{"id":228565,"date":"2025-05-29T20:41:49","date_gmt":"2025-05-29T23:41:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=228565"},"modified":"2025-05-29T20:41:49","modified_gmt":"2025-05-29T23:41:49","slug":"governo-de-minas-protege-abelhas-solitarias-e-ajuda-a-conservar-a-biodiversidade-em-belo-horizonte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=228565","title":{"rendered":"Governo de Minas protege abelhas solit\u00e1rias e ajuda a conservar a biodiversidade em Belo Horizonte"},"content":{"rendered":"<p>A maioria das abelhas encontradas na natureza n\u00e3o vivem em colmeias. Elas s\u00e3o chamadas de abelhas solit\u00e1rias, geralmente confundidas com vespas ou moscas-varejeiras.<\/p>\n<p>Estes insetos, muitas vezes amea\u00e7ados por queimadas e desmatamentos, s\u00e3o fundamentais para o equil\u00edbrio da biodiversidade do planeta, pois s\u00e3o respons\u00e1veis pela poliniza\u00e7\u00e3o de in\u00fameras plantas nativas e cultivadas.<\/p>\n<p>\u201cSem a poliniza\u00e7\u00e3o, tanto a renova\u00e7\u00e3o das matas e florestas, como a produ\u00e7\u00e3o de frutas e gr\u00e3os ficariam comprometidas. Cerca de 85% das plantas com flores do planeta dependem dos polinizadores para serem fecundadas\u201d, explica a coordenadora de Pequenos Animais da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.emater.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural de Minas Gerais (Emater-MG)<\/a>, M\u00e1rcia Portugal.<\/p>\n<p>Existem mais de 30 mil esp\u00e9cies de abelhas no mundo, sendo 80% abelhas solit\u00e1rias. Somente no Brasil, s\u00e3o mais de 4 mil esp\u00e9cies dessas abelhas. Elas s\u00e3o respons\u00e1veis, por exemplo, pela poliniza\u00e7\u00e3o de orqu\u00eddeas, ab\u00f3boras e frutas como acerola, abacate, melancia, goiaba e outras.<\/p>\n<p>As abelhas solit\u00e1rias possuem a glossa, um tipo de l\u00edngua, mais comprida que as demais. Por isso, s\u00f3 elas conseguem atingir o p\u00f3len e o n\u00e9ctar de determinadas plantas.<\/p>\n<p>Em Belo Horizonte, a Emater-MG desenvolve um projeto de preserva\u00e7\u00e3o e multiplica\u00e7\u00e3o de abelhas solit\u00e1rias. O trabalho \u00e9 feito no Parque Estadual Serra Verde, ao lado da Cidade Administrativa, em parceria com o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ief.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto Estadual de Florestas (IEF)<\/a>.<\/p>\n<p>Em toda a \u00e1rea do parque s\u00e3o distribu\u00eddos ninhos para facilitar a reprodu\u00e7\u00e3o das abelhas. Geralmente, s\u00e3o peda\u00e7os de troncos de \u00e1rvores ou de bambu, com diversos orif\u00edcios de di\u00e2metros diferentes. \u201cAs abelhas solit\u00e1rias t\u00eam tamanhos variados, que podem ser de 5 mil\u00edmetros at\u00e9 5 cent\u00edmetros, \u00e9 uma diversidade muito grande\u201d, explica M\u00e1rcia Portugal.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s ser fecundada, a abelha procura um desses orif\u00edcios para colocar os ovos. \u201cAo encontrar o local, ela coloca um ovo com alimentos, como p\u00f3len, pequenos insetos e at\u00e9 aracn\u00eddeos. Tudo isso servir\u00e1 para a larva se desenvolver. Em seguida, ela fecha este orif\u00edcio e n\u00e3o ter\u00e1 mais contato com a cria, que ir\u00e1 nascer ap\u00f3s algumas semanas\u201d, explica a coordenadora da Emater-MG.<\/p>\n<p>O programa come\u00e7ou em 2021. Atualmente existem cerca de 50 ninhos em todo o Parque Estadual Serra Verde. Eles s\u00e3o catalogados e vistoriados regularmente para verificar se foram utilizados por alguma abelha para reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>M\u00e1rcia Portugal informa ainda que, al\u00e9m de preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, o projeto tamb\u00e9m ajuda a monitorar o n\u00edvel de preserva\u00e7\u00e3o de uma regi\u00e3o. \u201cElas s\u00e3o bioindicadoras. Em ambientes degradados, n\u00e3o encontramos essas abelhas. Ou seja, onde h\u00e1 abelhas solit\u00e1rias, voc\u00ea sabe que aquele ambiente est\u00e1 regenerando ou est\u00e1 bem conservado\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo o gerente do parque, Andr\u00e9 Santana, para saber o resultado do trabalho de reprodu\u00e7\u00e3o no parque, ainda ser\u00e3o necess\u00e1rios estudos espec\u00edficos. Por isso, o local est\u00e1 aberto para pesquisadores interessados em avaliar a iniciativa.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo inicial sempre foi aumentar a oferta de nichos para reprodu\u00e7\u00e3o das abelhas solit\u00e1rias nativas que sabemos serem importantes e diversas para o ambiente. E, com isso, abriu-se um leque de oportunidades de pesquisas e estudos para se entender melhor o sucesso do projeto e a real conserva\u00e7\u00e3o das abelhas. Dessa forma, estudos quantitativos e qualitativos da ecologia das abelhas e do comportamento delas se tornam essenciais\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Minas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maioria das abelhas encontradas na natureza n\u00e3o vivem em colmeias. Elas s\u00e3o chamadas de abelhas solit\u00e1rias, geralmente confundidas com vespas ou moscas-varejeiras. 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