{"id":206521,"date":"2022-11-11T17:55:13","date_gmt":"2022-11-11T20:55:13","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=206521"},"modified":"2022-11-11T17:55:13","modified_gmt":"2022-11-11T20:55:13","slug":"ibge-renda-media-de-trabalhador-branco-e-757-maior-que-de-pretos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=206521","title":{"rendered":"IBGE: renda m\u00e9dia de trabalhador branco \u00e9 75,7% maior que de pretos"},"content":{"rendered":"<p>Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgado\u00a0hoje\u00a0(11) mostra\u00a0a cor como fator relevante na diferencia\u00e7\u00e3o do rendimento mensal m\u00e9dio dos trabalhadores no pa\u00eds em 2021. De acordo com o levantamento, os brancos ganham R$ 3.099 em m\u00e9dia. Esse valor \u00e9 75,7% maior do que o registrado entre os pretos, que \u00e9 de R$ 1.764. Tamb\u00e9m supera em 70,8% a renda m\u00e9dia de R$ 1.814 dos trabalhadores pardos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1493324&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1493324&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Mesmo entre pessoas com n\u00edvel superior completo, persiste uma dist\u00e2ncia significativa. Nesse grupo, o rendimento m\u00e9dio por hora dos brancos foi cerca de 50% maior que o dos pretos e cerca de 40% superior ao dos pardos. Al\u00e9m disso, embora representem 53,8% dos trabalhadores do pa\u00eds, pretos e pardos ocuparam em 2021 apenas 29,5% dos cargos gerenciais.<\/p>\n<p>Os brancos tamb\u00e9m t\u00eam sido menos afetados pelo desemprego. A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o em 2021 para eles \u00e9 de 11,3%. Entre a popula\u00e7\u00e3o preta \u00e9 de 16,5% e para a popula\u00e7\u00e3o parda, de 16,2%.<\/p>\n<p>Os dados revelam ainda diferen\u00e7as na informalidade: apenas os brancos se situam abaixo do \u00edndice nacional de 40,1%. Segundo o IBGE, &#8220;a informalidade no mercado de trabalho est\u00e1 associada, muitas vezes, ao trabalho prec\u00e1rio e \u00e0 aus\u00eancia de prote\u00e7\u00e3o social&#8221;. Ela envolve trabalhadores que podem enfrentar dificuldades para acesso a direitos b\u00e1sicos, como a aposentadoria e a garantia de remunera\u00e7\u00e3o igual ou superior ao sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de pessoas pobres no pa\u00eds tamb\u00e9m \u00e9 bastante distinta no recorte por cor. Entre os brancos, 18,6% est\u00e3o abaixo da linha da pobreza, isto \u00e9, vivem com menos de US$ 5,50 por dia conforme uma das classifica\u00e7\u00f5es do Banco Mundial. O percentual praticamente dobra entre pretos (34,5%) e pardos (38,4%).<\/p>\n<p>Intitulado\u00a0Desigualdades Sociais por Cor ou Ra\u00e7a no Brasil, o estudo faz um cruzamento de dados extra\u00eddos de mais\u00a012 pesquisas do pr\u00f3prio IBGE. Ele est\u00e1 em sua\u00a0segunda\u00a0edi\u00e7\u00e3o. A primeira, divulgada em 2019, foi mais enxuta: indicadores sobre mercado de trabalho e distribui\u00e7\u00e3o de rendimento, por exemplo, n\u00e3o integraram o levantamento. De acordo com o IBGE, &#8220;as desigualdades raciais s\u00e3o importantes vetores de an\u00e1lise das desigualdades sociais no Brasil, ao revelar\u00a0no tempo e no espa\u00e7o a maior vulnerabilidade socioecon\u00f4mica das popula\u00e7\u00f5es de cor ou ra\u00e7a preta, parda e ind\u00edgena&#8221;.<\/p>\n<h2>Outros indicadores<\/h2>\n<p>O estudo traz ainda informa\u00e7\u00f5es atualizadas sobre patrim\u00f4nio, educa\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e ambiente pol\u00edtico dos munic\u00edpios. De acordo com o IBGE, h\u00e1 um acesso desigual dos diferentes grupos populacionais a bens e servi\u00e7os b\u00e1sicos necess\u00e1rios ao bem-estar, como sa\u00fade, ensino, moradia, trabalho e renda.<\/p>\n<p>Foi constatado que\u00a0nos domic\u00edlios de pessoas brancas\u00a0h\u00e1 maior presen\u00e7a de praticamente todos os bens dur\u00e1veis analisados: geladeira, televis\u00e3o, m\u00e1quina de lavar, forno, micro-ondas, autom\u00f3vel, computador, ar-condicionado,\u00a0<em>tablet<\/em>\u00a0e\u00a0<em>freezer<\/em>. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o foram as motocicletas, que aparecem com maior frequ\u00eancia em domic\u00edlios de pessoas pardas. No campo, entre os propriet\u00e1rios de terras com mais de 10 mil hectares, 79,1% se declaram brancos, 17,4% pardos e apenas 1,6% eram pretos.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m apresenta um recorte das v\u00edtimas de homic\u00eddio no pa\u00eds em 2020. Entre as pessoas pardas, registra-se a maior taxa, com 34,1 mortes por 100 mil. Na popula\u00e7\u00e3o preta, esse \u00edndice \u00e9 de 21,9 mortes, enquanto entre os brancos \u00e9 de 11,5.<\/p>\n<p>Na educa\u00e7\u00e3o superior, o IBGE encontrou diferentes realidades conforme o curso. Na pedagogia, por exemplo, pretos e pardos representavam 47,8% dos alunos matriculados em 2020. Na enfermagem, eles eram 43,7%. Por outro lado, no curso de medicina, representavam apenas 25%.<\/p>\n<p>Dados de representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nas elei\u00e7\u00f5es municipais de 2020 tamb\u00e9m foram inclu\u00eddos no levantamento. Entre os candidatos a prefeito que realizaram campanhas com arrecada\u00e7\u00e3o superior a R$ 1 milh\u00e3o, 67,5% s\u00e3o brancos.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgado\u00a0hoje\u00a0(11) mostra\u00a0a cor como fator relevante na diferencia\u00e7\u00e3o do rendimento mensal m\u00e9dio dos trabalhadores no pa\u00eds em 2021. De acordo com o levantamento, os brancos ganham R$ 3.099 em m\u00e9dia. 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