{"id":213899,"date":"2023-05-17T16:19:21","date_gmt":"2023-05-17T19:19:21","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=213899"},"modified":"2023-05-17T16:19:21","modified_gmt":"2023-05-17T19:19:21","slug":"estudo-indica-aumento-de-76-em-casos-de-homofobia-no-futebol-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=213899","title":{"rendered":"Estudo indica aumento de 76% em casos de homofobia no futebol do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta quarta-feira (17), Dia Internacional de Combate \u00e0 LGBTfobia, um relat\u00f3rio do Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+. Segundo o trabalho, houve 76% mais casos de homofobia no futebol do Brasil (dentro e fora de campo) em 2022, na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior.<\/p>\n<p>Segundo o Anu\u00e1rio do Observat\u00f3rio do Coletivo, foram registrados 74 epis\u00f3dios de preconceito contra a comunidade LGBTQIAP+ no ano passado, ante 42 em 2021. Em 2020, quando teve in\u00edcio a pandemia da covid-19 e os campeonatos ficaram paralisados por tempo significativo, o relat\u00f3rio apontou 20 casos de homofobia.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o casos que se repetem toda semana, \u00e9 uma luta complexa e desafiadora. H\u00e1 clubes que j\u00e1 detectaram isso e trabalham o tema com seus jogadores, funcion\u00e1rios e torcedores. Mas ainda \u00e9 insuficiente. A LGBTfobia \u00e9 um mal social que se alastra em todos os ambientes, em especial no futebol. Essa intoler\u00e2ncia motivada por \u00f3dio e discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9 profundamente violenta e deixa marcas profundas. Temos uma pesquisa de 2018 que indica que 62,5% dos LGBTQ+ brasileiros j\u00e1 pensaram em suic\u00eddio&#8221;, comentou On\u00e3 Rud\u00e1, fundador do coletivo, em depoimento ao site da CBF.<\/p>\n<p>Conforme o relat\u00f3rio, os epis\u00f3dios de 2022 passam por xingamentos em campo, c\u00e2nticos nos est\u00e1dios e coment\u00e1rios ofensivos. O estudo tamb\u00e9m aborda o trabalho realizado pelo coletivo para dialogar com \u00f3rg\u00e3os e entidades com atua\u00e7\u00e3o no futebol nacional, como a pr\u00f3pria CBF, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a Desportiva (STJD) e o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 nitidamente uma nova l\u00f3gica de pensar o futebol e a forma com que ele se relaciona com a sociedade. Um passo importante que precisa ser dado \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de um protocolo que padronize e oriente de forma direta como todos os \u00e1rbitros do Brasil devem agir diante de cada situa\u00e7\u00e3o de discrimina\u00e7\u00e3o. H\u00e1 \u00e1rbitros que paralisam as partidas por causa de c\u00e2nticos homof\u00f3bicos, mas n\u00e3o registram o caso em s\u00famula e isso prejudica a\u00e7\u00f5es no STJD\u201d, disse Rud\u00e1.<\/p>\n<h2>Pass\u00edvel de puni\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O Regulamento Geral de Competi\u00e7\u00f5es (RGC) da CBF de 2023, publicado em fevereiro, indica a possibilidade de puni\u00e7\u00e3o esportiva a um clube em caso de discrimina\u00e7\u00e3o. O artigo 134 do RGC prev\u00ea como penalidades: advert\u00eancia, multa pecuni\u00e1ria de R$ 500 mil, veda\u00e7\u00e3o de registro ou de transfer\u00eancia de atletas e at\u00e9 perda de pontos.<\/p>\n<p>&#8220;Considera-se de extrema gravidade a infra\u00e7\u00e3o de cunho discriminat\u00f3rio praticada por dirigentes, representantes e profissionais dos Clubes, atletas, t\u00e9cnicos, membros de Comiss\u00e3o T\u00e9cnica, torcedores e equipes de arbitragem em competi\u00e7\u00f5es coordenadas pela CBF, especialmente injuriar algu\u00e9m, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, em raz\u00e3o de ra\u00e7a, cor, etnia, proced\u00eancia nacional ou social, sexo, g\u00eanero, defici\u00eancia, orienta\u00e7\u00e3o sexual, idioma, religi\u00e3o, opini\u00e3o pol\u00edtica, fortuna, nascimento ou qualquer outra forma de discrimina\u00e7\u00e3o que afronte a dignidade humana&#8221;, diz o par\u00e1grafo 1\u00ba do artigo.<\/p>\n<h2>Caso de pol\u00edcia<\/h2>\n<p>No \u00faltimo domingo (14), torcedores do Corinthians entoaram c\u00e2nticos de tom homof\u00f3bico durante o cl\u00e1ssico contra o S\u00e3o Paulo, na Neo Qu\u00edmica Arena, na capital paulista, pelo Campeonato Brasileiro. O \u00e1rbitro Bruno Arleu de Ara\u00fajo registrou, na s\u00famula da partida, que interrompeu o confronto aos 18 minutos do segundo tempo, devido \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o da torcida.<\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Civil de S\u00e3o Paulo abriu inqu\u00e9rito para investigar perfis em redes sociais que teriam incentivado a\u00e7\u00f5es homof\u00f3bicas durante a partida. Em nota, a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Estado (SSP) informou que a Delegacia de Repress\u00e3o aos Delitos de Intoler\u00e2ncia Esportiva (Drade) trabalha para identificar os usu\u00e1rios. O Minist\u00e9rio P\u00fablico paulista tamb\u00e9m apura os fatos de domingo (14).<\/p>\n<h2>Clubes se manifestam<\/h2>\n<p>Ao longo desta quarta, alguns clubes do futebol brasileiro se manifestaram a respeito do Dia de Combate \u00e0 LGBTfobia. At\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta mat\u00e9ria, 12\u00a0dos 20 times da S\u00e9rie A do Brasileir\u00e3o publicaram mensagens sobre o tema: Santos, S\u00e3o Paulo, Corinthians,\u00a0Red Bull Bragantino, Atl\u00e9tico-MG,\u00a0Athletico-PR, Cruzeiro, Fluminense, Vasco, Botafogo, Fortaleza e Bahia.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta quarta-feira (17), Dia Internacional de Combate \u00e0 LGBTfobia, um relat\u00f3rio do Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+. Segundo o trabalho, houve 76% mais casos de homofobia no futebol do Brasil (dentro e fora de campo) em 2022, na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. 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