{"id":207693,"date":"2022-12-12T23:41:36","date_gmt":"2022-12-13T02:41:36","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=207693"},"modified":"2022-12-12T23:41:36","modified_gmt":"2022-12-13T02:41:36","slug":"brilho-nos-jogos-sul-americanos-embala-giovanna-diamante-para-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=207693","title":{"rendered":"Brilho nos Jogos Sul-Americanos embala Giovanna Diamante para Mundial"},"content":{"rendered":"<p>Entre os dez nadadores brasileiros que disputam, a partir desta\u00a0segunda-feira (12), o Campeonato Mundial de Piscina Curta, de 25 metros, Giovanna Diamante \u00e9 quem inicia o torneio mais embalada. A paulista, de 25 anos, chegou a Melbourne (Austr\u00e1lia) credenciada pelas dez medalhas obtidas (oito de ouro e duas de prata) em dez provas nos Jogos Sul-Americanos de Assun\u00e7\u00e3o (Paraguai), em outubro.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1498014&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1498014&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Acho que s\u00f3 me dei conta de que poderia ganhar [medalha] em todas as provas quando cheguei \u00e0 metade da competi\u00e7\u00e3o. Fiquei muito surpresa com o resultado, n\u00e3o estava esperando. Nadei muito bem para o momento de treinamento em que estava&#8221;, reconheceu Giovanna, \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil.<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Das dez provas que Giovanna participou em Assun\u00e7\u00e3o, cinco foram individuais, com pratas nos 100 e 200 m nado livre e ouro nos 50, 100 e 200 m borboleta, estilo do qual \u00e9 especialista. Em Melbourne, ela brigar\u00e1 por medalhas nos 200 m livre e nas tr\u00eas disputas de borboleta, com destaque aos 100 m, em que foi bronze na etapa de Toronto (Canad\u00e1) da Copa do Mundo de Piscina Curta, tr\u00eas semanas ap\u00f3s os Jogos Sul-Americanos. Nesse mesmo evento, a paulista chegou perto do p\u00f3dio, na\u00a0quarta\u00a0posi\u00e7\u00e3o, nos 200 m.<\/p>\n<p>&#8220;Ela [Giovanna] est\u00e1 com muita facilidade de nadar provas de borboleta e de estilo livre. No [Campeonato] Brasileiro [em setembro], ela nadou os 100 m medley perto do recorde sul-americano. Essa prepara\u00e7\u00e3o n\u00f3s discutimos no come\u00e7o do ciclo, depois da Olimp\u00edada de T\u00f3quio [Jap\u00e3o]. Vamos assim [nadando v\u00e1rias provas] at\u00e9 2024, perto da seletiva ol\u00edmpica, depois a gente foca nas principais provas e direciona para os Jogos de Paris [Fran\u00e7a]&#8221;, explicou Andr\u00e9 Ferreira, t\u00e9cnico de Giovanna no Esporte Clube Pinheiros, de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em Paris, a nadadora pode disputar uma prova individual pela primeira vez em uma Olimp\u00edada. Em T\u00f3quio, no ano passado, ela competiu no revezamento 4&#215;200 m medley misto, ao lado de Guilherme Basseto, Felipe Lima e Stephanie Balduccini.<\/p>\n<p>A paulista, ali\u00e1s, acumula uma s\u00e9rie de estreias desde 2019, come\u00e7ando pelos Jogos Pan-Americanos, em Lima (Peru). Em 2021, al\u00e9m da Olimp\u00edada, Giovanna disputou pela primeira vez o Mundial de Piscina Curta, em Abu Dhabi (Emirados \u00c1rabes Unidos). J\u00e1 neste ano, debutou no Campeonato Mundial de Esportes Aqu\u00e1ticos,\u00a0em Budapeste (Hungria), onde nadou quatro revezamentos, al\u00e9m dos 100 m borboleta, atingindo a melhor marca da vida (57s87), quase chegando \u00e0 final.<\/p>\n<p>&#8220;A Olimp\u00edada, principalmente, foi uma virada de chave que eu precisava para, realmente, colocar a nata\u00e7\u00e3o em outro patamar. As competi\u00e7\u00f5es internacionais s\u00e3o completamente diferentes das que temos no Brasil. Cada oportunidade que a gente tem de\u00a0ter\u00a0essa experi\u00eancia l\u00e1 fora acaba acrescentando para as pr\u00f3ximas&#8221;, analisou a nadadora, que estreia em Melbourne\u00a0por volta das\u00a022h (hor\u00e1rio de Bras\u00edlia) desta\u00a0segunda, nas\u00a0quarta\u00a0bateria das eliminat\u00f3rias dos 50 m borboleta.<\/p>\n<h2>Comiss\u00e3o de Atletas<\/h2>\n<p>Fora das piscinas, Giovanna tem participa\u00e7\u00e3o ativa nos bastidores. Ela integra a Comiss\u00e3o de Atletas da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Desportos Aqu\u00e1ticos (CBDA). Em 2020, a paulista foi uma das vozes que contestaram o fato de apenas uma mulher, entre 15 nadadores, integrar o grupo da Miss\u00e3o Europa, do Comit\u00ea Ol\u00edmpico do Brasil (COB), que viajou para treinamentos em Portugal, no princ\u00edpio da pandemia da covid-19.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, a CBDA disse\u00a0ter\u00a0estabelecido como crit\u00e9rio a convoca\u00e7\u00e3o de atletas que registraram, em 2019, tempos dentro da marca &#8220;A&#8221; do Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional (COI). Neste cen\u00e1rio, somente duas nadadoras &#8211; Etiene Medeiros e Viviane Jungblut &#8211; atendiam, \u00e0 \u00e9poca, aos requisitos, sendo que Etiene optou por n\u00e3o viajar, por ser asm\u00e1tica, portanto, grupo de risco da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Ter\u00edamos uma Olimp\u00edada com muitas mulheres nadando, classificando revezamentos, e n\u00e3o deram oportunidade \u00e0s meninas [de] treinar em um momento que est\u00e1vamos vivendo um caos, [com] tudo fechado. [Desde ent\u00e3o] A CBDA come\u00e7ou a ouvir mais a gente&#8221;, recordou Giovanna.<\/p>\n<p>No Mundial de Budapeste, as mulheres da nata\u00e7\u00e3o brasileira tiveram o melhor desempenho na hist\u00f3ria do evento. Apesar de n\u00e3o terem conquistado medalhas, elas estiveram em sete das 14 finais com nadadores do pa\u00eds. Quatro foram individuais, sendo duas com Viviane Jungblut (feito in\u00e9dito em uma mesma edi\u00e7\u00e3o do torneio) e uma delas, a dos 1.500 m livre, com duas atletas: Viviane e Beatriz Dizzoti. Houve, ainda, presen\u00e7a nas finais dos revezamentos femininos 4&#215;100 e 4&#215;200 m livre e no 4&#215;100 m livre misto. Os tr\u00eas com Giovanna na equipe.<\/p>\n<p>&#8220;Quando voc\u00ea d\u00e1 oportunidade e visibilidade, mostra o quanto as mulheres conseguem colher de resultado. [No Mundial] Entramos em finais de revezamento [o que n\u00e3o ocorria, no feminino, desde 2009], fizemos resultados melhores que alguns homens. Quando voc\u00ea d\u00e1 a chance de competirmos, mostramos, realmente, onde as mulheres podem chegar&#8221;, concluiu a nadadora.<\/p>\n<h2>Brasil em Melbourne<\/h2>\n<p>Al\u00e9m de Giovanna, o Brasil ser\u00e1 representado, em Melbourne, por Stephanie Balduccini, Leonardo Coelho, Breno Correia, Jo\u00e3o Gomes J\u00fanior, Caio Pumputis, Gabrielle Roncatto, Gabriel Santos, Pedro Spajari e Nicholas Santos. Este \u00faltimo, aos 42 anos, \u00e9 tamb\u00e9m o brasileiro que mais vezes foi ao p\u00f3dio no Mundial de Piscina Curta. S\u00e3o 11 medalhas\u00a0no evento, sendo cinco douradas, a \u00faltima nos 50 m borboleta, na edi\u00e7\u00e3o de 2021. Ele \u00e9 o nadador mais velho a conquistar um t\u00edtulo deste n\u00edvel nas piscinas.<\/p>\n<p>No Mundial passado, em Abu Dhabi, a nata\u00e7\u00e3o brasileira foi ao p\u00f3dio tr\u00eas vezes. Al\u00e9m do ouro de Nicholas Santos, vieram dois bronzes. Um no revezamento 4&#215;200 m livre masculino, com Breno Correia, Kaique Alves, Murilo Sartori e Fernando Scheffer. Outro nos 50 m peito, tamb\u00e9m entre os homens, com Jo\u00e3o Gomes J\u00fanior. O pa\u00eds ficou em 12\u00ba lugar no quadro de medalhas.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os dez nadadores brasileiros que disputam, a partir desta\u00a0segunda-feira (12), o Campeonato Mundial de Piscina Curta, de 25 metros, Giovanna Diamante \u00e9 quem inicia o torneio mais embalada. 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