{"id":68783,"date":"2017-01-30T20:21:11","date_gmt":"2017-01-30T22:21:11","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/01\/30\/meirelles-afirma-que-teto-de-gastos-permitira-superavits-primarios-graduais\/"},"modified":"2017-01-30T20:21:11","modified_gmt":"2017-01-30T22:21:11","slug":"meirelles-afirma-que-teto-de-gastos-permitira-superavits-primarios-graduais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=68783","title":{"rendered":"Meirelles afirma que teto de gastos permitir\u00e1 super\u00e1vits prim\u00e1rios graduais"},"content":{"rendered":"<p>O teto de gastos para o setor p&uacute;blico permitir&aacute; ao pa&iacute;s voltar a economizar para pagar os juros da d&iacute;vida p&uacute;blica, disse nessa segunda-feira, 30, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Em v&iacute;deo divulgado durante a apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados fiscais de 2016, no Minist&eacute;rio da Fazenda, Meirelles afirmou que a Emenda Constitucional 95, que limita os gastos p&uacute;blicos por 20 anos, facilitar&aacute; a retomada da confian&ccedil;a na economia brasileira.<\/p>\n<p>&ldquo;O teto de gastos agora vai permitir ao Brasil voltar gradualmente a produzir super&aacute;vits prim&aacute;rios [economia para pagar os juros da d&iacute;vida p&uacute;blica], gerando a economia necess&aacute;ria para a estabiliza&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida p&uacute;blica federal e a necess&aacute;ria confian&ccedil;a para a retomada do crescimento econ&ocirc;mico.&rdquo;<\/p>\n<p>Segundo o Tesouro Nacional, o governo federal poder&aacute; gastar at&eacute; R$1,302 trilh&atilde;o em 2017. O valor equivale &agrave;s despesas sujeitas ao teto em 2016 corrigido em 7,2%, como estabelecido pela emenda constitucional que introduziu o teto de gastos. O c&aacute;lculo exclui as transfer&ecirc;ncias constitucionais (repasses obrigat&oacute;rios para estados e munic&iacute;pios), cr&eacute;ditos extraordin&aacute;rios, despesas com a realiza&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&otilde;es e aumentos de capital de empresas estatais, que est&atilde;o fora do teto de gastos.<\/p>\n<p>Para 2018 em diante, o teto de gastos equivaler&aacute; &agrave;s despesas do ano anterior acrescidas da infla&ccedil;&atilde;o oficial, medida pelo &Iacute;ndice Nacional de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA). No nono ano, o presidente da Rep&uacute;blica poder&aacute; revisar a f&oacute;rmula de corre&ccedil;&atilde;o dos gastos que vigorar&aacute; a partir do d&eacute;cimo ano da emenda constitucional.<\/p>\n<h4>D&Eacute;FICIT RECORDE<\/h4>\n<p>Em 2016, o Governo Central &ndash; Tesouro Nacional, Previd&ecirc;ncia Social e Banco Central &ndash; registrou d&eacute;ficit prim&aacute;rio de R$154,255 bilh&otilde;es. O d&eacute;ficit prim&aacute;rio &eacute; o resultado negativo das contas p&uacute;blicas antes do pagamento dos juros da d&iacute;vida p&uacute;blica. Apesar de ter sido o maior da hist&oacute;ria, o d&eacute;ficit ficou abaixo da meta de R$170,5 bilh&otilde;es estabelecida pelo Governo Central para 2016.<\/p>\n<p>De acordo com Meirelles, o resultado foi melhor do que o previsto. Ele atribuiu o cumprimento, com folga, da meta fiscal a uma execu&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria rigorosa e a um diagn&oacute;stico realista da situa&ccedil;&atilde;o das contas p&uacute;blicas.<\/p>\n<h4>REPATRIA&Ccedil;&Atilde;O<\/h4>\n<p>Apesar de o governo ter contado com a ajuda do programa de regulariza&ccedil;&atilde;o de ativos, tamb&eacute;m conhecido como repatria&ccedil;&atilde;o, a secret&aacute;ria do Tesouro, Ana Paula Vescovi, disse que a meta de d&eacute;ficit prim&aacute;rio teria sido cumprida. Segundo ela, o governo teria cortado mais despesas caso a arrecada&ccedil;&atilde;o com a repatria&ccedil;&atilde;o fosse menor que o esperado.<\/p>\n<p>De acordo com a secret&aacute;ria do Tesouro, a diferen&ccedil;a de R$16,2 bilh&otilde;es entre o d&eacute;ficit prim&aacute;rio efetivo no ano passado e a meta de R$170,5 bilh&otilde;es ter&aacute; tr&ecirc;s destina&ccedil;&otilde;es. Parte do dinheiro vai cobrir o resultado negativo dos estados e munic&iacute;pios, que deveriam ter registrado super&aacute;vit prim&aacute;rio de R$6,6 bilh&otilde;es em 2016. O montante tamb&eacute;m cobrir&aacute; riscos fiscais (arrecada&ccedil;&atilde;o abaixo do previsto) e as diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas entre a metodologia de apura&ccedil;&atilde;o do Tesouro Nacional e do Banco Central.<\/p>\n<p>O d&eacute;ficit divulgado nessa segunda refere-se apenas &agrave;s contas do Governo Central, com a metodologia acima da linha, que leva em conta os gastos registrados em tempo real no Sistema Integrado de Administra&ccedil;&atilde;o Financeira (Siafi). Nessa ter&ccedil;a-feira, 31, o Banco Central divulga o d&eacute;ficit prim&aacute;rio de 2016 para o setor p&uacute;blico, conta que inclui os estados e os munic&iacute;pios e considera a metodologia abaixo da linha (varia&ccedil;&atilde;o de endividamento dos entes p&uacute;blicos).<\/p>\n<p>Fonte: Ag&ecirc;ncia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O teto de gastos para o setor p&uacute;blico permitir&aacute; ao pa&iacute;s voltar a economizar para pagar os juros da d&iacute;vida p&uacute;blica, disse nessa segunda-feira, 30, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. 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