual (em ordem de prioridade) em: gestantes em qualquer fase da gravidez; crian&ccedil;as de 6 meses a 5 anos; idosos (&ge; 65 anos); pessoas com doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas; e trabalhadores da &aacute;rea de sa&uacute;de. Os v&iacute;rus da influenza mudam constantemente. Por isso, a Rede Global de Vigil&acirc;ncia da Influenza, uma alian&ccedil;a de Centros Nacionais de Influenza de todo o mundo, monitora os v&iacute;rus influenza que circulam em humanos.<\/p>\n<p>Fonte: SUS MG<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) est&aacute; trabalhando para que institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas sejam capazes de fornecer vacinas contra influenza para o mundo em caso de poss&iacute;veis pandemias. 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