{"id":207483,"date":"2022-12-07T18:43:49","date_gmt":"2022-12-07T21:43:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=207483"},"modified":"2022-12-07T18:43:49","modified_gmt":"2022-12-07T21:43:49","slug":"copom-mantem-juros-basicos-da-economia-em-1375-ao-ano-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=207483","title":{"rendered":"Copom mant\u00e9m juros b\u00e1sicos da economia em 13,75% ao ano"},"content":{"rendered":"<p>Apesar do repique recente na infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central (BC) n\u00e3o mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) manteve a taxa Selic, juros b\u00e1sicos da economia, em 13,75% ao ano. A decis\u00e3o era\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2022-12\/projecao-de-inflacao-oficial-para-2022-sobe-de-591-para-592\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">esperada pelos analistas financeiros<\/a>.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1497369&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1497369&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>A taxa continua no maior n\u00edvel desde janeiro de 2017, quando tamb\u00e9m estava em 13,75% ao ano. Essa foi a terceira vez seguida em que o BC n\u00e3o mexe na taxa, que permanece nesse n\u00edvel desde agosto. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que come\u00e7ou em meio \u00e0 alta dos pre\u00e7os de alimentos, de energia e de combust\u00edveis.<\/p>\n<p>De mar\u00e7o a junho do ano passado, o Copom elevou a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No in\u00edcio de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reuni\u00e3o. Com a alta da infla\u00e7\u00e3o e o agravamento das tens\u00f5es no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de outubro do ano passado at\u00e9 fevereiro deste ano. O Copom promoveu dois aumentos de 1 ponto, em mar\u00e7o e maio, e dois aumentos de 0,5 ponto, em junho e agosto.<\/p>\n<p>Antes do in\u00edcio do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no n\u00edvel mais baixo da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1986. Por causa da contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da hist\u00f3ria de agosto de 2020 a mar\u00e7o de 2021.<\/p>\n<h2>Infla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A Selic \u00e9 o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Em outubro, o\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2022-11\/inflacao-sobe-059-em-outubro-apos-tres-meses-de-deflacao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">indicador fechou em 6,47% no acumulado de 12 meses\u00a0<\/a>. Esse foi o primeiro m\u00eas de infla\u00e7\u00e3o positiva ap\u00f3s tr\u00eas defla\u00e7\u00f5es consecutivas, motivado pela alta no pre\u00e7o dos combust\u00edveis e dos alimentos.<\/p>\n<p>Apesar da desacelera\u00e7\u00e3o do IPCA de julho a setembro, o valor est\u00e1 acima do teto da meta de infla\u00e7\u00e3o. Para 2022, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) fixou meta de infla\u00e7\u00e3o de 3,5%, com margem de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, n\u00e3o podia superar 5% neste ano nem ficar abaixo de 2%.<\/p>\n<p>No\u00a0<em>Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monet\u00e1ria estimava que o IPCA fecharia 2022\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2022-09\/bc-eleva-projecao-de-crescimento-da-economia-de-17-para-27\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em 5,8% no cen\u00e1rio base<\/a>. A proje\u00e7\u00e3o, no entanto, pode ser revista dependendo da evolu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o dos combust\u00edveis no trimestre final do ano. A nova vers\u00e3o do relat\u00f3rio ser\u00e1 divulgada no fim de dezembro.<\/p>\n<p>As previs\u00f5es do mercado est\u00e3o menos otimistas. De acordo com o boletim\u00a0<em>Focus<\/em>, pesquisa semanal com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgada pelo BC, a infla\u00e7\u00e3o oficial dever\u00e1 fechar o\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2022-12\/projecao-de-inflacao-oficial-para-2022-sobe-de-591-para-592\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ano em 5,92%<\/a>. No in\u00edcio de junho, as estimativas do mercado chegavam a 9%.<\/p>\n<h2>Cr\u00e9dito mais caro<\/h2>\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o da taxa Selic ajuda a controlar a infla\u00e7\u00e3o. Isso porque juros maiores encarecem o cr\u00e9dito e desestimulam a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recupera\u00e7\u00e3o da economia. No \u00faltimo\u00a0<em>Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o<\/em>, o Banco Central projetava\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2022-09\/bc-eleva-projecao-de-crescimento-da-economia-de-17-para-27\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">crescimento de 2,7%<\/a>\u00a0para a economia em 2022.<\/p>\n<p>O mercado projeta crescimento maior. Segundo a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do boletim\u00a0<em>Focus<\/em>, os analistas econ\u00f4micos preveem\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2022-12\/projecao-de-inflacao-oficial-para-2022-sobe-de-591-para-592\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">expans\u00e3o de 3,05%<\/a>\u00a0do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos pelo pa\u00eds) neste ano.<\/p>\n<p>A taxa b\u00e1sica de juros \u00e9 usada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic) e serve de refer\u00eancia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust\u00e1-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os pre\u00e7os, porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a.<\/p>\n<p>Ao reduzir os juros b\u00e1sicos, o Copom barateia o cr\u00e9dito e incentiva a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, mas enfraquece o controle da infla\u00e7\u00e3o. Para cortar a Selic, a autoridade monet\u00e1ria precisa estar segura de que os pre\u00e7os est\u00e3o sob controle e n\u00e3o correm risco de subir.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar do repique recente na infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central (BC) n\u00e3o mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) manteve a taxa Selic, juros b\u00e1sicos da economia, em 13,75% ao ano. A decis\u00e3o era\u00a0esperada pelos analistas financeiros. 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