{"id":211129,"date":"2023-03-08T21:38:44","date_gmt":"2023-03-09T00:38:44","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=211129"},"modified":"2023-03-08T21:38:44","modified_gmt":"2023-03-09T00:38:44","slug":"pesquisa-da-cnc-revela-que-30-das-mulheres-estao-inadimplentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=211129","title":{"rendered":"Pesquisa da CNC revela que 30% das mulheres est\u00e3o inadimplentes"},"content":{"rendered":"<p>No Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje (8), a Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic), feita pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC), aponta que 30,3% dos consumidores com d\u00edvidas atrasadas eram mulheres, enquanto 29,1% eram homens.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1514861&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1514861&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, s\u00e3o elas que buscam resolver mais rapidamente o problema: enquanto as mulheres ficaram em m\u00e9dia 62 dias sem pagar d\u00edvidas, os homens permaneceram 63,5 dias com d\u00edvidas atrasadas.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m mostra que 79,5% das mulheres estavam endividadas em fevereiro, alta de 1,1 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a janeiro. Entre os homens, o percentual caiu 0,1 ponto, representando 77,2% dos consumidores.<\/p>\n<p>A economista da CNC respons\u00e1vel pela pesquisa, Izis Ferreira, elenca algumas peculiaridades que fazem com que a situa\u00e7\u00e3o financeira das mulheres seja mais dif\u00edcil que a dos homens. \u201cSomos proporcionalmente mais numerosas na sociedade, mas menos participativas no emprego formal, por exemplo. H\u00e1 maior predomin\u00e2ncia da mulher na informalidade, e isso traz maior vulnerabilidade para a renda\u201d, explicou, em nota, a economista.<\/p>\n<h2>Cart\u00e3o de cr\u00e9dito<\/h2>\n<p>As mulheres t\u00eam concentrado o endividamento nas modalidades de prazos mais curtos, principalmente no cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Elas est\u00e3o proporcionalmente mais endividadas do que os homens em tr\u00eas modalidades de d\u00edvida: cart\u00e3o de cr\u00e9dito (86,5% das endividadas), carn\u00eas de lojas (19%) e cr\u00e9dito consignado (5,9%).<\/p>\n<p>Nos demais tipos de d\u00edvida (cheque especial, cr\u00e9dito pessoal, cheque pr\u00e9-datado, financiamento de casa, de carro e outras d\u00edvidas), os homens superam as mulheres como propor\u00e7\u00e3o do total de endividados.<\/p>\n<p>Izis Ferreira destacou,\u00a0 ainda, que cabe cada vez mais \u00e0s mulheres o sustento das fam\u00edlias. \u201cAtualmente, temos grande n\u00famero de lares brasileiros chefiados por mulheres, que t\u00eam mais compromissos para custear. Temos optado pelas modalidades mais f\u00e1ceis, como o cart\u00e3o de cr\u00e9dito, que tamb\u00e9m \u00e9 a mais cara do mercado, porque ela ajuda a esticar o or\u00e7amento do m\u00eas\u201d, analisou. \u201cPor isso, \u00e9 t\u00e3o importante qualquer iniciativa que leve \u00e0s mulheres maior conscientiza\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o para gerir melhor as finan\u00e7as dom\u00e9sticas\u201d, disse a economista.<\/p>\n<h2>Superendividamento<\/h2>\n<p>Al\u00e9m disso, 18,8% das endividadas se consideram \u201cmuito endividadas\u201d, mesma propor\u00e7\u00e3o observada em fevereiro do ano passado. O percentual \u00e9 menor entre os homens \u2013 15,5% dos endividados, uma queda de 0,6 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o aos 16,1% de fevereiro de 2022. Segundo a CNC, isso indica que as condi\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias est\u00e3o mais apertadas para o p\u00fablico feminino.<\/p>\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o de 0,3 ponto percentual das fam\u00edlias que relataram ter d\u00edvidas a vencer (cheque pr\u00e9-datado, cart\u00e3o de cr\u00e9dito, cheque especial, carn\u00ea de loja, cr\u00e9dito consignado, empr\u00e9stimo pessoal, presta\u00e7\u00e3o de carro e de casa) foi puxada pelo endividamento das mulheres em fevereiro e alcan\u00e7ou 78,3% das fam\u00edlias no pa\u00eds. Desse total, 17,1% consideravam-se muito endividadas, indicador que tamb\u00e9m voltou a crescer ap\u00f3s quedas sequenciais desde novembro de 2022.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, o endividamento geral vinha apontando perda de f\u00f4lego desde o quarto trimestre do ano passado, mas avan\u00e7ou em fevereiro, com vencimento de despesas t\u00edpicas do primeiro trimestre (tributos, gastos escolares e contribui\u00e7\u00f5es para \u00f3rg\u00e3os de classe, entre outras).<\/p>\n<p>\u201cO consumidor sente melhora da renda dispon\u00edvel, fruto da evolu\u00e7\u00e3o positiva do mercado de trabalho e da infla\u00e7\u00e3o mais baixa\u201d, afirmou, em nota, o presidente da CNC, Jos\u00e9 Roberto Tadros. Em raz\u00e3o disso, a propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias com d\u00edvidas atrasadas, embora permane\u00e7a elevada, caiu ligeiramente no m\u00eas, 0,1 ponto percentual, representando 29,8% do total de fam\u00edlias.<\/p>\n<p>No entanto, conforme Tadros, quem tem d\u00edvidas mais antigas continua enfrentando dificuldade de sair da inadimpl\u00eancia por conta dos juros elevados. A pesquisa de fevereiro demonstra tamb\u00e9m que a propor\u00e7\u00e3o de consumidores sem condi\u00e7\u00f5es de pagar d\u00edvidas atrasadas de meses anteriores chegou a 11,6% do total, percentual est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a janeiro, mas, ainda assim, a taxa mais alta desde outubro de 2020.<\/p>\n<h2>Inadimplentes<\/h2>\n<p>Mesmo com as renegocia\u00e7\u00f5es, a cada 100 consumidores inadimplentes, 44 chegaram a fevereiro com d\u00edvidas atrasadas por mais de 90 dias. O tempo m\u00e9dio de atraso dos pagamentos foi de 62,7 dias, o maior desde janeiro de 2021. A maior contrata\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas em fevereiro se deu entre os consumidores com rendimentos de tr\u00eas a cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais.<\/p>\n<p>O indicador de d\u00edvidas atrasadas tamb\u00e9m diminuiu em fevereiro para o grupo mais pobre, com queda de 0,9 ponto percentual. \u201cOs programas de transfer\u00eancia de renda mais robustos t\u00eam suportado os or\u00e7amentos desses consumidores com menores rendas mensais. Na compara\u00e7\u00e3o anual, por\u00e9m, o volume de fam\u00edlias com d\u00edvidas atrasadas aumentou em todas as faixas de rendimentos\u201d, explicou Izis.<\/p>\n<p>O percentual de consumidores com d\u00edvidas atrasadas de meses anteriores tamb\u00e9m caiu entre os mais pobres, entre janeiro e fevereiro, mas avan\u00e7ou 2,1 ponto percentual no ano. O indicador cresceu, na compara\u00e7\u00e3o anual, apenas nas duas primeiras faixas de renda, de at\u00e9 tr\u00eas e at\u00e9 cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje (8), a Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic), feita pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC), aponta que 30,3% dos consumidores com d\u00edvidas atrasadas eram mulheres, enquanto 29,1% eram homens. 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