{"id":211806,"date":"2023-03-24T00:32:42","date_gmt":"2023-03-24T03:32:42","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=211806"},"modified":"2023-03-24T00:32:42","modified_gmt":"2023-03-24T03:32:42","slug":"forum-reune-seguranca-justica-assistencia-saude-direitos-humanos-e-sociedade-civil-em-nome-da-protecao-a-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=211806","title":{"rendered":"F\u00f3rum re\u00fane seguran\u00e7a, justi\u00e7a, assist\u00eancia, sa\u00fade, direitos humanos e sociedade civil em nome da prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher"},"content":{"rendered":"<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es do site da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), um dia inteiro de atividades voltadas para a troca de conhecimento sobre o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher. Assim foi o F\u00f3rum Viol\u00eancia Contra a Mulher: M\u00faltiplos Olhares, Desafios e Perspectivas, que aconteceu nesta quarta-feira, 22, promovido pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). Lideran\u00e7as e profissionais de diversas \u00e1reas apresentaram suas experi\u00eancias, num esfor\u00e7o conjunto para tra\u00e7ar novos caminhos no atendimento \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar.<\/p>\n<p>Participaram da mesa de abertura do evento a vereadora La\u00eds Perrut; a presidente do Conselho da Mulher, S\u00f4nia Parma; a coordenadora da Casa da Mulher, Fernanda Moura; a chefe do 4\u00ba Departamento de Pol\u00edcia Civil, Fl\u00e1via Murta; a coordenadora de Pol\u00edticas para Mulheres da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), Samara Miranda, e a secret\u00e1ria de Seguran\u00e7a Urbana e Cidadania, Let\u00edcia Paiva Delgado.<\/p>\n<p>Dominado pela presen\u00e7a feminina, as palavras de ordem do evento convergiram para a integra\u00e7\u00e3o e a intersetorialidade. Repetidamente, as convidadas usaram os termos, refor\u00e7ando a necessidade de organiza\u00e7\u00e3o de um trabalho conjunto entre institui\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os para a melhoria do apoio e atendimento \u00e0 mulher. \u201cA gente precisa trabalhar a visibilidade desse problema de forma interinstitucional\u201d, afirmou a ju\u00edza da Vara de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar Contra a Mulher, Maria Cristina Trulio.<\/p>\n<p>Os m\u00faltiplos olhares propostos pelo encontro expuseram a realidade da mulher submetida \u00e0s diversas formas de viol\u00eancia, seja ela f\u00edsica, psicol\u00f3gica, patrimonial, sexual ou moral. Em seu relato potente, a militante do Coletivo Vozes da Rua, Adenilde Petrina Bispo, lembrou a viol\u00eancia que muitas vivem sem perceber. \u201cCerta vez perguntaram para uma mulher o que ela achava de ser mulher. Ela respondeu: \u2018eu trabalho tanto, chego em casa, tenho que cuidar de filho, tenho que dar conta de tudo na casa, cozinhar, buscar marido no botequim, \u00e9 tanta coisa que eu n\u00e3o tenho tempo pra pensar o que \u00e9 ser mulher\u2019\u201d, relatou, escancarando a anula\u00e7\u00e3o de identidades femininas pela carga de obriga\u00e7\u00f5es imposta pelo dia a dia.<\/p>\n<p>A chefe do N\u00facleo de Estudos, Preven\u00e7\u00e3o e Aten\u00e7\u00e3o \u00e0s Viol\u00eancias do Distrito Federal, Leciana Lambert Filgueiras, apresentou dados apurados pelo setor. Entre as ferramentas desenvolvidas, chamou a aten\u00e7\u00e3o o violent\u00f4metro, esp\u00e9cie de \u00edndice que indica os sinais gradativos da viol\u00eancia dom\u00e9stica. O sinal de alerta amarelo vai de um ignorar, ofender ou proibir, passando para laranja, com a\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter f\u00edsico, como destrui\u00e7\u00e3o de bens e empurr\u00f5es, por exemplo, at\u00e9 atingir o ponto vermelho, quando o abuso, o espancamento, a les\u00e3o corporal grave j\u00e1 est\u00e3o presentes, sendo um passo para o feminic\u00eddio. Ela mostrou como funciona o ciclo de viol\u00eancia em que o casal come\u00e7a com amea\u00e7as, acumulando tens\u00f5es, havendo medo pelo controle e autoridade excessivos, at\u00e9 a explos\u00e3o violenta. Em seguida, vem o arrependimento, o pedido de desculpas, com promessas, que abrem o caminho para o recome\u00e7o do ciclo de amea\u00e7as, domina\u00e7\u00e3o e agress\u00e3o.<\/p>\n<p>A gerente do Departamento de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica e Ambiental da Secretaria de Sa\u00fade, Louise C\u00e2ndido, apresentou aos participantes os dados do primeiro Boletim de Vigil\u00e2ncia das Viol\u00eancias, produzido a partir dos registros da ficha de notifica\u00e7\u00e3o do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (Sinan) dos servi\u00e7os municipais de sa\u00fade entre os anos de 2017 e 2021. Os resultados n\u00e3o retratam o cen\u00e1rio absoluto da viol\u00eancia na cidade. S\u00e3o apenas o recorte apurado pelas notifica\u00e7\u00f5es feitas no atendimento da sa\u00fade no per\u00edodo. Veja mais informa\u00e7\u00f5es\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.pjf.mg.gov.br\/secretarias\/ss\/cultura-de-paz\/arquivos\/boletim-vigilancia-das-violencias.pdf\">aqui<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Ainda foram apresentados, durante o evento, o funcionamento da Patrulha de Preven\u00e7\u00e3o \u00e0 Viol\u00eancia Dom\u00e9stica (PPVD) da Pol\u00edcia Militar, da Delegacia Especializada de Atendimento \u00e0 Mulher (Deam), do Minist\u00e9rio P\u00fablico, da Defensoria P\u00fablica, de programas de preven\u00e7\u00e3o, da Casa da Mulher, da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), da Secretaria de Assist\u00eancia Social (SAS) e o servi\u00e7o prestado \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual pelo Protocolo de Atendimento ao Risco Biol\u00f3gico e Sexual (Parbos) da Secretaria de Sa\u00fade (SS).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es do site da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), um dia inteiro de atividades voltadas para a troca de conhecimento sobre o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher. 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