{"id":226104,"date":"2024-12-26T20:56:55","date_gmt":"2024-12-26T23:56:55","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=226104"},"modified":"2024-12-26T20:56:55","modified_gmt":"2024-12-26T23:56:55","slug":"divida-publica-sobe-185-em-novembro-e-supera-r-72-trilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=226104","title":{"rendered":"D\u00edvida P\u00fablica sobe 1,85% em novembro e supera R$ 7,2 trilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Influenciada pelo n\u00edvel alto de juros, a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) subiu em novembro e superou a marca de R$ 7,2 trilh\u00f5es. Segundo n\u00fameros divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 7,073 trilh\u00f5es em outubro para R$ 7,204 trilh\u00f5es no m\u00eas passado, alta de 1,85%.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1625114&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1625114&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Apesar da alta em novembro, a DPF est\u00e1 dentro da banda prevista. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado no fim de janeiro e revisado em setembro, o estoque da DPF deve\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-01\/divida-publica-pode-alcancar-ate-r-74-trilhoes-em-2024\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">encerrar 2024 entre R$ 7 trilh\u00f5es e R$ 7,4 trilh\u00f5es<\/a>.<\/p>\n<p>A D\u00edvida P\u00fablica Mobili\u00e1ria (em t\u00edtulos) interna (DPMFi) subiu 1,71%, passando de R$ 6,748 trilh\u00f5es em outubro para R$ 6,863 trilh\u00f5es em novembro. No m\u00eas passado, o Tesouro emitiu R$ 56,88 bilh\u00f5es em t\u00edtulos a mais do que resgatou, principalmente em pap\u00e9is corrigidos pela Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia). No entanto, o principal fator de varia\u00e7\u00e3o foi a apropria\u00e7\u00e3o de R$ 58,75 bilh\u00f5es em juros.<\/p>\n<p>Por meio da apropria\u00e7\u00e3o de juros, o governo reconhece, m\u00eas a m\u00eas, a corre\u00e7\u00e3o dos juros que incide sobre os t\u00edtulos e incorpora o valor ao estoque da d\u00edvida p\u00fablica. Com a Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) em 12,25% ao ano, a apropria\u00e7\u00e3o de juros pressiona o endividamento do governo.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o Tesouro emitiu R$ 82,98 bilh\u00f5es em t\u00edtulos da DPMFi, o menor volume desde outubro do ano passado, e resgatou R$ 26,1 bilh\u00f5es. A maior parte das emiss\u00f5es (R$ 50,37 bilh\u00f5es) ocorreu para atender \u00e0 demanda de t\u00edtulos corrigidos pela Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia).<\/p>\n<p>No mercado externo, a D\u00edvida P\u00fablica Federal externa (DPFe) subiu 4,78%, passando de R$ 325,22 bilh\u00f5es em outubro para R$ 340,76 bilh\u00f5es no m\u00eas passado. A alta foi puxada pela valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar, que subiu 4,77% no m\u00eas passado. O d\u00f3lar come\u00e7ou a disparar em junho, influenciado pelo atraso no in\u00edcio da queda dos juros nos Estados Unidos e pelas elei\u00e7\u00f5es no pa\u00eds.<\/p>\n<h2>Colch\u00e3o<\/h2>\n<p>Pelo segundo m\u00eas seguido, o colch\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica (reserva financeira usada em momentos de turbul\u00eancia ou de forte concentra\u00e7\u00e3o de vencimentos) subiu. Essa reserva passou de R$ 822 bilh\u00f5es em outubro para R$ 856 bilh\u00f5es no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>Atualmente, o colch\u00e3o cobre 7,25 meses de vencimentos da d\u00edvida p\u00fablica. Nos pr\u00f3ximos 12 meses, est\u00e1 previsto o vencimento de cerca de R$ 1,29 trilh\u00e3o da DPF.<\/p>\n<h2>Composi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Por causa da demanda por t\u00edtulos vinculados \u00e0 Selic, a propor\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is corrigidos pelos juros b\u00e1sicos subiu de 45,91% em outubro para 46,13%% em novembro. A revis\u00e3o do PAF prev\u00ea que o indicador feche 2024 entre 44% e 47%, contra estimativa anterior de 40% a 44%. Esse tipo de papel atrai o interesse dos compradores por causa no n\u00edvel alto da Taxa Selic. O percentual pode subir ainda mais nos pr\u00f3ximos meses por causa da perspectiva de alta nos juros b\u00e1sicos da economia.<\/p>\n<p>Sem grande volume de vencimentos, a propor\u00e7\u00e3o dos t\u00edtulos prefixados (com rendimento definido no momento da emiss\u00e3o) ficou est\u00e1vel, passando de 22,19% em outubro para 22,14% em novembro. A nova vers\u00e3o do PAF que o indicador feche 2024 entre 22% e 26%, contra meta anterior de 24% a 28%.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do ano, o Tesouro tinha voltado a lan\u00e7ar mais pap\u00e9is prefixados. No entanto, a volta das instabilidades no mercado comprometeu as emiss\u00f5es, porque esses t\u00edtulos t\u00eam demanda menor em momento de instabilidade econ\u00f4mica e de alta nos juros.<\/p>\n<p>A fatia de t\u00edtulos corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o na DPF caiu levemente, passando de 27,31% para 27,01%. O PAF revisado prev\u00ea que os t\u00edtulos vinculados \u00e0 infla\u00e7\u00e3o encerrar\u00e3o o ano entre 25% e 29%, enquanto a meta anterior estava entre 27% e 31%.<\/p>\n<p>Composto por antigos t\u00edtulos da d\u00edvida interna corrigidos em d\u00f3lar e pela d\u00edvida externa, o peso do c\u00e2mbio na d\u00edvida p\u00fablica subiu de 4,58% para 4,72%, motivado principalmente pela corre\u00e7\u00e3o de juros da d\u00edvida externa. A d\u00edvida p\u00fablica vinculada ao c\u00e2mbio est\u00e1 dentro dos limites estabelecidos pelo PAF para o fim de 2024, entre 3% e 7%.<\/p>\n<h2>Prazo<\/h2>\n<p>O prazo m\u00e9dio da DPF caiu de 4,16 para 4,12 anos. O Tesouro s\u00f3 fornece a estimativa em anos, n\u00e3o em meses. Esse \u00e9 o intervalo m\u00e9dio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a d\u00edvida p\u00fablica. Prazos maiores indicam mais confian\u00e7a dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.<\/p>\n<h2>Detentores<\/h2>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es financeiras seguem como principais detentoras da D\u00edvida P\u00fablica Federal interna, com 28,4% de participa\u00e7\u00e3o no estoque. Os fundos de pens\u00e3o, com 23,7%, e os fundos de investimento, com 22,1%, aparecem em seguida na lista de detentores da d\u00edvida.<\/p>\n<p>Mesmo com as turbul\u00eancias no mercado financeiro global, a participa\u00e7\u00e3o dos n\u00e3o residentes (estrangeiros) subiu, de 10,7% em outubro para 11,2% em novembro. O percentual est\u00e1 no maior n\u00edvel desde dezembro de 2018. Os demais grupos somam 14,5% de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por meio da d\u00edvida p\u00fablica, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma corre\u00e7\u00e3o, que pode seguir a taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia), a infla\u00e7\u00e3o, o d\u00f3lar ou ser prefixada (definida com anteced\u00eancia).<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Influenciada pelo n\u00edvel alto de juros, a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) subiu em novembro e superou a marca de R$ 7,2 trilh\u00f5es. Segundo n\u00fameros divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 7,073 trilh\u00f5es em outubro para R$ 7,204 trilh\u00f5es no m\u00eas passado, alta de 1,85%. 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