{"id":209576,"date":"2023-01-26T18:03:09","date_gmt":"2023-01-26T21:03:09","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=209576"},"modified":"2023-01-26T18:03:09","modified_gmt":"2023-01-26T21:03:09","slug":"divida-publica-fecha-2022-perto-de-r-6-trilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=209576","title":{"rendered":"D\u00edvida p\u00fablica fecha 2022 perto de R$ 6 trilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>A D\u00edvida P\u00fablica Federal \u2013 que inclui o endividamento interno e externo do Brasil \u2013 fechou 2022 em R$ 5,951 trilh\u00f5es, informou hoje (26) a Secretaria do Tesouro Nacional, do Minist\u00e9rio da Economia. O valor representou aumento de 6,02% em rela\u00e7\u00e3o a 2021, quando a d\u00edvida estava em R$ 5,614 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O valor representou alta de 1,37% em rela\u00e7\u00e3o a novembro, quando a d\u00edvida era de R$ 5,871 trilh\u00f5es. Apesar do alto volume de emiss\u00f5es em dezembro, a d\u00edvida ficou abaixo dos limites estabelecidos pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2022, que estabelecia que a d\u00edvida p\u00fablica poderia fechar o ano passado entre R$ 6 trilh\u00f5es e R$ 6,4 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A D\u00edvida P\u00fablica Mobili\u00e1ria Federal interna (DPMFi), que \u00e9 a parte da d\u00edvida p\u00fablica no mercado interno, teve o estoque ampliado em 1,48% em dezembro, passando de R$ 5,616 trilh\u00f5es para R$ 5,699 trilh\u00f5es. Esse crescimento da d\u00edvida ocorreu por causa da apropria\u00e7\u00e3o positiva de juros, no valor de R$ 56,3 bilh\u00f5es (quando os juros da d\u00edvida s\u00e3o incorporados ao total m\u00eas a m\u00eas), e pela emiss\u00e3o l\u00edquida mensal de R$ 26,61 bilh\u00f5es (quando o Tesouro emitiu mais t\u00edtulos do que resgatou).<\/p>\n<p>Apesar da emiss\u00e3o l\u00edquida em dezembro, o governo terminou o ano resgatando R$ 219,1 bilh\u00f5es a mais do que emitiu da d\u00edvida interna. Segundo o subsecret\u00e1rio de D\u00edvida P\u00fablica, Ot\u00e1vio Ladeira Medeiros, o governo optou por usar outras fontes de financiamento no ano passado em vez de emitir t\u00edtulos p\u00fablicos. Ele citou como fontes a devolu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos p\u00fablicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), transfer\u00eancias de lucros do Banco Central para o Tesouro Nacional e dinheiro da desvincula\u00e7\u00e3o de fundos, que est\u00e1 em vigor desde 2021.<\/p>\n<p>O estoque da D\u00edvida P\u00fablica Federal Externa (DPFe), captada do mercado internacional, caiu 0,89% no \u00faltimo m\u00eas de 2022, encerrando o ano em R$ 252,45 bilh\u00f5es (US$ 48,38 bilh\u00f5es). O principal motivo foi a queda de 0,7% do d\u00f3lar no m\u00eas passado. Desse total, R$ 212,18 bilh\u00f5es (US$ 40,66 bilh\u00f5es) referem-se \u00e0 d\u00edvida mobili\u00e1ria (em t\u00edtulos no mercado internacional) e R$ 40,28 bilh\u00f5es (US$ 7,72 bilh\u00f5es), \u00e0 d\u00edvida contratual (com bancos e organismos internacionais).<\/p>\n<p>Em 2022, a D\u00edvida P\u00fablica Federal Externa (DPFe) caiu 4,63% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, quando tinha ficado em R$ 264,72 bilh\u00f5es. Segundo o Tesouro Nacional, apesar de o governo ter aumentado o endividamento com organismos internacionais no ano passado, n\u00e3o houve emiss\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos brasileiros no exterior em 2022. A falta de emiss\u00f5es contribuiu para a diminui\u00e7\u00e3o do estoque da d\u00edvida no mercado estrangeiro.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1506279&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1506279&amp;o=node\" \/><\/p>\n<h2>Recursos<\/h2>\n<p>Por meio da d\u00edvida p\u00fablica, o Tesouro Nacional emite t\u00edtulos p\u00fablicos para pegar emprestado dinheiro dos investidores e honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, no vencimento do papel, com algum rendimento. A corre\u00e7\u00e3o pode seguir a taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia), a infla\u00e7\u00e3o, o c\u00e2mbio ou ser prefixada (definida com anteced\u00eancia).<\/p>\n<p>Em dezembro, os maiores detentores da d\u00edvida p\u00fablica eram as institui\u00e7\u00f5es financeiras (29,12%). O estoque desse grupo passou de R$ 1,61 trilh\u00e3o para R$ 1,66 trilh\u00e3o de novembro para dezembro.<\/p>\n<p>Em seguida, est\u00e3o os fundos de investimento, com uma fatia de 23,98%; os fundos de Previd\u00eancia, com 22,83%; os investidores estrangeiros (9,36%); o governo (4,33%); as seguradoras (3,98%) e outros (6,4%). Apesar de uma leve alta nos \u00faltimos meses de 2022, a participa\u00e7\u00e3o de estrangeiros na d\u00edvida interna caiu em rela\u00e7\u00e3o a dezembro de 2021, quando estava em 10,6%. O interesse dos estrangeiros na d\u00edvida interna serve como par\u00e2metro para a confiabilidade da d\u00edvida p\u00fablica brasileira no exterior.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A D\u00edvida P\u00fablica Federal \u2013 que inclui o endividamento interno e externo do Brasil \u2013 fechou 2022 em R$ 5,951 trilh\u00f5es, informou hoje (26) a Secretaria do Tesouro Nacional, do Minist\u00e9rio da Economia. O valor representou aumento de 6,02% em rela\u00e7\u00e3o a 2021, quando a d\u00edvida estava em R$ 5,614 trilh\u00f5es. 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