{"id":207606,"date":"2022-12-09T19:42:56","date_gmt":"2022-12-09T22:42:56","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=207606"},"modified":"2022-12-09T19:42:56","modified_gmt":"2022-12-09T22:42:56","slug":"inflacao-oficial-e-de-041-em-novembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=207606","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o oficial \u00e9 de 0,41% em novembro"},"content":{"rendered":"<p>Puxado pelo aumento de pre\u00e7os de combust\u00edveis e alimentos, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, foi de 0,41%, em novembro deste ano. Apesar da alta, o resultado foi menor do que o registrado em outubro, de 0,59%, e em novembro de 2021, de 0,95%.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1497706&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1497706&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Antes desses dois aumentos, o \u00edndice teve tr\u00eas meses de defla\u00e7\u00e3o, de 0,68% em julho, 0,36% em agosto e 0,29% em setembro.<\/p>\n<p>No ano, o IPCA acumula alta de 5,13% e, nos \u00faltimos 12 meses, de 5,90%. Os dados foram divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Dos nove grupos de produtos e servi\u00e7os pesquisados, sete tiveram alta em novembro. Os maiores impactos no \u00edndice do m\u00eas vieram de Transportes (0,83%), que inclui combust\u00edveis, e Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas (0,53%). Juntos, os dois grupos contribu\u00edram com cerca de 71% do IPCA de novembro.<\/p>\n<p>A maior varia\u00e7\u00e3o, por sua vez, veio de Vestu\u00e1rio (1,10%), cujo resultado ficou acima de 1% pelo quarto m\u00eas consecutivo. O grupo Sa\u00fade e cuidados pessoais (0,02%) desacelerou em rela\u00e7\u00e3o a outubro (1,16%) e ficou pr\u00f3ximo da estabilidade, enquanto Habita\u00e7\u00e3o (0,51%) superou o m\u00eas anterior (0,34%). Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,68% em Artigos de resid\u00eancia e a alta de 0,21% em Despesas pessoais.<\/p>\n<h2>Combust\u00edveis e alimentos<\/h2>\n<p>A alta dos Transportes (0,83%) deve-se principalmente ao aumento dos combust\u00edveis (3,29%), que haviam recuado 1,27% em outubro. Os pre\u00e7os do etanol (7,57%), da gasolina (2,99%) e do \u00f3leo diesel (0,11%) subiram em novembro. A exce\u00e7\u00e3o foi o g\u00e1s veicular, com queda de 1,77%. A gasolina exerceu o maior impacto individual no \u00edndice do m\u00eas, de 0,14 ponto percentual.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos combust\u00edveis, destacam-se as altas de emplacamento e licen\u00e7a (1,72%), autom\u00f3vel novo (0,50%) e seguro volunt\u00e1rio de ve\u00edculo (0,97%). No lado das quedas, os pre\u00e7os das passagens a\u00e9reas recuaram 9,80%, ap\u00f3s as altas de 8,22% em setembro e 27,38% em outubro.<\/p>\n<p>O grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas teve alta de 0,53%, puxado pelos alimentos para consumo no domic\u00edlio (0,58%). As maiores varia\u00e7\u00f5es vieram da cebola (23,02%) e do tomate (15,71%), cujos pre\u00e7os j\u00e1 haviam subido em outubro, 9,31% e 17,63%, respectivamente. Al\u00e9m disso, houve alta nos pre\u00e7os das frutas (2,91%) e do arroz (1,46%).<\/p>\n<h2>Quedas<\/h2>\n<p>O destaque no lado das quedas foi o leite longa vida, que ficou 7,09% mais barato, assim como j\u00e1 havia acontecido nos meses anteriores. No ano, a varia\u00e7\u00e3o acumulada do produto, que chegou a 77,84% em julho, est\u00e1 agora em 31,20%. Houve recuo tamb\u00e9m nos pre\u00e7os do frango em peda\u00e7os, que caiu 1,75% e do queijo, queda de 1,38%.<\/p>\n<p>A varia\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio (0,39%) ficou abaixo do m\u00eas anterior (0,49%). Enquanto a refei\u00e7\u00e3o desacelerou de 0,61% em outubro para 0,36% em novembro, o lanche seguiu caminho inverso, passando de 0,30% para 0,42%.<\/p>\n<p>No grupo Vestu\u00e1rio (1,10%), todos os itens tiveram varia\u00e7\u00e3o positiva, exceto joias e bijuterias, com queda de 0,10%. Os destaques foram as roupas femininas (1,46%) e infantis (1,34%), al\u00e9m dos cal\u00e7ados e acess\u00f3rios (1,03%). Em 12 meses, o grupo acumula alta de 18,65%.<\/p>\n<p>A desacelera\u00e7\u00e3o no grupo Sa\u00fade e cuidados pessoais (0,02%) vem principalmente da mudan\u00e7a de comportamento nos pre\u00e7os dos artigos de higiene pessoal, que passaram de alta de 2,28% em outubro para queda de 0,98% em novembro. Dois subitens se destacam: perfumes e artigos de maquiagem, com quedas de 4,87% e 3,24%, respectivamente. No lado das altas, a maior contribui\u00e7\u00e3o veio dos planos de sa\u00fade (1,20%).<\/p>\n<p>O resultado do grupo Habita\u00e7\u00e3o (0,51%) foi puxado pelas altas do aluguel residencial (0,80%) e da energia el\u00e9trica residencial (0,56%). No caso da energia el\u00e9trica, as \u00e1reas tiveram varia\u00e7\u00f5es entre queda de 2,93% em Vit\u00f3ria at\u00e9 alta de 19,85% em Bras\u00edlia, onde as tarifas para os clientes residenciais de baixa tens\u00e3o foram reajustadas em 21,54%, a partir de 3 de novembro.<\/p>\n<p>Ainda em Habita\u00e7\u00e3o, cabe ressaltar as quedas de 0,37% do g\u00e1s de botij\u00e3o e de 0,70% do g\u00e1s encanado. O pre\u00e7o do botij\u00e3o de 13 kg vendido nas refinarias foi reduzido em 5,28% a partir do dia 17 de novembro. No caso do g\u00e1s encanado, houve redu\u00e7\u00e3o de 2,47% na tarifa cobrada no Rio de Janeiro v\u00e1lida desde 1\u00ba de novembro, com queda de 2,17% na infla\u00e7\u00e3o do subitem.<\/p>\n<p>Por regi\u00e3o, todas as \u00e1reas pesquisada tiveram varia\u00e7\u00e3o positiva em novembro. O maior \u00edndice foi de Bras\u00edlia (1,03%), por conta da alta da energia el\u00e9trica (19,85%). J\u00e1 a menor varia\u00e7\u00e3o foi em Vit\u00f3ria (0,09%), especialmente por conta da queda de 22,25% nos pre\u00e7os das passagens a\u00e9reas.<\/p>\n<h2>INPC<\/h2>\n<p>Tamb\u00e9m divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) com alta de 0,38% em novembro, abaixo do resultado de outubro, de 0,47%, e de novembro de 2021, quando foi de 0,84%. No ano, o indicador acumula alta de 5,21% e, nos \u00faltimos 12 meses, de 5,97%.<\/p>\n<p>Os produtos aliment\u00edcios passaram de 0,60% em outubro para 0,55% em novembro. Os pre\u00e7os dos n\u00e3o aliment\u00edcios tamb\u00e9m subiram menos, indo de 0,43% em outubro para 0,32% em novembro.<\/p>\n<p>Nos \u00edndices regionais, apenas Aracaju teve varia\u00e7\u00e3o negativa em novembro, de 0,04%, principalmente devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de 13,03% nos pre\u00e7os do leite longa vida. J\u00e1 a maior varia\u00e7\u00e3o ocorreu em Bras\u00edlia (1,20%), puxada pela alta da energia el\u00e9trica (19,36%).<\/p>\n<p>O IPCA reflete a infla\u00e7\u00e3o para as fam\u00edlias com rendimentos de um a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos e o INPC abrange as fam\u00edlias com rendimentos de um a cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es pesquisadas s\u00e3o as metropolitanas de Bel\u00e9m, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vit\u00f3ria, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Curitiba e Porto Alegre, al\u00e9m do Distrito Federal e dos munic\u00edpios de Goi\u00e2nia, Campo Grande, Rio Branco, S\u00e3o Lu\u00eds e Aracaju.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Puxado pelo aumento de pre\u00e7os de combust\u00edveis e alimentos, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, foi de 0,41%, em novembro deste ano. 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