{"id":209655,"date":"2023-01-27T17:57:40","date_gmt":"2023-01-27T20:57:40","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=209655"},"modified":"2023-01-27T17:57:40","modified_gmt":"2023-01-27T20:57:40","slug":"boate-kiss-prevencao-a-incendio-e-cultural-dizem-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=209655","title":{"rendered":"Boate Kiss: preven\u00e7\u00e3o a inc\u00eandio \u00e9 cultural, dizem especialistas"},"content":{"rendered":"<p>Controle de fuma\u00e7a e de revestimentos, mais sa\u00eddas de emerg\u00eancia, hidrantes, uma placa vis\u00edvel com informa\u00e7\u00f5es sobre lota\u00e7\u00e3o, a previs\u00e3o de mais extintores, an\u00e1lise de riscos\u2026 O que poderia ter evitado o alcance do inc\u00eandio que matou 242 pessoas em 27 de janeiro de 2013, na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), tem nome: preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandio.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1506211&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1506211&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a trag\u00e9dia, entidades e pesquisadores pressionaram para uma legisla\u00e7\u00e3o que evitasse outros casos como aquele. Mesmo assim, isso n\u00e3o \u00e9 o bastante, segundo especialistas consultados pela\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>. Conforme afirmam, \u00e9 necess\u00e1ria uma mudan\u00e7a cultural em rela\u00e7\u00e3o ao tema no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para a professora de engenharia Angela Graeff, pesquisadora em seguran\u00e7a contra inc\u00eandio, h\u00e1 uma mudan\u00e7a de cen\u00e1rio ap\u00f3s a trag\u00e9dia. A docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) explica que, na \u00e9poca do acidente, a legisla\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a contra inc\u00eandio, que era de 1997, n\u00e3o contemplava conceitos inovadores.<\/p>\n<p>\u201cPor exemplo, n\u00e3o se levavam em conta medidas de seguran\u00e7a estrutural, de controle de materiais de acabamento e de revestimento. Controle de fuma\u00e7a tamb\u00e9m se falava muito pouco\u201d, afirma Angela Graeff, que atualmente est\u00e1 como professora residente na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u201cA legisla\u00e7\u00e3o anterior considerava mais informa\u00e7\u00f5es sobre o pr\u00e9dio, a edifica\u00e7\u00e3o em si e n\u00e3o tanto o usu\u00e1rio. Mencionava-se sa\u00edda de emerg\u00eancia, mas o principal foco estava na manuten\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio (com o foco no seguro). A Lei Kiss (inicialmente no Rio Grande do Sul,\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.al.rs.gov.br\/FileRepository\/repLegisComp\/Lec%20n%C2%BA%2014.376.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a 14.376\/2013\u00a0<\/a><\/strong>, e depois\u00a0<a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/norma\/17668401#:~:text=Estabelece%20diretrizes%20gerais%20sobre%20medidas,Civil%3B%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Federal, a 13.425\/2017<\/a>) mudou o vi\u00e9s para a seguran\u00e7a do usu\u00e1rio\u201d. A professora considera que a legisla\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o deve a outras regras pelo mundo e \u00e9 moderna. No entanto, observa que os propriet\u00e1rios e respons\u00e1veis pelas edifica\u00e7\u00f5es precisam colocar a preven\u00e7\u00e3o como prioridade e n\u00e3o desmerecer os riscos.<\/p>\n<p>Ela explica que esse, de verdade, deve ser o foco: quais s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es para que todos saiam da edifica\u00e7\u00e3o em sua integridade f\u00edsica, e s\u00f3 depois deve se pensar em manter o patrim\u00f4nio. \u201cEsses foram os pontos principais da legisla\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ser bem mais r\u00edgidas em termos de penalidades, prazos e processos do que a lei anterior\u201d. A lei Kiss estipula que os profissionais precisam cruzar as diferentes informa\u00e7\u00f5es, como da altura e do tipo de ocupa\u00e7\u00e3o e o tipo de voca\u00e7\u00e3o do empreendimento.<\/p>\n<p>O engenheiro Ad\u00e3o Villaverde era deputado no Rio Grande do Sul e presidiu a comiss\u00e3o que alterou a legisla\u00e7\u00e3o. Ele detalha\u00a0que a lei \u00e0 \u00e9poca era atrasada e a trag\u00e9dia foi um emblema do individualismo e do descaso. \u201cA lei era extremamente deficiente. Assim, resolvemos ter conte\u00fados bem definidos, par\u00e2metros rigorosos e definir as responsabilidades, as compet\u00eancias e as atribui\u00e7\u00f5es\u201d. Ele exemplifica que, antes, uma f\u00e1brica de gelos ou uma f\u00e1brica de fogos de artif\u00edcio, com a mesma \u00e1rea e com a mesma altura, poderiam ter plano de preven\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandio semelhantes.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m de altura e \u00e1rea, a capacidade de lota\u00e7\u00e3o, as rotas de fuga, o controle de fuma\u00e7a e a carga de inc\u00eandio (o potencial calor\u00edfico de uma edifica\u00e7\u00e3o).\u201d<\/p>\n<h2>Outro olhar<\/h2>\n<p>Para a presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, do Rio Grande do Sul (Crea-RS), Nanci Walter, a trag\u00e9dia foi como uma \u201cvirada uma chave\u201d para os profissionais do setor. \u201cN\u00f3s tivemos o outro olhar para a legisla\u00e7\u00e3o acerca do plano de preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandio\u201d. Ela identifica que, na \u00e9poca, os especialistas fizeram o levantamento de falhas para ajudar na elabora\u00e7\u00e3o de uma nova legisla\u00e7\u00e3o, o que deu origem, no \u00e2mbito do Rio Grande do Sul \u00e0 Lei Kiss, no mesmo ano da trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>\u201cEu trabalho no ramo da constru\u00e7\u00e3o civil e, por conta da lei Kiss, n\u00f3s tivemos que fazer v\u00e1rias adequa\u00e7\u00f5es nas edifica\u00e7\u00f5es antigas que atendessem a legisla\u00e7\u00e3o. N\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos a dimens\u00e3o do qu\u00e3o era fr\u00e1gil a nossa legisla\u00e7\u00e3o\u201d, lamenta. A especialista entende que as duas legisla\u00e7\u00f5es s\u00e3o claras quanto ao regramento da edifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ela avalia que a mudan\u00e7a foi no olhar para as caracter\u00edsticas da constru\u00e7\u00e3o, e o rigor maior com os equipamentos que devem ser usados para seguir os planos de preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandio.<\/p>\n<p>\u201cPor exemplo, a carga extintora que deve estar em um corredor\u00a0deveria ser levada em conta. A boate Kiss tinha um pouco mais que 600 metros quadrados. O problema foi o excesso de pessoas. Hoje n\u00e3o h\u00e1 nenhum local em que n\u00e3o tenha uma placa dizendo a popula\u00e7\u00e3o total m\u00e1xima\u201d, afirma a engenheira Nanci Walter.<\/p>\n<p>A professora \u00c2ngela Graeff exemplifica que outra aten\u00e7\u00e3o fundamental passou a ser o controle de fuma\u00e7a, que \u00e9 uma medida tamb\u00e9m para retirar as subst\u00e2ncias dos ambientes, por sistemas de exaustores, por exemplo, ou com alternativas de criar um espa\u00e7o maior no teto.<\/p>\n<h2>Flexibiliza\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>As engenheiras criticaram as flexibiliza\u00e7\u00f5es e as tentativas de reduzir o poder da lei. \u201cA lei \u00e9, de fato, mais moderna ao focar mais no usu\u00e1rio. Tudo isso \u00e9 verdade e continua at\u00e9 hoje. Mas houve algumas flexibiliza\u00e7\u00f5es, como o caso em que edifica\u00e7\u00f5es com \u00e1rea menor do que 200 metros quadrados tenham sido consideradas de grau de risco baixo e m\u00e9dio\u201d, afirma a professora \u00c2ngela Graeff.<\/p>\n<p>Ela lamenta haver press\u00f5es e cultura de menor investimento em seguran\u00e7a contra inc\u00eandio. \u201cH\u00e1 quem considere um gasto desnecess\u00e1rio porque trag\u00e9dias s\u00e3o raras. Houve tamb\u00e9m flexibiliza\u00e7\u00f5es de prazos\u201d, observa. Ela conta\u00a0que as edifica\u00e7\u00f5es no Rio Grande do Sul, por exemplo, devem se adequar at\u00e9 o final de 2023.<\/p>\n<p>A engenheira Nanci Walter, do Crea-RS, testemunha que tem feito campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o com os parlamentares estaduais e federais para reduzir as flexibiliza\u00e7\u00f5es a fim de que a seguran\u00e7a n\u00e3o se reduza. Ela cita as press\u00f5es, por exemplo, para que profissionais que n\u00e3o s\u00e3o engenheiros ou arquitetos possam assinar por uma obra. \u201cConseguimos convencer parlamentares para que n\u00e3o diminuam mais a efetividade da legisla\u00e7\u00e3o\u201d<\/p>\n<p>Por isso, o conhecimento t\u00e9cnico deve ser, conforme defende o Crea, condi\u00e7\u00e3o fundamental para aprova\u00e7\u00e3o da obra. \u201cPara prevenir inc\u00eandios, n\u00f3s precisamos ser mais proativos e trabalhar mais com a preven\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 como fazer preven\u00e7\u00e3o sem que tenha legisla\u00e7\u00e3o para amparar, com o conhecimento t\u00e9cnico de profissionais legalmente habilitados para esses conhecimentos em pr\u00e1tica\u201d. A lei federal reconhece as duas profiss\u00f5es legalmente habilitadas. Os Creas devem fiscalizar os projetos t\u00e9cnicos de preven\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandio.<\/p>\n<p><em>\u201cN\u00f3s n\u00e3o podemos aqui admitir que por press\u00e3o de algum determinado grupo\u00a0vai haver fragilidade \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d, diz Nanci Walter.<\/em><\/p>\n<p>Ela explica que cabe ao Corpo de Bombeiros checar se o projeto atende \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o. Os bombeiros, assim, fazem a vistoria in loco nas edifica\u00e7\u00f5es para conferir se o projeto foi executado tal como aprovado. Os Creas devem observar se h\u00e1 o plano de preven\u00e7\u00e3o e se os profissionais est\u00e3o realmente habilitados para fazer determinado projeto.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"20 15:52:33\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/MKmkSGVg-WEGY4NiRMq1aBbpBYk=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/901316-kiss_1ano%20apos%20tragedia_3389.jpg?itok=r4_BPtBs\" alt=\"Santa Maria (RS) - Familiares e amigos das v\u00edtimas do inc\u00eandio da Boate Kiss fazem vig\u00edlia em barraca na Pra\u00e7a Saldanha Marinho. A trag\u00e9dia foi na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013 (Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil)\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Familiares e amigos das v\u00edtimas do inc\u00eandio da Boate Kiss fazem vig\u00edlia em barraca na Pra\u00e7a Saldanha Marinho. A trag\u00e9dia foi na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013 &#8211;\u00a0<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\/Arquivo<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O engenheiro Ad\u00e3o Villaverde lamenta que houve descaracteriza\u00e7\u00f5es na lei. \u201cO importante mesmo \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o da vida. As vidas n\u00e3o podem valer menos do que um metro quadrado de constru\u00e7\u00e3o. \u00c9 lament\u00e1vel que existam sucessivas flexibiliza\u00e7\u00f5es que descaracterizaram a legisla\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Foram dadas novas reda\u00e7\u00f5es sobre rotas de fuga, controle de fuma\u00e7a e o potencial calor\u00edfico de uma edifica\u00e7\u00e3o, por exemplo. \u201dEu espero que trag\u00e9dias n\u00e3o se repitam\u201d. Mas o professor refor\u00e7a que os riscos voltaram a crescer, j\u00e1 que a fiscaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi despotencializada.<\/p>\n<h2>O que observar<\/h2>\n<p>Como se sentir em seguran\u00e7a em um espa\u00e7o fechado? Para especialistas, o ideal seria que o usu\u00e1rio n\u00e3o tivesse que se preocupar com isso. \u201cA seguran\u00e7a dele tem que estar garantida. Mas considerando que a gente n\u00e3o est\u00e1 nesse cen\u00e1rio ideal, devemos estar atentos principalmente na sa\u00edda de emerg\u00eancia. Casas noturnas, por exemplo, s\u00e3o obrigadas a ter pelo menos duas sa\u00eddas em paredes opostas e se n\u00e3o\u00a0est\u00e3o obstru\u00eddas\u201d, aconselha a professora da UFRGS.<\/p>\n<p>Outras orienta\u00e7\u00f5es: as pessoas devem verificar se h\u00e1 placas de sinaliza\u00e7\u00e3o, se o ambiente n\u00e3o est\u00e1 superlotado, onde est\u00e3o os extintores. \u201cAmbiente superlotado, sem sa\u00edda de emerg\u00eancia vis\u00edvel\u2026 nem tente permanecer\u201d, aconselha \u00c2ngela Graeff.<\/p>\n<p>Para o professor Ad\u00e3o Villaverde, \u00e9 importante que, ao se entrar em um espa\u00e7o, se tenha uma no\u00e7\u00e3o sobre sa\u00eddas emergenciais, a pessoa saiba como\u00a0 se movimentar. \u201c\u00c9 muito importante que, em eventos, por exemplo, exista uma introdu\u00e7\u00e3o explicativa para as pessoas entenderem o que est\u00e1 ocorrendo. A quest\u00e3o da seguran\u00e7a e preven\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandio \u00e9 cultural. As leis s\u00f3 se consolidam se voc\u00ea tiver uma cultura favor\u00e1vel para que elas sejam assimiladas socialmente\u201d. No avi\u00e3o, antes de decolarmos, os comiss\u00e1rios indicam as sa\u00eddas de emerg\u00eancia. Em eventos, esse cuidado \u00e9 incomum.<\/p>\n<h2>Moderniza\u00e7\u00f5es e o p\u00eandulo<\/h2>\n<p>A professora \u00c2ngela Graeff defende que a legisla\u00e7\u00e3o precisa se modernizar e garantir, por exemplo, o que os t\u00e9cnicos chamam de \u201can\u00e1lise de desempenho\u201d, que \u00e9 quando se garante ao profissional a possibilidade de decidir o que \u00e9 o mais interessante em uma obra.<\/p>\n<p>\u201cA pessoa vai decidir usando ferramentas de simula\u00e7\u00e3o computacional de inc\u00eandio e usar m\u00e9todos de an\u00e1lise de risco, que s\u00e3o outros m\u00e9todos que existem hoje para evacua\u00e7\u00e3o de pessoas\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisadora explica que a legisla\u00e7\u00e3o deve garantir autonomia ao especialista para que exija, por exemplo, hidrantes, controle de materiais de acabamento e revestimento, mais espa\u00e7o. \u201cA gente tem um conceito na seguran\u00e7a contra inc\u00eandio que funciona como um p\u00eandulo. Quando acontece a trag\u00e9dia, ele se move muito forte. A sociedade se comove, os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos age&#8230; Na medida em que o tempo vai passando o p\u00eandulo diminui a for\u00e7a. Precisamos manter o p\u00eandulo sempre em funcionamento. Isso \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o cultural\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Controle de fuma\u00e7a e de revestimentos, mais sa\u00eddas de emerg\u00eancia, hidrantes, uma placa vis\u00edvel com informa\u00e7\u00f5es sobre lota\u00e7\u00e3o, a previs\u00e3o de mais extintores, an\u00e1lise de riscos\u2026 O que poderia ter evitado o alcance do inc\u00eandio que matou 242 pessoas em 27 de janeiro de 2013, na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), tem nome: preven\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":246,"featured_media":209656,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[436,254,439],"tags":[],"class_list":["post-209655","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-da-semana","category-politica","category-ultima-hora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/209655","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/246"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=209655"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/209655\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":209657,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/209655\/revisions\/209657"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/209656"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=209655"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=209655"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=209655"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}