{"id":217317,"date":"2023-08-18T07:48:42","date_gmt":"2023-08-18T10:48:42","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=217317"},"modified":"2023-08-18T07:48:42","modified_gmt":"2023-08-18T10:48:42","slug":"consumo-de-pescado-cresce-65-no-brasil-desde-2004","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=217317","title":{"rendered":"Consumo de pescado cresce 65% no Brasil desde 2004"},"content":{"rendered":"<p>A Semana do Pescado chega \u00e0 sua 20\u00aa edi\u00e7\u00e3o com o intuito de ampliar ainda mais o consumo de pescado no Brasil. Desde a primeira edi\u00e7\u00e3o, em 2004, o evento criado pelo Minist\u00e9rio da Pesca e, atualmente, sob a organiza\u00e7\u00e3o do setor privado, viu aumentar o consumo de 6,5 quilos por habitante ao ano para 10 quilos por habitante\/ano hoje.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1549764&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1549764&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>\u201cD\u00e1 um aumento de 65%\u201d, disse\u00a0nesta quinta-feira (17) \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil\u00a0<\/strong>o presidente\u00a0do International Fish Congress &amp; Fish Expo Brasil (IFC Brasil) e membro da coordena\u00e7\u00e3o nacional do evento, Altemir Gregolin. O objetivo da Semana do Pescado, a ser realizada\u00a0em todo o pa\u00eds no per\u00edodo de 1\u00ba a 15 de setembro pr\u00f3ximo, \u00e9 tornar o consumo de pescado uma pr\u00e1tica cotidiana do brasileiro.<\/p>\n<p>Segundo Gregolin, dois fatores contribuem neste sentido. O primeiro diz respeito ao fato de a iniciativa, criada pelo governo e, agora, coordenada pelo setor privado, ter se perpetuado por 20 anos. \u201cS\u00f3 esse fato mostra a import\u00e2ncia que o evento\u00a0tem para o setor e para o aumento do consumo\u201c. O ex-ministro informou que a meta\u00a0\u00e9 aumentar em 30% o consumo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s semanas normais, com o evento sendo realizado em todos os estados brasileiros. \u201cDescentralizar mais, chegar nos pequenos e m\u00e9dios munic\u00edpios, dar capilaridade nacional \u00e0 Semana do Pescado.\u201d<\/p>\n<p>A\u00a0perspectiva de descentraliza\u00e7\u00e3o vem sendo trabalhada nos \u00faltimos tr\u00eas anos. Gregolin observou que na semana deste ano, o objetivo \u00e9 maior. \u201cAl\u00e9m das capitais, a meta \u00e9\u00a0o interior. Em todos os estados h\u00e1 coordenadores, e as superintend\u00eancias do Minist\u00e9rio da Pesca est\u00e3o trabalhando nos estados, bem como as entidades do setor. A ideia \u00e9 fazer chegar o pescado onde ele n\u00e3o chegava.\u201d Segundo Gregolin, essa possibilidade \u00e9 maior porque mais empresas entraram no setor e fazem com que o pescado chegue nas pequenas cidades.<\/p>\n<h2>Entraves<\/h2>\n<p>Um dos entraves observados nos anos anteriores era que os consumidores diziam que n\u00e3o consumiam porque n\u00e3o havia onde comprar. Isso est\u00e1 sendo superado\u00a0com a amplia\u00e7\u00e3o do n\u00famero de pontos de venda nas cidades onde o pescado chega.<\/p>\n<p>\u201cO que a gente faz \u00e9 envolver o setor produtivo, desde a pesca artesanal, que tem capilaridade nacional, a piscicultura, os produtores de camar\u00e3o, empresas que processam e distribuem. De outro lado, quem faz a venda, que s\u00e3o os bares e restaurantes e a rede de supermercados\u201d. Gregolin lembrou que a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Supermercados (Abras) tem 94 mil lojas no pa\u00eds. \u201cIsso \u00e9 uma capilaridade gigante. Se a gente conseguir mobilizar todo esse contingente, a gente faz o consumo bombar\u201d.<\/p>\n<p>O evento pretende ampliar tamb\u00e9m as informa\u00e7\u00f5es para os consumidores, focadas principalmente em qualidade, em saber como escolher as esp\u00e9cies. Ao contr\u00e1rio do frango e do su\u00edno, o pescado tem a particularidade de apresentar uma variedade de peixes. \u201cUm dos entraves para o consumo \u00e9 que muitas pessoas n\u00e3o sabem escolher, n\u00e3o sabem qual \u00e9 a esp\u00e9cie, se est\u00e1 boa para o consumo\u201d. Apesar disso, segundo o coordenador do evento,\u00a0na \u00faltima d\u00e9cada, a qualidade tem melhorado muito porque as empresas t\u00eam modernizado os processos e aperfei\u00e7oado a qualidade dos produtos, bem como a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos sobre o pescado tem aumentado.<\/p>\n<p>\u201cHoje, voc\u00ea tem a seguran\u00e7a de ter um produto de melhor qualidade para o consumo\u201d. Material de propaganda da semana ser\u00e1 \u00a0em todos os estados, nas lojas de supermercados, nos bares e restaurantes, para dar visibilidade ao evento.<\/p>\n<p>O presidente do IFC Brasil destacou que cada regi\u00e3o brasileira tem esp\u00e9cies mais consumidas e mais difundidas. S\u00f3 de peixes de cultivo h\u00e1 cerca de 20 esp\u00e9cies, embora algumas se destaquem entre as demais, como \u00e9 o caso da til\u00e1pia, do camar\u00e3o, do tambaqui. Ele destacou que o aumento do consumo no mercado brasileiro \u00e9 relevante n\u00e3o s\u00f3 para a quest\u00e3o da sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m porque puxa para cima a produ\u00e7\u00e3o. O aumento de 65% no consumo em 20 anos refletiu em expans\u00e3o de 60% na produ\u00e7\u00e3o. \u201cE, mesmo assim, esse aumento da produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o atendeu a demanda de pescado\u201d. Peixes como salm\u00e3o e bacalhau n\u00e3o s\u00e3o produzidos no Brasil, cuja balan\u00e7a comercial \u00e9 negativa.<\/p>\n<h2>Balan\u00e7a comercial<\/h2>\n<p>At\u00e9 2006, a balan\u00e7a comercial era positiva para o Brasil. Ou seja, o pa\u00eds exportava mais do que importava. A partir dessa data, com o aumento do consumo, a balan\u00e7a comercial ficou negativa. Em 2022, o pa\u00eds importou US$ 1,4 bilh\u00e3o em pescado, contra US$ 300 milh\u00f5es exportados. \u201cSignifica que n\u00f3s somos um pa\u00eds gigantesco, com infinidade de esp\u00e9cies e um potencial gigante, mas ainda deficit\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<p>Gregolin argumentou que se o Brasil aumentar um quilo de pescado por habitante\/ano, isso representa 200 mil toneladas de produto processado. \u201cSe a gente for transformar isso em peixe vivo, s\u00e3o 500 mil toneladas a mais que temos que produzir. Veja o potencial gigante do nosso mercado\u201d, disse, lembrando que o Brasil \u00e9 o quarto maior produtor de til\u00e1pia do mundo, atr\u00e1s da China, Indon\u00e9sia e Egito.<\/p>\n<p>De acordo com estimativa da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Pescados (Abipesca), o Produto Interno Bruto (PIB) da aquicultura e da pesca alcan\u00e7a R$ 25 bilh\u00f5es. Segundo\u00a0Gregolin,\u00a0economicamente, ainda \u00e9 uma fra\u00e7\u00e3o pequena do PIB nacional, mas tem grande potencial em fun\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira.O pescado beneficia toda uma cadeia que engloba mais de um milh\u00e3o de pescadores, 300 mil aquicultores e gera 16 mil empregos diretos na ind\u00fastria.<\/p>\n<p>O pico do consumo ocorre durante a Semana Santa, entre mar\u00e7o e abril. Depois h\u00e1 queda at\u00e9 agosto ou setembro, quando o consumo de peixe \u00e9 retomado. A Semana do Pescado foi pensada para alavancar o consumo no segundo semestre. O sonho, por\u00e9m, \u00e9 ter consumo o ano todo, externou o ex-ministro da Pesca.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Semana do Pescado chega \u00e0 sua 20\u00aa edi\u00e7\u00e3o com o intuito de ampliar ainda mais o consumo de pescado no Brasil. 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