{"id":208178,"date":"2022-12-23T18:57:09","date_gmt":"2022-12-23T21:57:09","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=208178"},"modified":"2022-12-23T18:57:09","modified_gmt":"2022-12-23T21:57:09","slug":"ipca-15-sobe-052-em-dezembro-e-fecha-2022-com-alta-de-59","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=208178","title":{"rendered":"IPCA-15 sobe 0,52% em dezembro e fecha 2022 com alta de 5,9%"},"content":{"rendered":"<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) 15, que funciona como pr\u00e9via da infla\u00e7\u00e3o oficial, fechou 2022 com eleva\u00e7\u00e3o de 5,9%, ap\u00f3s subir 0,52% em dezembro.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1499673&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1499673&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>O percentual desse ano \u00e9 mais baixo que o registrado em 2021, quando atingiu 10,42%, o maior para um ano desde 2015. Em dezembro do ano passado, o IPCA-15 tinha sido de 0,78%.<\/p>\n<p>Os dados foram divulgados hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que apresentou ainda o resultado do IPCA-E, que \u00e9 o IPCA-15 acumulado trimestralmente. De outubro a dezembro deste ano, o \u00edndice acumulado atingiu 1,21%.<\/p>\n<p>Dos nove grupos de produtos e servi\u00e7os pesquisados, sete avan\u00e7aram em dezembro. Os maiores impactos no m\u00eas partiram de Transportes (0,85%) e de Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas (0,69%), com 0,17 ponto percentual (p.p) e 0,15 p.p. respectivamente. A maior varia\u00e7\u00e3o, no entanto, ficou com o item Vestu\u00e1rio (1,16%), que provocou a maior alta acumulada (18,39%) entre os grupos no fechamento do ano.<\/p>\n<p>O grupo Sa\u00fade e cuidados pessoais teve alta de 0,4%, mas o resultado representa desacelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a novembro, quando atingiu 0,91%. J\u00e1 Habita\u00e7\u00e3o (0,40%), teve varia\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 do m\u00eas anterior (0,48%). Artigos de resid\u00eancia tiveram queda de 0,46% e Despesas pessoais alta de 0,39%.<\/p>\n<p>A alta de 0,49% em novembro para 0,85% em dezembro, no grupo dos Transportes, foi causada principalmente pelo reajuste nos pre\u00e7os das passagens a\u00e9reas (0,47%), que no m\u00eas anterior recuaram quase 10%. Os pre\u00e7os dos combust\u00edveis subiram 1,79% e seguiram em alta, apesar de ter sido abaixo do observado em novembro (2,04%).<\/p>\n<p>O maior impacto individual (0,07 p.p.) ficou por conta da gasolina, que aumentou 1,52%. J\u00e1 a maior varia\u00e7\u00e3o entre os combust\u00edveis pesquisados foi o do etanol (5,44%). \u00d3leo diesel (-1,05%) e g\u00e1s veicular (-1,33%) tiveram queda de pre\u00e7os em dezembro.<\/p>\n<h2>Alimentos<\/h2>\n<p>O indicador mostrou que o grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas, ficou no topo da lista dos maiores impactos de 2022 com 2,47 p.p.. No ano, a alta atingiu 11,96%. Os pre\u00e7os dos alimentos para consumo no domic\u00edlio avan\u00e7aram 0,78% na passagem de novembro para dezembro, influenciados pelas altas da cebola (26,18%) e do tomate (19,73%). Nos \u00faltimos tr\u00eas meses do ano, as varia\u00e7\u00f5es acumuladas desses dois produtos foram de 52,74% e 49,84%, respectivamente.<\/p>\n<p>Outras contribui\u00e7\u00f5es no mesmo grupo partiram das altas em dezembro dos pre\u00e7os do arroz (2,71%) e das carnes (0,92%). Em movimento contr\u00e1rio, pelo quarto m\u00eas consecutivo houve queda nos pre\u00e7os do leite longa vida, dessa vez de 6,10%. Ainda assim, o produto fechou 2022 com aumento de 25,42%. A alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio registrou resultado pr\u00f3ximo ao de novembro (0,40%). O lanche teve alta de 0,88%, enquanto a refei\u00e7\u00e3o subiu 0,28%.<\/p>\n<h2>Vestu\u00e1rio<\/h2>\n<p>O grupo Vestu\u00e1rio avan\u00e7ou 1,16% e todos os itens pesquisados tiveram alta. As roupas femininas (1,54%) e masculinas (1,47%), ambas com 0,02 p.p foram as maiores contribui\u00e7\u00f5es. \u201cO grupo teve alta em todos os meses de 2022, sendo a maior delas em abril (1,97%) e a menor em agosto (0,76%), e foi respons\u00e1vel pelo terceiro maior impacto no ano (0,78 p.p.)\u201d, informou o IBGE.<\/p>\n<p>Entre os principais impactos no ano, a segunda maior contribui\u00e7\u00e3o (1,38 p.p.) ficou com o grupo Sa\u00fade e cuidados pessoais, que em dezembro subiu 0,40% e no ano 11,24%. De acordo com o indicador, o grupo teve uma desacelera\u00e7\u00e3o causada, em grande parte, pelos itens de higiene pessoal, que passaram de alta de 1,76% em novembro para 0,04% em dezembro, pr\u00f3ximo da estabilidade.<\/p>\n<p>Outros recuos foram notados nos pre\u00e7os dos produtos para unha (-5,05%), dos perfumes (-1,54%) e dos produtos para pele (-1,39%). J\u00e1 nas altas, o destaque continua com o plano de sa\u00fade (1,21%), que incorpora a fra\u00e7\u00e3o mensal dos reajustes dos planos novos e antigos para o ciclo de 2022 a 2023.<\/p>\n<h2>Habita\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A principal contribui\u00e7\u00e3o no grupo Habita\u00e7\u00e3o, foi a energia el\u00e9trica residencial (0,87%), com 0,03 p.p de impacto.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cAs varia\u00e7\u00f5es das \u00e1reas pesquisadas ficaram entre -0,71% no Rio de Janeiro e 18,78% em Bras\u00edlia, onde as tarifas por kWh foram reajustadas em 21,54% a partir de 3 de novembro. Em Porto Alegre (1,74%), houve reajuste de 3,62% em uma das concession\u00e1rias pesquisadas, em vigor desde 22 de novembro\u201d, relatou o IBGE.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ainda no grupo Habita\u00e7\u00e3o, tem destaque tamb\u00e9m a alta da taxa de \u00e1gua e esgoto (0,83%), decorrente dos reajustes de 11,82% no Rio de Janeiro (9,00%), em vigor desde 8 de novembro, e de 10,15% em Bel\u00e9m (5,62%), v\u00e1lido desde 28 de novembro.<\/p>\n<p>Em sentido oposto, por causa da redu\u00e7\u00e3o de 2,47% das tarifas no Rio de Janeiro (-1,41%), aplicada a partir de 1\u00ba de novembro, o g\u00e1s encanado teve queda de 0,45%.<\/p>\n<h2>Regi\u00f5es<\/h2>\n<p>Todas as regi\u00f5es pesquisadas tiveram alta em dezembro. Influenciada pelas altas da gasolina (2,74%), da energia el\u00e9trica (4,13%) e do tomate (33,75%), a maior varia\u00e7\u00e3o foi em Goi\u00e2nia (0,89%). O menor resultado ocorreu em Salvador (0,36%), onde pesou a queda de 3,5% nos pre\u00e7os da gasolina.<\/p>\n<h2>IPCA-15<\/h2>\n<p>Para o c\u00e1lculo do indicador em dezembro, os pre\u00e7os foram coletados no per\u00edodo de 15 de novembro a 13 de dezembro de 2022 (refer\u00eancia) e comparados com aqueles vigentes de 14 de outubro a 14 de novembro de 2022 (base).<\/p>\n<p>O IPCA-15 refere-se \u00e0s fam\u00edlias com rendimento de 1 a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos e abrange as regi\u00f5es metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, S\u00e3o Paulo, Bel\u00e9m, Fortaleza, Salvador e Curitiba, al\u00e9m de Bras\u00edlia e do munic\u00edpio de Goi\u00e2nia.<\/p>\n<p>\u201cA metodologia utilizada \u00e9 a mesma do IPCA, a diferen\u00e7a est\u00e1 no per\u00edodo de coleta dos pre\u00e7os e na abrang\u00eancia geogr\u00e1fica\u201d,informou o IBGE.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) 15, que funciona como pr\u00e9via da infla\u00e7\u00e3o oficial, fechou 2022 com eleva\u00e7\u00e3o de 5,9%, ap\u00f3s subir 0,52% em dezembro. 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