{"id":67740,"date":"2017-01-13T21:02:01","date_gmt":"2017-01-13T23:02:01","guid":{"rendered":"http:\/\/diarioregionaljf.com.br\/2017\/01\/13\/mpf-diz-que-geddel-cunha-e-outros-investigados-agiam-para-beneficiar-empresas\/"},"modified":"2017-01-13T21:02:01","modified_gmt":"2017-01-13T23:02:01","slug":"mpf-diz-que-geddel-cunha-e-outros-investigados-agiam-para-beneficiar-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=67740","title":{"rendered":"MPF diz que Geddel, Cunha e outros investigados agiam para beneficiar empresas"},"content":{"rendered":"<p>A opera&ccedil;&atilde;o que a Pol&iacute;cia Federal deflagrou nessa sexta-feira, 13, no Distrito Federal, Bahia, Paran&aacute; e S&atilde;o Paulo para investigar um suposto esquema de fraudes na libera&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos da Caixa Econ&ocirc;mica Federal, entre 2011 e 2013, teve origem na obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es extra&iacute;das de um aparelho celular apreendido em 2015, do ex-presidente da C&acirc;mara, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).<\/p>\n<p>Ao pedir &agrave; Justi&ccedil;a Federal autoriza&ccedil;&atilde;o para a PF cumprir sete mandados de busca e apreens&atilde;o em endere&ccedil;os residenciais e comerciais das quatro unidades da federa&ccedil;&atilde;o, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF) citou Cunha e o ex-ministro Geddel Vieira Lima como suspeitos de poss&iacute;veis crimes de corrup&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o de quadrilha e lavagem de dinheiro, praticados entre 2011 e 2013. Para o procurador da Rep&uacute;blica Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, Geddel &ldquo;valeu-se de seu cargo na Caixa para, de forma orquestrada, beneficiar empresas com libera&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;ditos dentro de sua &aacute;rea de al&ccedil;ada e fornecer informa&ccedil;&otilde;es privilegiadas para outros membros da quadrilha composta, ainda, por Eduardo Cunha&rdquo; e outros.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m s&atilde;o representados o ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, F&aacute;bio Ferreira Cleto; o ex-vice-presidente de Gest&atilde;o de Ativos Marcos Roberto Vasconcelos, exonerado do cargo a pedido em setembro de 2016; o servidor da Caixa, Jos&eacute; Henrique Marques da Cruz, que chegou a ocupar a vice-presid&ecirc;ncia de Varejo e Atendimento do banco, al&eacute;m do fundador da Marfrig Alimentos, Marcos Antonio Molina, e do doleiro L&uacute;cio Bolonha Funaro.<\/p>\n<h4>INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O<\/h4>\n<p>Segundo o MPF, o ex-deputado Eduardo Cunha manipulava a libera&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos na Caixa com o envolvimento de Cleto e, possivelmente, do ent&atilde;o vice-presidente de Pessoa Jur&iacute;dica da Caixa, Geddel Vieira, mencionado em diversas mensagens eletr&ocirc;nicas como benefici&aacute;rios de valores desviados por meio do esquema.<\/p>\n<p>De acordo com o MPF, foi o ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, F&aacute;bio Cleto quem, ao prestar depoimentos &agrave; Procuradoria-Geral da Rep&uacute;blica, acusou Eduardo Cunha de ter recebido propina de empresas em troca da libera&ccedil;&atilde;o de verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Servi&ccedil;o (FI-FGTS ). A gest&atilde;o do fundo estava sob a responsabilidade da vice-presid&ecirc;ncia de Gest&atilde;o de Ativos, ent&atilde;o ocupada por Marcos Roberto Vasconcelos, que foi exonerado do cargo a pedido, em setembro de 2016.<\/p>\n<p>Para o procurador Cordeiro Lopes, os ind&iacute;cios de irregularidades j&aacute; reunidos apontam que os investigados operaram para fraudar a libera&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos da Caixa empregando t&eacute;cnicas semelhantes &agrave;s usadas para desviar recursos da Petrobras e j&aacute; reveladas pela Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato. Entre outras acusa&ccedil;&otilde;es, o procurador sustenta que Cunha obtinha empr&eacute;stimos fraudulentos para empresas participantes do esquema junto &agrave; diretoria comandada por Geddel.<\/p>\n<p>Dentre as empresas citadas como benefici&aacute;rias do esquema est&atilde;o o grupo J&amp;F, a BR Vias (pertencente ao Grupo Constantino e alvo da Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato), a Oeste Sul Empreendimentos Imobili&aacute;rios, Digibr&aacute;s, Inepar, Grupo Bertin, entre outras.<\/p>\n<p>Diante dos argumentos e elementos apresentados pelo MPF, o juiz federal Allisney de Souza Oliveira autorizou a PF a fazer buscas e apreender documentos em endere&ccedil;os residenciais e comerciais ligados aos investigados e na pr&oacute;pria Caixa. Tamb&eacute;m a pedido do MPF, o magistrado suspendeu o sigilo de todo o processo, inicialmente enviado ao STF, devido ao foro privilegiado de que Geddel e Cunha dispunham no in&iacute;cio das investiga&ccedil;&otilde;es e, posteriormente, remetidos para o Tribunal Regional Federal do Distrito Federal.<\/p>\n<p>Procurada, a assessoria do PMDB informou que Geddel ainda n&atilde;o se pronunciou sobre as suspeitas. A reportagem ainda n&atilde;o conseguiu contato com o ex-ministro, com os advogados de Eduardo Cunha e com os demais alvos dos mandados de busca e apreens&atilde;o.<\/p>\n<p>A Caixa informou que o banco est&aacute; em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colabora&ccedil;&atilde;o com as investiga&ccedil;&otilde;es, procedimento que continuar&aacute; sendo adotado pela institui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Fonte: Ag&ecirc;ncia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A opera&ccedil;&atilde;o que a Pol&iacute;cia Federal deflagrou nessa sexta-feira, 13, no Distrito Federal, Bahia, Paran&aacute; e S&atilde;o Paulo para investigar um suposto esquema de fraudes na libera&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos da Caixa Econ&ocirc;mica Federal, entre 2011 e 2013, teve origem na obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es extra&iacute;das de um aparelho celular apreendido em 2015, do ex-presidente da C&acirc;mara, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":96,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[254],"tags":[],"class_list":["post-67740","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/67740","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/96"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=67740"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/67740\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=67740"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=67740"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=67740"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}