{"id":206628,"date":"2022-11-16T22:06:18","date_gmt":"2022-11-17T01:06:18","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=206628"},"modified":"2022-11-16T22:06:18","modified_gmt":"2022-11-17T01:06:18","slug":"em-2020-1o-ano-da-pandemia-pib-recua-em-24-unidades-da-federacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=206628","title":{"rendered":"Em 2020, 1\u00ba ano da pandemia, PIB recua em 24 unidades da Federa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Em 2020, primeiro ano da pandemia de covid-19, o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) do Brasil atingiu R$ 7,6 trilh\u00f5es, recuo de 3,3%. Houve quedas no PIB em\u00a024 das 27 unidades da Federa\u00e7\u00e3o, estabilidade no estado de Mato Grosso e varia\u00e7\u00f5es positivas em Mato Grosso do Sul (0,2%) e Roraima (0,1%).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1493795&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1493795&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es constam das Contas Regionais 2020, elaboradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) em parceria com os \u00f3rg\u00e3os estaduais de estat\u00edstica, secretarias estaduais de governo e Superintend\u00eancia da Zona Franca de Manaus (Suframa).<\/p>\n<p>O Rio Grande do Sul teve a maior queda em volume (-7,2%), seguido pelo\u00a0Cear\u00e1 (-5,7%), Rio Grande do Norte (-5%), Esp\u00edrito Santo (-4,4%), Rond\u00f4nia (-4,4%) e Bahia (-4,4%). Os demais recuos foram em Alagoas (-4,2%), Acre (-4,2%), Pernambuco (-4.1%%), Para\u00edba (-4,0%), Piau\u00ed (-3,5%) e S\u00e3o Paulo (-3,5%).<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, no Rio Grande do Sul, o resultado foi provocado\u00a0pela agricultura, que sofreu impacto\u00a0da\u00a0estiagem em 2020, e pelas ind\u00fastrias de transforma\u00e7\u00e3o, devido ao segmento de prepara\u00e7\u00e3o de couros.<\/p>\n<p>No Sudeste, o volume do PIB foi igual ao nacional (-3,3%), com retra\u00e7\u00e3o mais acentuada no Esp\u00edrito Santo (-4,4%), seguido\u00a0por S\u00e3o Paulo (-3,5%), Minas Gerais (-3%) e Rio\u00a0de Janeiro\u00a0(-2,9%).<\/p>\n<p>A Regi\u00e3o Sul teve a maior queda em volume do PIB (-4,2%), entre 2019 e 2020, devido principalmente ao desempenho do\u00a0Rio Grande do Sul (-7,2%).<\/p>\n<p>J\u00e1 o Centro-Oeste foi a regi\u00e3o de menor queda em volume (-1,3%), influenciado por\u00a0Mato Grosso do Sul (0,2%), e Mato Grosso, que se manteve est\u00e1vel.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, oito unidades da Federa\u00e7\u00e3o trocaram de posi\u00e7\u00e3o no\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0de participa\u00e7\u00e3o no PIB\u00a0entre 2019 e 2020. Ao longo da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2002, apenas em 2014 e 2016 o n\u00famero de movimenta\u00e7\u00e3o\u00a0de posi\u00e7\u00f5es foi maior. \u201cO Paran\u00e1 avan\u00e7ou da\u00a0quinta\u00a0para a\u00a0quarta\u00a0posi\u00e7\u00e3o, devido ao seu ganho relativo na agropecu\u00e1ria nacional, enquanto no Rio Grande do Sul\u00a0a perda de posi\u00e7\u00e3o refletiu sua redu\u00e7\u00e3o em volume e em participa\u00e7\u00e3o na mesma atividade\u201d, diz o IBGE.<\/p>\n<p>O Par\u00e1, devido ao ganho relativo atrelado \u00e0s ind\u00fastrias extrativas, avan\u00e7ou da 11\u00aa para a 10\u00aa posi\u00e7\u00e3o, ocupando em 2020 a coloca\u00e7\u00e3o que at\u00e9 o ano anterior era de Pernambuco.<\/p>\n<p>Mato Grosso, que tamb\u00e9m se destacou em 2020 pelo desempenho da agropecu\u00e1ria, avan\u00e7ou para a 12\u00aa posi\u00e7\u00e3o, ultrapassando o Cear\u00e1, que caiu para a 13\u00aa posi\u00e7\u00e3o. Mato Grosso do Sul subiu uma posi\u00e7\u00e3o, para a 15\u00aa, enquanto o Amazonas caiu para a 16\u00aa, pois o primeiro elevou sua participa\u00e7\u00e3o no PIB\u00a0de 1,4% para 1,6%, enquanto o segundo manteve-se com 1,5%\u00a0entre 2019 e 2020.<\/p>\n<p>\u201cHouve muita troca de posi\u00e7\u00e3o, muito mais que nos anos recentes. Isso \u00e9 reflexo do primeiro ano da pandemia e da forma como ela ocorreu, diferentemente entre as unidades da Federa\u00e7\u00e3o. A agropecu\u00e1ria cresceu 4,2%, mas representa cerca de 5% do PIB nacional, enquanto nos estados do Centro-Oeste chega a 20% do valor adicionado, o que compensou parcialmente a queda nos servi\u00e7os. O Rio Grande do Sul foi um dos poucos estados onde a agropecu\u00e1ria n\u00e3o colaborou, devido a problemas clim\u00e1ticos\u201d, disse a gerente de Contas Regionais do IBGE, Alessandra Po\u00e7a.<\/p>\n<p>De acordo com a gerente, em 2020,\u00a0a agropecu\u00e1ria\u00a0teve\u00a0supersafras (\u00e0 exce\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul) e aumento do pre\u00e7o das\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0como soja, milho, caf\u00e9\u00a0e gr\u00e3os de uma maneira geral na agricultura, como tamb\u00e9m aumento nos pre\u00e7os dos produtos da pecu\u00e1ria, contribuindo para o resultado dos estados que t\u00eam produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria relevante em suas economias.<\/p>\n<p>No Sudeste, \u00fanica regi\u00e3o a perder participa\u00e7\u00e3o no PIB no per\u00edodo, Rio\u00a0de Janeiro\u00a0e S\u00e3o Paulo apresentaram redu\u00e7\u00e3o de 0,7 ponto percentual e 0,6 ponto percentual, respectivamente. No estado do Rio, o recuo foi motivado pelas ind\u00fastrias extrativas, com a queda de pre\u00e7o de petr\u00f3leo e g\u00e1s, enquanto em S\u00e3o Paulo, devido \u00e0s perdas nas atividades financeiras, de seguros e servi\u00e7os relacionados e em alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre os demais estados da regi\u00e3o, Minas Gerais teve ganho de 0,2 ponto percentual\u00a0devido ao cultivo de caf\u00e9, e o Esp\u00edrito Santo perdeu 0,1 ponto percentual, tamb\u00e9m afetado pelas ind\u00fastrias extrativas.<\/p>\n<p>\u201cNo Sudeste, S\u00e3o Paulo, Rio\u00a0de Janeiro\u00a0e Esp\u00edrito Santo perderam participa\u00e7\u00e3o. O Esp\u00edrito Santo perdeu porque o petr\u00f3leo teve queda de pre\u00e7os e sua produ\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio ainda n\u00e3o se recuperou ap\u00f3s o acidente de Brumadinho (MG), cuja produ\u00e7\u00e3o era pelotizada e escoada pelo Esp\u00edrito Santo. O desempenho positivo do caf\u00e9 n\u00e3o compensou as perdas em outros setores da economia capixaba\u201d, afirmou Alessandra.<\/p>\n<h2>PIB\u00a0per capita<\/h2>\n<p>O PIB<em>\u00a0per capita<\/em>\u00a0do Brasil, em 2020, foi R$ 35.935,74 e aumentou 2,2% ante 2019. O Distrito Federal manteve o maior PIB\u00a0<em>per capita<\/em>\u00a0(R$\u00a087.016,16), 2,4\u00a0vezes maior que o PIB\u00a0<em>per capita<\/em>\u00a0do pa\u00eds. Na segunda posi\u00e7\u00e3o aparece S\u00e3o Paulo (R$ 51.364,73) e em seguida, Mato Grosso (R$ 50.663,19) ocupando a posi\u00e7\u00e3o que historicamente pertencia ao Rio\u00a0de Janeiro.<\/p>\n<p>Entre os estados com o menor PIB\u00a0<em>per capita<\/em>\u00a0em 2020, Piau\u00ed e Maranh\u00e3o ocuparam a 26\u00aa e a 27\u00aa posi\u00e7\u00f5es, respectivamente. Abaixo da vig\u00e9sima posi\u00e7\u00e3o no\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0est\u00e3o quase exclusivamente estados do Nordeste, sendo o Acre a \u00fanica exce\u00e7\u00e3o, no 23\u00ba lugar.<\/p>\n<p>Em 2020, a remunera\u00e7\u00e3o dos empregados perdeu participa\u00e7\u00e3o pelo quarto ano seguido, caindo de 43,5% em 2019 para 42%. Pela primeira vez, a remunera\u00e7\u00e3o dos empregados deixou de ser o principal componente do PIB, pela \u00f3tica da renda.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2020, primeiro ano da pandemia de covid-19, o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) do Brasil atingiu R$ 7,6 trilh\u00f5es, recuo de 3,3%. 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