{"id":68630,"date":"2017-01-26T23:52:59","date_gmt":"2017-01-27T01:52:59","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/01\/26\/depredacao-ambiental-pode-contribuir-para-surto-de-febre-amarela\/"},"modified":"2017-01-26T23:52:59","modified_gmt":"2017-01-27T01:52:59","slug":"depredacao-ambiental-pode-contribuir-para-surto-de-febre-amarela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=68630","title":{"rendered":"Depreda\u00e7\u00e3o ambiental pode contribuir para surto de febre amarela"},"content":{"rendered":"<p>A Secretaria de Sa&uacute;de de Minas Gerais (SES-MG) informou no boletim epidemiol&oacute;gico dessa quinta-feira, 26, que at&eacute; o momento, foram notificados 486 casos suspeitos de Febre Amarela, sendo que desses 19 j&aacute; foram descartados, e 84 confirmados. Em rela&ccedil;&atilde;o aos &oacute;bitos, h&aacute; 97 suspeitos. Desses, 40 foram confirmados.<\/p>\n<p>De acordo com a Ag&ecirc;ncia Brasil, um grupo de especialistas de diferentes estados do Brasil est&aacute; se articulando para investigar a rela&ccedil;&atilde;o entre o surto de febre amarela e a degrada&ccedil;&atilde;o do meio ambiente. A febre amarela &eacute; uma doen&ccedil;a de surtos que atinge, repentinamente, grupos de macacos e humanos.<\/p>\n<p>&ldquo;Na natureza temos dois ciclos de transmiss&atilde;o. A doen&ccedil;a &eacute; transmitida em &aacute;reas rurais e silvestres pelo mosquito Haemagogus. &Eacute; uma doen&ccedil;a de interior de floresta, por isso, os macacos est&atilde;o mais suscet&iacute;veis. A transmiss&atilde;o em &aacute;rea urbana, pode ser feita pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do v&iacute;rus Zika e da febre chikungunya&rdquo;, explicou o professor do Curso de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas do Centro de Ensino Superior (CES\/JF), Rog&eacute;rio de Oliveira. No entanto, n&atilde;o h&aacute; registros no Brasil de transmiss&atilde;o da febre amarela em meios urbanos desde 1942. No surto atual, nenhum dos casos confirmados e suspeitos em Minas Gerais s&atilde;o urbanos.<\/p>\n<p>De acordo com o professor, evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas mostram que florestas saud&aacute;veis com a biodiversidade elevada dificultariam a prolifera&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus. &ldquo;Isso n&atilde;o quer dizer que o surto n&atilde;o aconte&ccedil;a, mas sua intensidade pode ser menor em um meio ambiente preservado&rdquo;, disse Oliveira. &ldquo;Os macacos s&atilde;o sentinelas. Se eles come&ccedil;arem a morrer devido &agrave; prolifera&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus, &eacute; um sinal de que a doen&ccedil;a chegar&aacute; aos seres humanos&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p>Outra hip&oacute;tese, disse o professor, &eacute; que o desmatamento ao longo dos anos deixou as esp&eacute;cies de macacos em espa&ccedil;os concentrados nas florestas, causando alguns problemas ecol&oacute;gicos. &ldquo;O sistema ecol&oacute;gico empobrecido aumenta a prolifera&ccedil;&atilde;o do mosquito. Mosquitos infectados encontram popula&ccedil;&otilde;es grandes de macacos em peda&ccedil;os da mata isolados, podendo causar o in&iacute;cio de um surto&rdquo;, ressaltou.<\/p>\n<p>Para reverter esse quadro, o especialista frisou a necessidade de que as florestas mantenham uma diversidade de frutos, sombras e se preservem sem polui&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Esses macacos v&atilde;o se desenvolver mais saud&aacute;veis e com o sistema imunol&oacute;gico mais forte, assim se tornar&atilde;o mais resistentes a doen&ccedil;a&rdquo;.<\/p>\n<p>Segundo Oliveira, h&aacute; pesquisadores que acreditam que a trag&eacute;dia de Mariana poderia ter influ&ecirc;ncia neste surto. &ldquo;Podemos pensar nessa situa&ccedil;&atilde;o com multifatores. A gente sabe que mudan&ccedil;as bruscas no meio ambiente impactam na sa&uacute;de dos animais. Esse estresse ambiental reflete na falta de alimentos e esse animais, em grupos isolados, ficam mais suscet&iacute;veis &agrave; doen&ccedil;a devida &agrave; falta de diversidade gen&eacute;tica&rdquo;, falou o professor.<\/p>\n<h4>VACINA&Ccedil;&Atilde;O<\/h4>\n<p>De acordo com o professor, o pa&iacute;s n&atilde;o tem uma boa cobertura vacinal. &ldquo;Para ter controle de uma doen&ccedil;a, temos que ter um &iacute;ndice de imuniza&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 80%. Nos &uacute;ltimos anos, esse valor tem sido baixo. Em Minas Gerais 53% da popula&ccedil;&atilde;o foi vacinada&rdquo;, falou, sugerindo que as campanhas fossem mais intensas nos locais onde a popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; mais exposta.<\/p>\n<p>A cidade ainda n&atilde;o registrou nenhum caso, mas o professor frisou que neste per&iacute;odo de f&eacute;rias, com aumento da circula&ccedil;&atilde;o das pessoas, &eacute; importante que as pessoas que pretedem viajar se vacinem, afinal, a febre amarela &eacute; uma doen&ccedil;a sazonal (com &aacute;pice de janeiro a abril) e os surtos est&atilde;o concentrados em algumas regi&otilde;es, como a divisa de Minas Gerais com Bahia. &ldquo;Por l&aacute;, h&aacute; mais de 40 cidades em situa&ccedil;&atilde;o de alerta&rdquo;, lembrou.<\/p>\n<p>Al&eacute;m das Uaps, as doses est&atilde;o dispon&iacute;veis no Departamento de Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a e do Adolescente (DSCA), na Rua S&atilde;o Sebasti&atilde;o, 772, e no setor de imuniza&ccedil;&atilde;o do Posto de Atendimento M&eacute;dico (PAM) Marechal, na Rua Marechal Deodoro, 496, 3&ordm; andar. A SS lembra &agrave; popula&ccedil;&atilde;o a necessidade de ter a caderneta de vacina&ccedil;&atilde;o em dia, com todas as imuniza&ccedil;&otilde;es preconizadas pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, como a principal forma de prote&ccedil;&atilde;o contra diversas doen&ccedil;as.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Secretaria de Sa&uacute;de de Minas Gerais (SES-MG) informou no boletim epidemiol&oacute;gico dessa quinta-feira, 26, que at&eacute; o momento, foram notificados 486 casos suspeitos de Febre Amarela, sendo que desses 19 j&aacute; foram descartados, e 84 confirmados. Em rela&ccedil;&atilde;o aos &oacute;bitos, h&aacute; 97 suspeitos. Desses, 40 foram confirmados. 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