{"id":213744,"date":"2023-05-14T06:00:31","date_gmt":"2023-05-14T09:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=213744"},"modified":"2023-05-12T22:56:52","modified_gmt":"2023-05-13T01:56:52","slug":"maio-lusofono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=213744","title":{"rendered":"Maio Lus\u00f3fono"},"content":{"rendered":"<p>No m\u00eas de maio, os pa\u00edses lus\u00f3fonos celebram o \u201cm\u00eas da l\u00edngua portuguesa\u201d. Essa homenagem ao idioma e \u00e0 cultura de origem portuguesa \u00e9 um reconhecimento \u00e0 relev\u00e2ncia da l\u00edngua e dos tra\u00e7os culturais partilhados por aqueles pa\u00edses que t\u00eam com Portugal uma rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Reiteradas vezes temos dito, na Academia Brasileira de Letras, que a nossa obriga\u00e7\u00e3o primeira \u00e9 cuidar com desvelo da l\u00edngua portuguesa.\u00a0 E isso, naturalmente, parte da educa\u00e7\u00e3o oferecida aos jovens estudantes.<\/p>\n<p>Em todos esses anos fiz um extraordin\u00e1rio esfor\u00e7o para entender o fen\u00f4meno da educa\u00e7\u00e3o, procurando trabalhar pelo seu constante aperfei\u00e7oamento. Como professor e homem p\u00fablico, sempre busquei separar o que era ensino do que representava educa\u00e7\u00e3o. Sem confundir as responsabilidades de cada um.<\/p>\n<p>Como professor de Hist\u00f3ria e Filosofia da Educa\u00e7\u00e3o da UERJ, como autor de mais de 3 mil artigos e 100 livros sobre educa\u00e7\u00e3o publicados e como autor de dezenas de confer\u00eancias em diversos estados brasileiros, posso afian\u00e7ar que conhe\u00e7o muito bem quais s\u00e3o os melhores caminhos que devem ser percorridos pela nossa educa\u00e7\u00e3o, para que seja devidamente aperfei\u00e7oada e bem disseminados os saberes e letras da L\u00edngua Portuguesa.<\/p>\n<p>A literatura aproxima mundos e sonhos diferentes. A arte define e revela quem somos, que mitos cultivamos, em que ideais est\u00e9ticos nos espelhamos, quais sentimentos conjugamos.<\/p>\n<p>O Portugu\u00eas \u00e9 anterior a Portugal. Trata-se da quinta l\u00edngua mais falada no mundo, a terceira mais falada no Ocidente e a mais falada no Hemisf\u00e9rio Sul. Partilhada por nove pa\u00edses, essa l\u00edngua \u00e9 um <strong>tra\u00e7o cultural e identit\u00e1rio<\/strong>\u00a0que os unifica em torno de uma mesma matriz lingu\u00edstica. Se olharmos para a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica,\u00a0 no s\u00e9culo sexto, o espanhol e o galego, ambos derivados do latim, se ouviam por aquelas bandas. Nas palavras de Fernando Venancio, autor do livro \u201cAssim Nasceu uma L\u00edngua \u2013 edi\u00e7\u00e3o portuguesa da \u201cGuerra &amp; Paz\u201d \u2013 \u201ca hist\u00f3ria do portugu\u00eas \u00e9, em larga medida, a hist\u00f3ria das suas tentativas de afastamento do galego\u201d. O que \u00e9 v\u00e1lido para o passado, ser\u00e1 v\u00e1lido para o presente e para o futuro: como esperar que a fala do Brasil (ou de Angola, ou de Mo\u00e7ambique) continue fiel ao portugu\u00eas de Portugal?<\/p>\n<p>\u00c9 preocupante a falta de conhecimento de diversos profissionais de diferentes \u00e1reas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 L\u00edngua Portuguesa. Alegam essas pessoas que a simples troca de um <em>z<\/em> por um<em> s<\/em> n\u00e3o muda o valor de uma peti\u00e7\u00e3o advocat\u00edcia, a receita de um m\u00e9dico ou, ainda, o relat\u00f3rio de um administrador. Puro engano: um texto mal escrito abala a imagem do profissional que o escreveu e, sem d\u00favida, desqualifica o trabalho. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Infelizmente, o descaso com o nosso idioma \u00e9 not\u00f3rio, como podemos notar nos estudos frequentes da Academia Brasileira de Letras. Devemos ter cuidado com o que se fala e com o que se escreve, pois a nossa imagem est\u00e1 sempre sendo avaliada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No m\u00eas de maio, os pa\u00edses lus\u00f3fonos celebram o \u201cm\u00eas da l\u00edngua portuguesa\u201d. 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