{"id":220310,"date":"2023-12-31T06:00:05","date_gmt":"2023-12-31T09:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=220310"},"modified":"2023-12-30T05:05:41","modified_gmt":"2023-12-30T08:05:41","slug":"por-que-as-mentes-tem-adoecido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=220310","title":{"rendered":"Por que as mentes t\u00eam adoecido?"},"content":{"rendered":"<p>Uma epidemia se alastra e a nossa sociedade est\u00e1 doente!<\/p>\n<p>A civiliza\u00e7\u00e3o conseguiu superar muitas das mazelas do passado, hoje em dia, por exemplo, \u00e9 menos comum que as pessoas morram por patologias que antigamente ceifavam a vida de comunidades inteiras. A medicina trouxe os rem\u00e9dios, os exames, os procedimentos cir\u00fargicos e as novas terapias. O desenvolvimento tecnol\u00f3gico garantiu a amplia\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o ao ponto de que, atualmente, a humanidade fabrica muito mais do que consome. A produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola \u00e9 suficiente para alimentar todo o mundo, se n\u00e3o houvesse concentra\u00e7\u00e3o de riquezas, n\u00e3o haveria falta de viveres b\u00e1sicos para nenhum ser humano.<\/p>\n<p>No entanto, as pessoas est\u00e3o adoecendo. N\u00e3o das velhas e conhecidas patologias, mas de um conjunto novo de males que n\u00e3o acometem o corpo, mas a alma.<\/p>\n<p>Um dos mais soturnos problemas da atualidade se alastra pelo mundo invis\u00edvel que viceja no interior do indiv\u00edduo, devorando a alma e afetando gravemente a sua mente. A assombra\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o atual s\u00e3o os males psicol\u00f3gicos, os silenciosos tormentos mentais.<\/p>\n<p>Pensando nas realidades laborais, por exemplo, verifica-se a instabilidade como marca do tempo tecnol\u00f3gico, no qual profiss\u00f5es s\u00e3o extintas, substitu\u00eddas por novas ocupa\u00e7\u00f5es que emergem tornando pessoas obsoletas. Antigamente os indiv\u00edduos trabalhavam no mesmo of\u00edcio, na mesma tarefa, executando as mesmas fun\u00e7\u00f5es durante d\u00e9cadas, muitos eram contratados e se aposentavam no mesmo posto de trabalho. Hoje em dia isso n\u00e3o existe mais. Profiss\u00f5es que se perdem, se desvanecendo na nuvem de transforma\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas que se processam em alta velocidade.<\/p>\n<p>Os padr\u00f5es de consumo e beleza causam outra ordem de severos danos \u00e0 personalidade daqueles que se exp\u00f5em nas redes sociais. Atualmente, os seres humanos acompanham as vidas uns dos outros alimentando compara\u00e7\u00f5es indevidas. Sempre espelhando pessoas diferentes para expor dessemelhan\u00e7as. Se martirizam quando encontram algu\u00e9m mais magro, mais esbelto, mais bonito, mais inteligente, mais querido, mais rico, \u2026 O resultado \u00e9 que as pessoas cada vez se sentem menos confort\u00e1veis consigo mesmas e desejam cada vez mais se tornarem o que n\u00e3o s\u00e3o.<\/p>\n<p>O mesmo problema se aplica \u00e0s antigas hierarquias que se perderam no lar, na escola, na igreja,\u2026 nada \u00e9 mais como era. Agora a \u00fanica certeza \u00e9 de que tudo se tornou relativo. As \u00e2ncoras do passado se romperam e as pessoas est\u00e3o flutuando rumo ao desconhecido.<\/p>\n<p>Onde reside a raiz desse mal?<\/p>\n<p>S\u00e3o in\u00fameros ingredientes misturados.<\/p>\n<p>Obviamente tem a ver com a realidade aberta pela terceira revolu\u00e7\u00e3o industrial e pela integra\u00e7\u00e3o de um mundo sem fronteiras relevantes e com menos barreiras efetivas. O aumento das intera\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s das redes sociais e a padroniza\u00e7\u00e3o do consumo e dos desejos nos deu a impress\u00e3o de que fomos transportados para um novo mundo.<\/p>\n<p>E isso produziu um novo e preocupante componente: os mecanismos de desencaixe. Ou seja, a ilus\u00e3o trazida pelo turbilh\u00e3o de novidades, gerou uma sociedade que n\u00e3o se importa com o passado, convictamente crente de que tudo o que passou \u00e9 arcaico e obsoleto.<\/p>\n<p>Numa sociedade sem alicerces, tudo se pulverizou. Nada \u00e9 est\u00e1vel, nada \u00e9 certo, nada \u00e9 permanente, nada \u00e9 resistente. Parafraseando Karl Marx: tudo o que um dia foi s\u00f3lido, se desmanchou no ar.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 o desaparecimento das for\u00e7as gravitacionais que mantinham as mentes conectadas \u00e0 realidade, sem isso, elas levitam e se perdem. Sem saber para onde est\u00e3o indo ou n\u00e3o tendo ideia do que ocorrer\u00e1 nos pr\u00f3ximos segundos, ficam \u00e0 deriva, desconfiadas e inertes em rela\u00e7\u00e3o ao seu pr\u00f3prio destino. Consequentemente s\u00e3o tomadas pelo medo que \u00e9 a mais natural rea\u00e7\u00e3o do ser humano quando se depara com o desconhecido. Nada se sabe sobre nada, tudo se tornou aterrorizantemente relativo.<\/p>\n<p>E como lutar contra a patologia derivada do tempo presente? Como lidar com a ansiedade, com os tormentos gerados por esse mundo em constante transforma\u00e7\u00e3o? Pesquisadores do mundo inteiro, das mais diferentes disciplinas t\u00eam se debru\u00e7ado sobre o assunto. Por isso, \u00e9 com muita humildade que, no pr\u00f3ximo artigo, me arriscarei a apresentar um progn\u00f3stico diante desse nebuloso diagn\u00f3stico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma epidemia se alastra e a nossa sociedade est\u00e1 doente! 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