{"id":209588,"date":"2023-01-26T18:15:20","date_gmt":"2023-01-26T21:15:20","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=209588"},"modified":"2023-01-26T18:15:20","modified_gmt":"2023-01-26T21:15:20","slug":"economia-solidaria-deve-ser-incorporada-as-politicas-macroeconomicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=209588","title":{"rendered":"Economia Solid\u00e1ria deve ser incorporada \u00e0s pol\u00edticas macroecon\u00f4micas"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil e tamb\u00e9m o governo precisam entender melhor o que \u00e9 a economia solid\u00e1ria, para fazer dessas redes um novo modo de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, de forma que ela seja incorporada nas pol\u00edticas macroecon\u00f4micas do Minist\u00e9rio da Fazenda. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 do secret\u00e1rio de Economia Solid\u00e1ria do governo federal, Gilberto Carvalho. Ele participou na tarde de hoje (25) da mesa \u201cEconomia solid\u00e1ria, tecendo redes, transformando realidades, reconstruindo o Brasil\u201d, no F\u00f3rum Social Mundial (FSM), que vai at\u00e9 s\u00e1bado (28) em Porto Alegre.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1506132&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1506132&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>De acordo com Carvalho, ser\u00e1 necess\u00e1rio um censo para mapear as \u201cincont\u00e1veis iniciativas\u201d de economia solid\u00e1ria que j\u00e1 existem no pa\u00eds. Para ele, o papel do governo nessa retomada da secretaria, que foi ocupada em 2003 pelo economista Paul Singer, ser\u00e1 o de estimular a rede e dar condi\u00e7\u00f5es para que as cooperativas se desenvolvam.<\/p>\n<p>\u201cA ideia \u00e9 que ela atue muito em conjunto, transversalmente dentro do governo, com o objetivo de qualificar e capacitar, estimular a forma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e t\u00e9cnica dos gestores. E, tamb\u00e9m, a busca de financiamento, ent\u00e3o o papel do Banco do Brasil, do BNDS, da Caixa, eles v\u00e3o ser essenciais nesse processo. J\u00e1 h\u00e1 no Brasil uma imensa rede de empreendimentos, h\u00e1 cooperativas que centralizam esse trabalho, que congregam um grande n\u00famero de cooperativas. Mas n\u00f3s queremos aumentar ainda mais essa rede\u201d.<\/p>\n<h2>Economia Solid\u00e1ria<\/h2>\n<p>A coordenadora do F\u00f3rum Nacional de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional dos Povos de Matriz Africana (Fonsanpotma) e da Rede Ubuntu, Itanajara Almeida, explica que a economia solid\u00e1ria vai al\u00e9m de uma alternativa para gera\u00e7\u00e3o de renda, envolvendo valores como o desenvolvimento sustent\u00e1vel, o respeito \u00e0 diversidade, o fortalecimento da democracia, a autogest\u00e3o e a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p>\u201cTemos princ\u00edpios como as condi\u00e7\u00f5es justas de produ\u00e7\u00e3o e trabalho, a sustentabilidade ambiental, a transpar\u00eancia com o consumidor, a integra\u00e7\u00e3o de todos os elos e o pre\u00e7o justo, praticando uma remunera\u00e7\u00e3o justa ao produtor e ao consumidor\u201d.<\/p>\n<p>Ela destacou tamb\u00e9m quest\u00f5es como o desenvolvimento da economia local e regional, a democratiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico a inclus\u00e3o social e a autonomia dos empreendimentos e coletivos como elementos fundamentais da economia solid\u00e1ria.<\/p>\n<p>O coordenador da Cadeia Solid\u00e1ria das Frutas Nativas do Rio Grande do Sul, Alvir Longhi, explicou como foi organizada a rede, com in\u00edcio h\u00e1 cerca de 20 anos, para melhor aproveitar a riqueza natural do pa\u00eds, como a jabuticaba, a guabiroba, o pinh\u00e3o, o buti\u00e1, a uvaia e o a\u00e7a\u00ed ju\u00e7ara.<\/p>\n<p>\u201cAs frutas nativas acabavam apodrecendo, n\u00e3o sendo aproveitadas para venda nem para consumo dos agricultores. S\u00e3o frutas que fazem parte da nossa mem\u00f3ria do campo. Ent\u00e3o n\u00f3s vamos construir uma din\u00e2mica para a sociobiodiversidade baseada na economia solid\u00e1ria. Come\u00e7ou com frutas nativas, mas hoje tem tr\u00eas categorias: esp\u00e9cies com potencial alimentar, com potencial para \u00f3leo essencial e para a tinturaria artesanal\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com ele, toda a cadeia funciona com base na economia solid\u00e1ria. Do agricultor para a agroind\u00fastria e a distribui\u00e7\u00e3o para o com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>\u201cHoje n\u00f3s temos uma capilaridade de 60 munic\u00edpios, com 125 parceiros comerciais, entre parceiros da economia solid\u00e1ria e lojas, restaurantes e hot\u00e9is. Foram 32 toneladas que circularam pelas din\u00e2micas da economia solid\u00e1ria e 40 toneladas de forma indireta. Nossa rede tem 320 fam\u00edlias de agricultores. Nosso pa\u00eds tem riqueza natural desde a castanha do Par\u00e1, a\u00e7a\u00ed, passando pelo pequi, at\u00e9 o pinh\u00e3o. O desafio \u00e9 articular essas redes\u201d, explicou Alvir Longhi.<\/p>\n<p>Outro projeto apresentado no F\u00f3rum Social Mundial foi a Rede Nacional de Bancos Comunit\u00e1rios. O coordenador Joaquim Mello explicou que o movimento surgiu para financiar as iniciativas de economia solid\u00e1ria, al\u00e9m de prestar servi\u00e7os financeiros de forma solid\u00e1ria. Esse tipo de institui\u00e7\u00e3o funciona de forma associativa e comunit\u00e1ria, voltada para a gera\u00e7\u00e3o de trabalho e renda na reorganiza\u00e7\u00e3o das economias locais.<\/p>\n<p>\u201cAinda falta um marco regulat\u00f3rio. A meritocracia \u00e9 um inferno, precisamos \u00e9 gerar e distribuir riquezas, e fazemos isso com os bancos comunit\u00e1rios. Ent\u00e3o, trazemos uma proposta: sem mexer muito, bastaria uma lei federal, a gente pode pagar os programas de transfer\u00eancia de renda pelos bancos comunit\u00e1rios e moedas sociais, basta fazer a transfer\u00eancia da Caixa para esses bancos. Assim, teria mais dinheiro para financiar a economia solid\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com ele, em 2022 os bancos comunit\u00e1rios movimentaram R$ 480 milh\u00f5es em dep\u00f3sitos, R$ 400 milh\u00f5es em compras no com\u00e9rcio local e R$ 800 milh\u00f5es em outras transa\u00e7\u00f5es. Entre 2018 e 2022 o sistema somou R$ 3,9 bilh\u00f5es no PIB (Produto Interno Bruto) da economia solid\u00e1ria.<\/p>\n<p>Outra atra\u00e7\u00e3o do f\u00f3rum \u00e9 a Feira de Economia Solid\u00e1ria, que acontece todos os dias do evento na Pra\u00e7a XV de Novembro, no centro de Porto Alegre, entre 8h e 19h.<\/p>\n<p>O encontro vai at\u00e9 s\u00e1bado (28) e est\u00e1 prevista a participa\u00e7\u00e3o de ativistas de diversos movimentos sociais, como lideran\u00e7as ind\u00edgenas, do movimento negro, LGBTQIA+, estudantil e sindicalistas, al\u00e9m das ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e da Sa\u00fade, N\u00edsia Trindade.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil e tamb\u00e9m o governo precisam entender melhor o que \u00e9 a economia solid\u00e1ria, para fazer dessas redes um novo modo de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, de forma que ela seja incorporada nas pol\u00edticas macroecon\u00f4micas do Minist\u00e9rio da Fazenda. 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