{"id":210608,"date":"2023-02-22T23:31:09","date_gmt":"2023-02-23T02:31:09","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=210608"},"modified":"2023-02-22T23:31:09","modified_gmt":"2023-02-23T02:31:09","slug":"projeto-reconquista-capacita-ongs-das-regioes-sudeste-e-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=210608","title":{"rendered":"Projeto (Re)conquista capacita ONGs das regi\u00f5es Sudeste e Nordeste"},"content":{"rendered":"<p>O Projeto (Re)conquista, parceria entre Instituto Phi, Stone e Banco da Provid\u00eancia, est\u00e1 com inscri\u00e7\u00f5es abertas at\u00e9 8 de mar\u00e7o para capacita\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs) sem fins lucrativos localizadas nas regi\u00f5es Sudeste e Nordeste, com foco no empreendedorismo e redu\u00e7\u00e3o da pobreza. As inscri\u00e7\u00f5es podem ser feitas\u00a0<em><a href=\"https:\/\/bit.ly\/inscricaoreconquista2023\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a><\/em>.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1512222&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1512222&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Segundo a coordenadora de Projetos do Instituto Phi, Julia Rampini, neste ano ser\u00e3o selecionadas 30 ONGs, incluindo organiza\u00e7\u00f5es que participaram de turmas anteriores, continuam aplicando a metodologia do programa e recebendo apoio financeiro para impactar seus benefici\u00e1rios. O objetivo \u00e9 que cada uma das ONGs tenha uma turma de capacita\u00e7\u00e3o com 25 pessoas inscritas.<\/p>\n<p>No fim da capacita\u00e7\u00e3o, os dez benefici\u00e1rios que apresentarem os melhores neg\u00f3cios pessoais e fizerem o\u00a0<em>picth<\/em>\u00a0(apresenta\u00e7\u00e3o curta) de empreendedorismo levam tamb\u00e9m um kit semente \u2013 um cart\u00e3o, no valor de R$ 1.200 \u2013 para comprar os itens, equipamentos e material necess\u00e1rios, a fim de come\u00e7ar a empreender, disse Julia. Segundo ela, as ONGs entendem qual \u00e9 a necessidade maior daqueles territ\u00f3rios para que as pessoas possam empreender em carreiras que fa\u00e7am sentido naquelas regi\u00f5es. A ideia \u00e9 que 300 empreendedores recebam o kit semente.<\/p>\n<h2>Fases<\/h2>\n<p>Este \u00e9 o terceiro ano consecutivo do (Re)conquista, que investe no desenvolvimento local para combater a pobreza e gerar impactos positivos na sociedade, com o est\u00edmulo ao empreendedorismo. A forma\u00e7\u00e3o tem foco em ONGs que atuem ou planejem atuar com inclus\u00e3o social produtiva para pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Com dura\u00e7\u00e3o aproximada de seis meses, o (Re)conquista adota a metodologia das tr\u00eas fases, desenvolvida pelo Banco da Provid\u00eancia e certificada como uma tecnologia social.<\/p>\n<p>Na primeira fase, o objetivo \u00e9 o desenvolvimento humano, com valoriza\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo e retomada da autoestima, pois s\u00e3o pessoas que vivem em situa\u00e7\u00e3o de pobreza ou extrema pobreza. A ideia \u00e9 que a pessoa se enxergue como agente transformador da pr\u00f3pria hist\u00f3ria. A segunda etapa \u00e9 a capacita\u00e7\u00e3o profissional em diferentes segmentos, como constru\u00e7\u00e3o civil, artesanato, corte e costura, beleza e cuidados pessoais e culin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Na terceira fase, s\u00e3o desenvolvidas as habilidades e capacidades empreendedoras dos participantes. O objetivo \u00e9 que aprender a gerar recursos e renda com base no que foi ensinado nas fases anteriores. Essa etapa oferece mentoria de seis meses aos participantes.<\/p>\n<h2>Expans\u00e3o<\/h2>\n<p>Em 2021, primeiro ano do (Re)conquista, 173 organiza\u00e7\u00f5es participaram do processo seletivo feito pelo Instituto Phi e 18 foram selecionadas para o projeto, com quase 400 pessoas participando da capacita\u00e7\u00e3o. Dessas, 372 receberam capital semente para o dar in\u00edcio a seus neg\u00f3cios. No primeiro ano, o programa investiu mais de R$ 1 milh\u00e3o entre capacita\u00e7\u00e3o e capital inicial para os participantes.<\/p>\n<p>No ano passado, as ONGs participantes aumentaram 22%. Foram 22 ONGs desempenhando 27 turmas e crescimento de 17% no total de empreendedores selecionados para a Fase 1, com 724 pessoas alcan\u00e7adas pelo (Re)conquista. Ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o no m\u00e9todo das tr\u00eas fases, as ONGs tiveram per\u00edodo de mentorias com consultores do Instituto Visagio Iniciativas Sociais (VIS), no Rio de Janeiro, para implementa\u00e7\u00e3o dos aprendizados do curso.<\/p>\n<p>Bra\u00e7o social da empresa de consultoria Visagio, o VIS oferece profissionaliza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o no terceiro setor, por considerar que a maturidade de gest\u00e3o na \u00e1rea \u00e9 um desafio no cen\u00e1rio brasileiro. Durante oito semanas, \u00e9 oferecida uma forma\u00e7\u00e3o com aulas gravadas, sess\u00f5es de tira-d\u00favidas, exerc\u00edcios propostos e oficinas aos participantes da capacita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para as pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es do (Re)conquista, o Refor\u00e7o em Gest\u00e3o do Instituto VIS foi incorporado como um m\u00f3dulo de forma\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais no in\u00edcio do programa.<\/p>\n<h2>Rede<\/h2>\n<p>O (Re)conquista tamb\u00e9m gerou bra\u00e7os importantes para o crescimento do programa e consolida\u00e7\u00e3o de marca. Um deles \u00e9 a (Re)une, rede criada em 2022 para potencializar a troca entre empreendedores sociais. De acordo com J\u00falia Rampini, \u00e9 poss\u00edvel ter muitas trocas e encontros por tem\u00e1ticas de cursos. ONGs da \u00e1rea de costura, por exemplo, podem ter boas pr\u00e1ticas e ver o que as outras t\u00eam de dificuldades, aprendizado, solu\u00e7\u00f5es, tecnologias sociais para que possam acrescentar.<\/p>\n<p>Segundo Julia, embora tenha trabalhado inicialmente em todo o Brasil, este ano, o programa tem recorte espec\u00edfico no Nordeste e Sudeste. \u201cO p\u00fablico em vulnerabilidade que busca empreender tem sempre perfis parecidos, e estamos sempre buscando que essas organiza\u00e7\u00f5es se conectem, se fortale\u00e7am e estreitem la\u00e7os de parceria\u201d. Ela destacou que a metodologia desenvolvida pelo Banco da Provid\u00eancia foi testada na cidade do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense e agora est\u00e1 sendo levada para outras regi\u00f5es, inclusive para entender melhor as caracter\u00edsticas de cada uma delas.<\/p>\n<h2>SOS Reviver<\/h2>\n<p>Como resultado do programa, o Instituto SOS Reviver criou, em Nil\u00f3polis, munic\u00edpio da Baixada Fluminense, um\u00a0<em>coworking<\/em>\u00a0de beleza, espa\u00e7o compartilhado para presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de alunas formadas no (Re)conquista e outros cursos profissionalizantes. Para captar mais recursos para a institui\u00e7\u00e3o, o lugar tamb\u00e9m foi aproveitado para venda de roupas doadas.<\/p>\n<p>O gestor financeiro da ONG, Maicon Francisco Oliveira de Souza, disse que, para a a organiza\u00e7\u00e3o, o (Re)conquista veio como uma novidade e contribui para o desenvolvimento humano dos benefici\u00e1rios. A ONG atuava at\u00e9 ent\u00e3o no assistencialismo, mas, logo de in\u00edcio, destacou-se a necessidade de desenvolvimento socioemocional, que era a principal causa do bloqueio nos benefici\u00e1rios. \u201cTrabalhando isso, elas deram um boom de repente e come\u00e7aram a se ver como pessoas de direito. Hoje, temos alguns casos de sucesso. A gente v\u00ea que existem pessoas antes do (Re)conquista e depois do (Re)conquista. Elas nos passam uma seguran\u00e7a, como se tivessem vindo ao mundo agora.\u201d<\/p>\n<p>A SOS Reviver atende mais de 220 fam\u00edlias. Ap\u00f3s o (Re)conquista, foi que a ONG viu necessidade do desenvolvimento socioemocional e humano, al\u00e9m do profissionalizante, disse Souza. A organiza\u00e7\u00e3o cuida tamb\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o de jovens, direcionando-os para o mercado de trabalho, com aulas de refor\u00e7o escolar e esportes, como xadrez e jud\u00f4.<\/p>\n<h2>Instituto Phi<\/h2>\n<p>O Instituto Phi \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental que assessora indiv\u00edduos e empresas para que fa\u00e7am de maneira estrat\u00e9gica o planejamento de sua filantropia, fortalecendo, ao mesmo tempo, a gest\u00e3o de projetos sociais e criando solu\u00e7\u00f5es inovadoras e customizadas para potencializar o Terceiro Setor.<\/p>\n<p>Em sete anos, o Phi j\u00e1 apoiou mais de 1.300 projetos sociais em todo o pa\u00eds, movimentou mais de R$ 154 milh\u00f5es para o Terceiro Setor e impactou a vida de mais de 2 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Projeto (Re)conquista, parceria entre Instituto Phi, Stone e Banco da Provid\u00eancia, est\u00e1 com inscri\u00e7\u00f5es abertas at\u00e9 8 de mar\u00e7o para capacita\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs) sem fins lucrativos localizadas nas regi\u00f5es Sudeste e Nordeste, com foco no empreendedorismo e redu\u00e7\u00e3o da pobreza. 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