{"id":221487,"date":"2024-03-06T20:41:12","date_gmt":"2024-03-06T23:41:12","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=221487"},"modified":"2024-03-06T20:41:12","modified_gmt":"2024-03-06T23:41:12","slug":"balanca-comercial-tem-superavit-recorde-de-us-5447-bi-em-fevereiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=221487","title":{"rendered":"Balan\u00e7a comercial tem super\u00e1vit recorde de US$ 5,447 bi em fevereiro"},"content":{"rendered":"<p>Beneficiada pelas exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo e pela safra de algod\u00e3o, soja e caf\u00e9, a balan\u00e7a comercial \u2013 diferen\u00e7a entre exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es \u2013 fechou fevereiro com super\u00e1vit de US$ 5,447 bilh\u00f5es, divulgou nesta quarta-feira (6) o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC). O resultado \u00e9 o melhor para meses de fevereiro, e representa alta de 111,8% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1584552&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1584552&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Com o resultado de fevereiro, a balan\u00e7a comercial acumula super\u00e1vit de US$ 11,942 bilh\u00f5es nos dois primeiros meses deste ano, o maior resultado para o per\u00edodo desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1989. O valor representa alta de 145,9% em rela\u00e7\u00e3o aos mesmos meses do ano passado.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao resultado mensal, as exporta\u00e7\u00f5es subiram, enquanto as importa\u00e7\u00f5es ficaram relativamente est\u00e1veis. No m\u00eas passado, o Brasil vendeu US$ 23,538 bilh\u00f5es para o exterior, alta de 16,3% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2023. Esse \u00e9 o maior valor exportado para meses de fevereiro desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica. As compras do exterior somaram US$ 17,67 bilh\u00f5es, avan\u00e7o de 2,4%.<\/p>\n<p>Do lado das exporta\u00e7\u00f5es, a safra recorde de caf\u00e9 e soja e a recupera\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do a\u00e7\u00facar e do min\u00e9rio de ferro compensaram a queda internacional no pre\u00e7o de algumas commodities (bens prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional). Al\u00e9m disso, as exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo bruto subiram 119,7%, beneficiadas pelo atraso na contabiliza\u00e7\u00e3o de algumas exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Do lado das importa\u00e7\u00f5es, o recuo nas compras de petr\u00f3leo, de derivados e de compostos qu\u00edmicos foi o principal respons\u00e1vel pelo elevado saldo na balan\u00e7a comercial.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s baterem recorde em 2022, depois do in\u00edcio da guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, as commodities recuam desde a metade de 2023. A principal exce\u00e7\u00e3o \u00e9 o min\u00e9rio de ferro, cuja cota\u00e7\u00e3o vem reagindo por causa dos est\u00edmulos econ\u00f4micos da China, a principal compradora do produto.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o volume de mercadorias exportadas subiu 20,9%, enquanto os pre\u00e7os ca\u00edram 3,8% em m\u00e9dia na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado. Nas importa\u00e7\u00f5es, a quantidade comprada subiu 13,3%, mas os pre\u00e7os m\u00e9dios recuaram 10,4%.<\/p>\n<h2>Setores<\/h2>\n<p>No setor agropecu\u00e1rio, a safra de gr\u00e3os e de algod\u00e3o pesou mais nas exporta\u00e7\u00f5es. O volume de mercadorias embarcadas subiu 34,5% em fevereiro na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2023, enquanto o pre\u00e7o m\u00e9dio caiu 17,1%. Na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, a quantidade subiu 6%, com o pre\u00e7o m\u00e9dio recuando 0,6%. Na ind\u00fastria extrativa, que engloba a exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios e de petr\u00f3leo, a quantidade exportada subiu 61%, enquanto os pre\u00e7os m\u00e9dios aumentaram apenas 1,9%.<\/p>\n<p>Os produtos com maior destaque nas exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias foram algod\u00e3o bruto (498,1%), caf\u00e9 n\u00e3o torrado (71,5%) e soja (4,5%). Em valores absolutos, o destaque positivo \u00e9 o algod\u00e3o, cujas exporta\u00e7\u00f5es subiram US$ 406,5 milh\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro do ano passado. A safra recorde fez o volume de embarques de algod\u00e3o aumentar 497,8%, mesmo com o pre\u00e7o m\u00e9dio subindo apenas 0,04%.<\/p>\n<p>Na ind\u00fastria extrativa, as principais altas foram registradas em \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo (119,7%) e min\u00e9rio de ferro (41,4%) min\u00e9rios preciosos (que saltou de zero para US$ 39 milh\u00f5es). No caso do ferro, a quantidade exportada aumentou 21,4%, e o pre\u00e7o m\u00e9dio subiu 16,5%.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo, tamb\u00e9m classificados dentro da ind\u00fastria extrativa, os pre\u00e7os m\u00e9dios recuaram 6,1% em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro do ano passado, enquanto a quantidade embarcada aumentou 134%.<\/p>\n<p>Na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, as maiores altas ocorreram em a\u00e7\u00facares e mela\u00e7os (201,2%), carne bovina (32,2%) e farelos de soja e outros alimentos para animais (9,8%). A crise econ\u00f4mica na Argentina, principal destino das manufaturas brasileiras, tamb\u00e9m influenciou no crescimento das exporta\u00e7\u00f5es dessa categoria. As vendas para o pa\u00eds vizinho ca\u00edram 30% em fevereiro em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s importa\u00e7\u00f5es, os principais recuos foram registrados nos seguintes produtos: cevada n\u00e3o mo\u00edda (50,8%), soja (44%) e l\u00e1tex e borracha natural (38,8%), na agropecu\u00e1ria; min\u00e9rios de cobre (100%) e \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo (16,8%), na ind\u00fastria extrativa; compostos organo-inorg\u00e2nicos (21,8%) e adubos ou fertilizantes qu\u00edmicos (32%), na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos fertilizantes, cujas compras do exterior ainda s\u00e3o impactadas pela guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, os pre\u00e7os m\u00e9dios ca\u00edram 25,5%, e a quantidade importada recuou 8,8%.<\/p>\n<h2>Estimativa<\/h2>\n<p>Apesar da desvaloriza\u00e7\u00e3o das commodities, o governo projeta super\u00e1vit de US$ 94,4 bilh\u00f5es este ano, com queda de 4,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2023. A pr\u00f3xima proje\u00e7\u00e3o ser\u00e1 divulgada em abril.<\/p>\n<p>Segundo o MDIC, as exporta\u00e7\u00f5es subir\u00e3o 2,5% este ano, encerrando o ano em US$ 348,2 bilh\u00f5es. As importa\u00e7\u00f5es avan\u00e7ar\u00e3o 5,4% e fechar\u00e3o o ano em US$ 253,8 bilh\u00f5es. As compras do exterior dever\u00e3o subir por causa da recupera\u00e7\u00e3o da economia, que aumenta o consumo, em um cen\u00e1rio de pre\u00e7os internacionais menos vol\u00e1teis do que no in\u00edcio do conflito entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>As previs\u00f5es est\u00e3o um pouco mais otimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta super\u00e1vit de US$ 80,98 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beneficiada pelas exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo e pela safra de algod\u00e3o, soja e caf\u00e9, a balan\u00e7a comercial \u2013 diferen\u00e7a entre exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es \u2013 fechou fevereiro com super\u00e1vit de US$ 5,447 bilh\u00f5es, divulgou nesta quarta-feira (6) o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC). 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