{"id":68545,"date":"2017-01-25T22:49:53","date_gmt":"2017-01-26T00:49:53","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/01\/25\/integrantes-do-conselho-de-politica-penitenciaria-pedem-renuncia-coletiva\/"},"modified":"2017-01-25T22:49:53","modified_gmt":"2017-01-26T00:49:53","slug":"integrantes-do-conselho-de-politica-penitenciaria-pedem-renuncia-coletiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=68545","title":{"rendered":"Integrantes do conselho de pol\u00edtica penitenci\u00e1ria pedem ren\u00fancia coletiva"},"content":{"rendered":"<p>Sete integrantes do Conselho Nacional de Pol&iacute;tica Criminal e Penitenci&aacute;ria (CNPCP), dentre eles o presidente do &oacute;rg&atilde;o, Alamiro Velludo Salvador Netto, enviaram nessa quarta-feira, 25, um pedido de ren&uacute;ncia coletiva ao ministro da Justi&ccedil;a, Alexandre de Moraes. Com cr&iacute;ticas &agrave; atua&ccedil;&atilde;o do governo federal em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; crise prisional deflagrada no pa&iacute;s desde o in&iacute;cio do ano, os especialistas na &aacute;rea reclamam que o conselho tem sido desprezado nos &uacute;ltimos meses e apontam &#8220;v&iacute;cios de compreens&atilde;o e caminhos equivocados&#8221; na condu&ccedil;&atilde;o do tema pelo governo.<\/p>\n<p>Instalado em 1980, o CNPCP &eacute; respons&aacute;vel pela elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas criminais e penitenci&aacute;rias, por avaliar periodicamente o sistema prisional e estabelecer regras sobre a constru&ccedil;&atilde;o de estabelecimentos penais.<\/p>\n<p>Em uma carta na qual se desligam do CNPC em car&aacute;ter &#8220;definitivo e irretrat&aacute;vel&#8221;, os conselheiros discordam da forma como foi apresentado o Plano Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, lan&ccedil;ado pelo presidente Michel Temer no in&iacute;cio do ano.<\/p>\n<p>Eles afirmam que o ato que culminou com a decis&atilde;o pela ren&uacute;ncia coletiva foi a publica&ccedil;&atilde;o de uma portaria, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, aumentando o n&uacute;mero de integrantes do conselho. De acordo com os conselheiros, as novas vagas s&atilde;o uma &#8220;n&iacute;tida mensagem de desconfian&ccedil;a&#8221; e transformam o CNPCP em &#8220;espa&ccedil;o endossat&aacute;rio das pol&iacute;ticas&#8221;.<\/p>\n<p>Para o advogado criminalista e doutor em ci&ecirc;ncias penais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Leonardo Yarochesky, um dos conselheiros que assinam a carta, a situa&ccedil;&atilde;o de &#8220;desrespeito completo vem desde o ano passado&#8221;. Segundo ele, a nomea&ccedil;&atilde;o por crit&eacute;rios pol&iacute;ticos faz com que o &oacute;rg&atilde;o perca sua autonomia. O conselho era composto por 18 integrantes e passou a ter 26 membros, ap&oacute;s autoriza&ccedil;&atilde;o do ministro.<\/p>\n<p>De acordo com Yarochesky, outra atitude que desagradou os conselheiros foi a destina&ccedil;&atilde;o de verbas do Fundo Penitenci&aacute;rio Nacional (Funpen) &ndash; que devem ser empregados exclusivamente em casas de deten&ccedil;&atilde;o &ndash; para atividades de seguran&ccedil;a e compra de armas, sem que o conselho fosse consultado. Na carta de ren&uacute;ncia, os conselheiros criticam a confus&atilde;o entre pol&iacute;tica penitenci&aacute;ria e seguran&ccedil;a p&uacute;blica.<\/p>\n<p>&#8220;Comete-se o equ&iacute;voco de confundir, como se tratasse de algo &uacute;nico, pol&iacute;tica penitenci&aacute;ria e seguran&ccedil;a p&uacute;blica. Planeja-se a destina&ccedil;&atilde;o de recursos e efetivo das For&ccedil;as Armadas para cuidar de um problema prisional e social que &eacute; fruto da incapacidade cong&ecirc;nita do Pa&iacute;s em lidar com suas unidades penitenci&aacute;rias e com as fac&ccedil;&otilde;es internas que surgem como subproduto do pr&oacute;prio caos penitenci&aacute;rio e que passaram a retroalimentar, sob as barbas do descaso estatal, o ciclo de exclus&atilde;o, viol&ecirc;ncia e encarceramento. N&atilde;o se pode tratar jovens pobres e brasileiros como inimigos, por defini&ccedil;&atilde;o, do Estado&#8221;, registram ainda na carta de ren&uacute;ncia.<\/p>\n<p>Assinam o documento, al&eacute;m de Alamiro Velludo Salvador Netto e Leonardo Yarochesky, os conselheiros Gabriel Sampaio, Hugo Leonardo, Leonardo Costa Bandeira, Marcellus de Albuquerque e Renato Campos Pinto de Vitto.<\/p>\n<h4>GOVERNO<\/h4>\n<p>Por meio de nota &agrave; imprensa, o minist&eacute;rio agradeceu o trabalho dos sete membros que pediram desligamento e justificou o aumento na composi&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o como necessidade de &#8220;equalizar&#8221; o n&uacute;mero de suplentes com a quantidade de titulares.<\/p>\n<p>De acordo com a pasta, o fundo penitenci&aacute;rio, que vinha sendo &#8220;alvo de sistem&aacute;ticos contingenciamentos&#8221;, foi utilizado &#8220;rigorosamente dentro&#8221; do seu escopo, que &eacute;, segundo o minist&eacute;rio, constru&ccedil;&atilde;o e equipagem de pres&iacute;dios. O comunicado critica ainda a condu&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica penitenci&aacute;ria do governo anterior e promete a indica&ccedil;&atilde;o de novos conselheiros.<\/p>\n<p>Fonte: Ag&ecirc;ncia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sete integrantes do Conselho Nacional de Pol&iacute;tica Criminal e Penitenci&aacute;ria (CNPCP), dentre eles o presidente do &oacute;rg&atilde;o, Alamiro Velludo Salvador Netto, enviaram nessa quarta-feira, 25, um pedido de ren&uacute;ncia coletiva ao ministro da Justi&ccedil;a, Alexandre de Moraes. 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