{"id":215175,"date":"2023-06-21T19:47:03","date_gmt":"2023-06-21T22:47:03","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=215175"},"modified":"2023-06-21T19:47:03","modified_gmt":"2023-06-21T22:47:03","slug":"surfe-de-peito-o-esporte-que-faz-do-corpo-uma-prancha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=215175","title":{"rendered":"Surfe de peito, o esporte que faz do corpo uma prancha"},"content":{"rendered":"<p>Bodysurf, surfe de peito ou o popular jacar\u00e9. Os nomes s\u00e3o muitos, assim como as origens deste esporte, considerado a forma mais pura e original de deslizar sobre as ondas, valendo-se apenas do pr\u00f3prio corpo para fluir e se conectar \u00e0 natureza.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1539298&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1539298&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tem uma data exata, um momento de inven\u00e7\u00e3o. Veio antes de tudo e ningu\u00e9m sabe quem inventou. Talvez, at\u00e9 um homem da caverna tenha entrado no mar e pegou uma onda com o pr\u00f3prio corpo\u201d, filosofa Kalani Latanzzi, apostando nos conterr\u00e2neos havaianos como os precursores do esporte.<\/p>\n<p>Apesar de ter nascido nas Ilhas vulc\u00e2nicas do Pac\u00edfico, o 50\u00ba estado dos Estados Unidos, Kalani seguiu para o Brasil ainda beb\u00ea e aprendeu a surfar nas potentes ondas da Praia de Itacoatiara, em Niter\u00f3i, regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro, de onde literalmente saiu para rodar os sete mares do planeta. Al\u00e9m de vencer a edi\u00e7\u00e3o de 2017 do Mundial de Bodyboard, desceu de peito pelos pared\u00f5es de Nazar\u00e9 (Portugal), Jaws (Hava\u00ed) e Puerto Escondido (M\u00e9xico). Com tantas fa\u00e7anhas ele ganhou o apelido de waterman (homem \u00e1gua, em tradu\u00e7\u00e3o livre) e virou tema de um document\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cO surfe de peito \u00e9 o princ\u00edpio de tudo, esporte base que pode evitar dificuldades e traumas. Caso o strep (cordinha da prancha) arrebente, [o surfista] precisa saber furar a onda ou pegar uma que o tire da arrebenta\u00e7\u00e3o e o leve de volta para terra em seguran\u00e7a\u201d, explica o atleta de 29 anos, que aprendeu a modalidade aos 12 acompanhando, pelo YouTube, o multicampe\u00e3o de bodyboard Mike Stewart: \u201cEle tamb\u00e9m \u00e9 supercampe\u00e3o no bodyboard. Quem vem dessa modalidade traz um conhecimento, porque h\u00e1 muitas similaridades, basta tirar a prancha\u201d.<\/p>\n<p>Aos 60 anos, o norte-americano Mike tamb\u00e9m pratica a modalidade, na d\u00e9cada de 1990 chegou a ser chamado de arte perdida, mas que a partir dos anos 2000 evoluiu em popularidade com cada vez mais estilos e manobras como rolo, tubo e 360\u00ba. \u201cO que me motiva \u00e9 o oceano. O mar muda sempre, e toda vez que entro nele, seja para competir ou para me divertir, sempre tenho uma nova e diferente experi\u00eancia\u201d, afirma o veterano, citando os motivos para continuar disputando competi\u00e7\u00f5es ao redor do mundo.<\/p>\n<h2>Homem-peixe<\/h2>\n<p>Outro personagem do Itacoatiara Pro (festival de esportes ao livre) \u00e9 Henrique Pistilli, tamb\u00e9m conhecido como homem-peixe. Radicado em Fernando de Noronha (Pernambuco) desde 2010, o carioca sofreu uma les\u00e3o no joelho e acabou n\u00e3o competindo: \u201cMinha inten\u00e7\u00e3o era participar, celebrar este cardume de gente incr\u00edvel. Mesmo aqui da areia, pude ver essas grandes performances. O esporte est\u00e1 crescendo cada vez mais por conta dessa converg\u00eancia e troca entre os atletas\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Pistilli, as crian\u00e7as intuitivamente brincam de pegar jacar\u00e9, pr\u00e1tica natural e que se observa em qualquer lugar do globo onde h\u00e1 uma pessoa pr\u00f3xima de uma praia: \u201cNo Pac\u00edfico, os termos mais antigos para identificar esta pr\u00e1tica s\u00e3o Kaha Nalu e Umauma. No Brasil h\u00e1 os jacarezeiros, assim apelidados pelos militares do Forte de Copacabana no in\u00edcio do s\u00e9culo XX\u201d. Al\u00e9m disso, o atleta aposta que o futuro do surfe de peito passa por um estilo livre, cada vez mais aprimorado e independente das competi\u00e7\u00f5es: \u201cElas [competi\u00e7\u00f5es] s\u00e3o importantes, mas vejo o bodysurf mais pr\u00f3ximo do ser zen da yoga, por permitir uma conex\u00e3o profunda com o mar. A pessoa pode sentir na pele toda esta energia\u201d.<\/p>\n<h2>Itacoatiara Pro<\/h2>\n<p>Ap\u00f3s onze edi\u00e7\u00f5es, o Itacoatiara Pro teve pela primeira vez uma prova de surfe de peito. A competi\u00e7\u00e3o, realizada na \u00faltima ter\u00e7a-feira (20), teve como campe\u00e3o o carioca Yuri Martins. O vice-campeonato ficou com Kalani Latanzzi e o terceiro lugar com Mike Stewart. J\u00e1 nesta quarta-feira (21), o evento re\u00fane nomes de peso do surfe de ondas grandes, como Lucas Chumbo, Vitor Ferreira, Eric Souza, Raoni Monteiro, Gabriel Sampaio, Pedro Calado e Guilherme Herdy.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bodysurf, surfe de peito ou o popular jacar\u00e9. Os nomes s\u00e3o muitos, assim como as origens deste esporte, considerado a forma mais pura e original de deslizar sobre as ondas, valendo-se apenas do pr\u00f3prio corpo para fluir e se conectar \u00e0 natureza. \u201cN\u00e3o tem uma data exata, um momento de inven\u00e7\u00e3o. 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