{"id":230566,"date":"2025-09-29T19:35:54","date_gmt":"2025-09-29T22:35:54","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=230566"},"modified":"2025-09-29T19:35:54","modified_gmt":"2025-09-29T22:35:54","slug":"governo-de-minas-reforca-vigilancia-com-exercicio-simulado-de-febre-aftosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=230566","title":{"rendered":"Governo de Minas refor\u00e7a vigil\u00e2ncia com exerc\u00edcio simulado de febre aftosa"},"content":{"rendered":"<p>Com um rebanho estimado em 22,1 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de gado, Minas Gerais sabe que precisa cuidar bem da sa\u00fade desse patrim\u00f4nio. Diante disso, o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Governo do Estado<\/a>, por meio do <a href=\"https:\/\/ima.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto Mineiro de Agropecu\u00e1ria (IMA)<\/a>, em parceria com o Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa),\u00a0escolheu Montes Claros, no Norte de Minas, importante polo pecu\u00e1rio, para simular uma eventual situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia sanit\u00e1ria envolvendo a febre aftosa.<\/p>\n<p>O exerc\u00edcio simulado de um caso da doen\u00e7a come\u00e7ou em 23\/9 e segue at\u00e9 sexta-feira (3\/10), envolvendo cerca de 300 servidores do IMA, de \u00f3rg\u00e3os similares de outros 21 estados e de representantes de pa\u00edses sul-americanos. A a\u00e7\u00e3o conta com o uso de drones, ve\u00edculos, computadores, equipamentos laboratoriais e um aplicativo desenvolvido especialmente para emerg\u00eancias sanit\u00e1rias.<\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"1\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"5\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.agenciaminas.mg.gov.br\/ckeditor_assets\/pictures\/20949\/content_2_olho_topo.jpg\" alt=\"\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td colspan=\"3\" rowspan=\"3\">\n<h1><strong>No simulado, tudo acontece como em uma situa\u00e7\u00e3o real. A partir da notifica\u00e7\u00e3o do caso suspeito em determinada propriedade, fiscais do IMA v\u00e3o at\u00e9 o local para examinar os animais e, se necess\u00e1rio, coletar amostras. O gado doente pode apresentar febre, aftas na l\u00edngua, l\u00e1bios, nas narinas e nas patas, causando claudica\u00e7\u00e3o (manqueira), saliva\u00e7\u00e3o excessiva e perda de apetite, levando ao enfraquecimento e \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de carne e leite.<\/strong><\/h1>\n<\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"5\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.agenciaminas.mg.gov.br\/ckeditor_assets\/pictures\/20950\/content_2_olho_inferior.jpg\" alt=\"\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>A amostra, ent\u00e3o, \u00e9 encaminhada a um Laborat\u00f3rio Federal de Defesa Agropecu\u00e1ria (LFDA) e, caso o resultado seja positivo, inicia-se o procedimento de saneamento do foco que entre outras medidas realiza o abate sanit\u00e1rio dos animais. \u201cPreferencialmente, esses animais devem ser enterrados na pr\u00f3pria fazenda de origem, seguindo as recomenda\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os ambientais\u201d, explicou\u00a0a gerente de defesa sanit\u00e1ria animal do IMA, Izabella Hergot.<\/p>\n<p><strong>Zona livre da doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Em maio desse ano, o Brasil foi declarado zona livre de febre aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade Animal (Omsa).<\/p>\n<p>Desde 1996, n\u00e3o h\u00e1 registros da doen\u00e7a em territ\u00f3rio mineiro, mas Izabella Hergot\u00a0refor\u00e7a que n\u00e3o se deve baixar a guarda. A rapidez da a\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o Veterin\u00e1rio Oficial (SVO) pode evitar a dissemina\u00e7\u00e3o da enfermidade para outros rebanhos e reduzir os impactos econ\u00f4micos para o pa\u00eds. \u201c\u00c9 fundamental garantirmos que acordos internacionais de com\u00e9rcio n\u00e3o sejam afetados\u201d, lembrou a gerente de defesa sanit\u00e1ria animal do <a href=\"https:\/\/ima.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">I<\/a>MA.<\/p>\n<p><strong>Aplicativo pioneiro<\/strong><\/p>\n<p>Outra novidade no estado \u00e9 a ado\u00e7\u00e3o de um aplicativo desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla), especialmente para o atendimento de emerg\u00eancias sanit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Uma coordena\u00e7\u00e3o p\u00fablica no app traz as novidades, permitindo que os usu\u00e1rios tenham acesso ao mapeamento de zonas de foco, divis\u00e3o de equipes, distribui\u00e7\u00e3o de tarefas, material de apoio e instru\u00e7\u00f5es gerais. \u201cA aceita\u00e7\u00e3o da ferramenta tem sido t\u00e3o boa que ela dever\u00e1 ser utilizada pelo Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e Sa\u00fade P\u00fablica Veterin\u00e1ria (Panaftosa)\u201d, revelou a diretora-geral do IMA, Luiza de Castro.<\/p>\n<p><strong>Mem\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>No passado, a febre aftosa provocou forte instabilidade na pecu\u00e1ria brasileira. \u201cDiante da falta de informa\u00e7\u00e3o, o consumidor ficava inseguro em comprar carne, os pre\u00e7os despencavam e toda a cadeia era impactada\u201d, contou o m\u00e9dico-veterin\u00e1rio, consultor e professor Vitoriano Dornas.<\/p>\n<p>Para ele, o exerc\u00edcio mostra para o mercado internacional os protocolos s\u00f3lidos e capacidade de resposta r\u00e1pida do Estado. Desde 2019, o Governo de Minas j\u00e1 destinou cerca de R$ 70 milh\u00f5es \u00e0 defesa agropecu\u00e1ria, sendo R$ 1 milh\u00e3o especificamente para este simulado.<\/p>\n<p><strong>Controle e erradica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Gilberto Coelho \u00e9 m\u00e9dico-veterin\u00e1rio do IMA desde 1972, e presenciou de perto a ang\u00fastia dos produtores num tempo em que cada unidade regional registrava cerca de cinco casos de aftosa por ano e as propriedades afetadas ficavam impedidas de comercializar seus rebanhos.<\/p>\n<p>\u201cTodo pecuarista tinha que conviver com o fantasma da doen\u00e7a e com os altos custos da vacina\u00e7\u00e3o. O gado precisava ser vacinado de quatro em quatro meses, at\u00e9 que houve uma importante mudan\u00e7a em 1992, quando passamos para a fase da elimina\u00e7\u00e3o dos rebanhos acometidos e a transi\u00e7\u00e3o da vacina aquosa para a oleosa, que ofereceria uma \u2018janela\u2019 de imunidade maior, de seis meses\u201d, relata o veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Hoje, o sentimento de Gilberto, que participa ativamente do simulado em Montes Claros, \u00e9 de orgulho dos investimentos feitos pelo Governo de Minas e da dedica\u00e7\u00e3o de todos os servidores do IMA.<\/p>\n<p>\u201cCinquenta anos n\u00e3o \u00e9 muito tempo\u00a0se levarmos em considera\u00e7\u00e3o a luta que \u00e9 erradicar uma doen\u00e7a como a aftosa, e o tempo que outros pa\u00edses levaram para conseguir alcan\u00e7ar esse status. Agora, precisamos contar com a parceria dos produtores rurais para nos mantermos vigilantes contra quaisquer sintomas e para que n\u00e3o haja um retrocesso nessa conquista\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Minas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com um rebanho estimado em 22,1 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de gado, Minas Gerais sabe que precisa cuidar bem da sa\u00fade desse patrim\u00f4nio. 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