{"id":206709,"date":"2022-11-17T19:12:03","date_gmt":"2022-11-17T22:12:03","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=206709"},"modified":"2022-11-17T19:12:03","modified_gmt":"2022-11-17T22:12:03","slug":"oito-paises-ja-tiveram-a-honra-de-levantar-o-trofeu-de-uma-copa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=206709","title":{"rendered":"Oito pa\u00edses j\u00e1 tiveram a honra de levantar o trof\u00e9u de uma Copa"},"content":{"rendered":"<p>Setenta e nove pa\u00edses j\u00e1 participaram, ao menos uma vez, de uma edi\u00e7\u00e3o de Copa do Mundo. Este ano, o \u00fanico estreante ser\u00e1 o anfitri\u00e3o Catar. A longa lista, no entanto, tem poucos campe\u00f5es: apenas oito na\u00e7\u00f5es j\u00e1 levaram a ta\u00e7a, ou seja, um seleto grupo de dez por cento.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1493910&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1493910&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Uruguai, It\u00e1lia, Alemanha, Brasil, Inglaterra, Argentina, Fran\u00e7a e Espanha s\u00e3o os \u00fanicos campe\u00f5es e, normalmente, favoritos a cada quatro anos.<\/p>\n<p>O caso do Uruguai \u00e9 bem curioso. A camisa oficial apresenta quatro estrelas acima do escudo. Uma autoriza\u00e7\u00e3o da Fifa pelo fato de a equipe celeste ter sido, al\u00e9m de duas vezes campe\u00e3 de uma Copa do Mundo (em 1930, em Montevid\u00e9u, e em 1950, no Rio de Janeiro), duas vezes medalha de ouro ol\u00edmpica numa \u00e9poca anterior \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Mundial de futebol (nos Jogos de Paris, em 1924, e em Amsterdam, em 1928). Ou seja, um tetracampeonato bem particular e question\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para a It\u00e1lia, tetracampe\u00e3, ausente neste Mundial, a era de ouro foi nos anos 30 do s\u00e9culo passado. Da primeira vez em que ergueu a Ta\u00e7a Jules Rimet, o ditador Benito Mussolini foi direto com os jogadores: Vincere o morire (Vencer ou morrer). Os comandados do t\u00e9cnico Vittorio Pozzo (bicampe\u00e3o mundial, em 1934 e em 1938) entenderam claramente o recado e conquistaram a Copa disputada em Roma, al\u00e9m da edi\u00e7\u00e3o seguinte tamb\u00e9m, em Paris. A Segunda Guerra Mundial impediu um tricampeonato italiano, com a interrup\u00e7\u00e3o dos Mundiais entre 1942 e 1946. A trag\u00e9dia com o choque do avi\u00e3o da equipe do Torino em 1949 com o monte Superga acabou com as pretens\u00f5es da Azzurra para 1950. Os outros dois t\u00edtulos vieram na Espanha (1982), com a famosa equipe do carrasco Paolo Rossi, e na Alemanha (2006), numa decis\u00e3o por p\u00eanaltis contra a Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>A Alemanha tamb\u00e9m se orgulha em ser tetracampe\u00e3. Duas Copas foram ganhas quando ela sequer era a favorita na final. No Mundial da Su\u00ed\u00e7a (1954) poucos apostavam numa vit\u00f3ria dos alem\u00e3es-ocidentais diante da Hungria. Aos 8 minutos do primeiro tempo os germ\u00e2nicos j\u00e1 perdiam por 2 a 0, mas conseguiram virar a partida para 3 a 2 e ainda viram o \u00e1rbitro anular o que seria o gol de empate h\u00fangaro no \u00faltimo minuto. Em 1974, tamb\u00e9m de virada, bateram a Holanda, em Munique, por 2 a 1. Depois conseguiram dois t\u00edtulos em cima da Argentina, ganhando por 1 a 0 em Roma (1990) e no Rio de Janeiro (2014).<\/p>\n<p>Os ingleses, que criaram as regras do esporte no s\u00e9culo XIX, conquistaram seu \u00fanico t\u00edtulo atuando em casa. No Mundial de 1966, jogando todas as partidas sem precisar sair de Londres, a Inglaterra ergueu a Ta\u00e7a Jules Rimet para alegria da Rainha Elizabeth, que estava na tribuna do Est\u00e1dio de Wembley.<\/p>\n<p>Os argentinos, t\u00e3o fan\u00e1ticos por futebol, enaltecem at\u00e9 hoje seus t\u00edtulos do passado. A primeira conquista veio em 1978 na Copa realizada na pr\u00f3pria Argentina. Numa \u00e9poca em que boa parte da Am\u00e9rica do Sul era comandada por militares, a visita do ditador argentino Jorge Rafael Videla ao vesti\u00e1rio dos peruanos \u00e0s v\u00e9speras de um jogo importante despertou suspeitas. Havia uma liga\u00e7\u00e3o cordial entre o general Videla e o presidente peruano, o tamb\u00e9m general Francisco Morales Berm\u00fadez. Mais que isso, o filho de Berm\u00fadez era justamente o chefe da delega\u00e7\u00e3o peruana na Copa de 1978. Os portenhos venceram o Peru por 6 a 0, eliminaram o Brasil no saldo de gols e se classificaram para a final contra a Holanda, onde ganharam licitamente por 3 a 1. Em 1986, no M\u00e9xico, foi a vez de Maradona jogar praticamente sozinho e erguer a ta\u00e7a do mundo. As arrancadas do camisa 10 impressionaram e fizeram muita gente duvidar se o futebol era mesmo um jogo coletivo.<\/p>\n<p>Os franceses tamb\u00e9m s\u00e3o campe\u00f5es duas vezes, muito gra\u00e7as a um processo de miscigena\u00e7\u00e3o do pa\u00eds que, abrindo suas fronteiras a africanos vindos das ex-col\u00f4nias, melhorou consideravelmente sua equipe nacional com os filhos desses imigrantes. Dessa forma, em 1998, em Saint-Denis, a Fran\u00e7a, comandada pelo filho de argelinos Zinedine Zidane massacrou a sele\u00e7\u00e3o brasileira por 3 a 0. E, em 2018, com jogadores do quilate de Kant\u00e9, Pogba e Mbapp\u00e9 (filho de um camaron\u00eas com uma argelina), a equipe chegou ao t\u00edtulo com outro passeio na final em Moscou: 4 a 2 na Cro\u00e1cia.<\/p>\n<p>Os espanh\u00f3is viveram momentos m\u00e1gicos entre 2008 e 2012, conquistando duas Eurocopas e o Mundial da \u00c1frica do Sul (2010). Por mais que o toque de bola fosse envolvente, a F\u00faria fazia poucos gols (anotou apenas oito em sete jogos), mas venceu a Copa na base de sucessivas vit\u00f3rias por 1 a 0.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desses sete campe\u00f5es, h\u00e1 o Brasil. Os pentacampe\u00f5es mundiais ergueram a Ta\u00e7a Jules Rimet na Su\u00e9cia (1958), no Chile (1962) e no M\u00e9xico (1970) e a Ta\u00e7a Copa do Mundo nos Estados Unidos (1994) e no Jap\u00e3o\/Coreia do Sul (2002). Nas cinco campanhas, 28 vit\u00f3rias, 4 empates e nenhuma derrota e a consagra\u00e7\u00e3o de que o pa\u00eds do futebol \u00e9 mesmo aqui. Quando Bellini, Mauro Ramos de Oliveira, Carlos Alberto Torres, Dunga e Cafu levantaram o caneco em cada uma das vezes os milh\u00f5es de brasileiros foram \u00e0s ruas comemorar e viveram emo\u00e7\u00f5es t\u00e3o fortes que, a cada quatro anos, todos querem sentir novamente o prazer de gritar: \u00e9 campe\u00e3o! Para quem \u00e9 um verdadeiro pap\u00e3o de t\u00edtulos, o jejum est\u00e1 longo demais&#8230;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setenta e nove pa\u00edses j\u00e1 participaram, ao menos uma vez, de uma edi\u00e7\u00e3o de Copa do Mundo. Este ano, o \u00fanico estreante ser\u00e1 o anfitri\u00e3o Catar. 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