{"id":204021,"date":"2022-09-08T14:33:51","date_gmt":"2022-09-08T17:33:51","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=204021"},"modified":"2022-09-08T14:33:51","modified_gmt":"2022-09-08T17:33:51","slug":"dupla-sertaneja-lidera-ciclo-da-paracanoagem-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=204021","title":{"rendered":"Dupla sertaneja lidera ciclo da paracanoagem brasileira"},"content":{"rendered":"<p>Leandro e Leonardo, Jo\u00e3o Paulo e Daniel, Chit\u00e3ozinho e Xoror\u00f3, Zez\u00e9 di Camargo e Luciano, Milion\u00e1rio e Jos\u00e9 Rico&#8230; D\u00e1 para gastar in\u00fameros caracteres elencando duplas sertanejas marcantes da m\u00fasica brasileira. No esporte paral\u00edmpico, \u00e9 tamb\u00e9m uma parceria que leva essa cultura mundo afora, fincando a bandeira verde e amarela no topo. Forjados nos rodeios e nas modas de viola, Fernando Rufino e Igor Tofalini t\u00eam brilhado no ciclo dos Jogos de Paris (Fran\u00e7a), na paracanoagem.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1481071&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1481071&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 exagero. Dias ap\u00f3s conquistar o ouro paral\u00edmpico em T\u00f3quio (Jap\u00e3o), em 2021, Fernando, o \u201cCowboy de A\u00e7o\u201d, foi campe\u00e3o mundial da classe VL2 (prova de canoa para atletas que utilizam os bra\u00e7os e o tronco para a remada) nos 200 metros, em Copenhague (Dinamarca).\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2022-08\/isaquias-queiroz-e-campeao-mundial-no-c1-500-metros-no-canada\">Na edi\u00e7\u00e3o deste ano, em Halifax (Canad\u00e1), quem levou a melhor foi Igor, o \u201cPe\u00e3o das \u00c1guas\u201d, que n\u00e3o esteve na do ano passado, deixando o compatriota em segundo lugar<\/a>. As posi\u00e7\u00f5es se repetiram no Campeonato Parapan-Americano, tamb\u00e9m em Halifax.<\/p>\n<p>A disputa, por\u00e9m, limita-se \u00e0 \u00e1gua. Fora dela, os dois possuem uma forte amizade, com la\u00e7os estreitados pelo esporte e pelas origens. Natural de Itaquira\u00ed (MS), Fernando atuava em rodeios at\u00e9 2005, quando foi atropelado por um \u00f4nibus e lesionou a medula, ficando parapl\u00e9gico. J\u00e1 Igor \u00e9 de Camb\u00e9 (PR) e foi pe\u00e3o por nove anos, at\u00e9 sofrer uma queda na arena e levar um pis\u00e3o de um touro em 2011, fraturando a coluna. Atualmente, treina em Londrina (PR), a 420 quil\u00f4metros de onde mora o Cowboy.<\/p>\n<p>\u201cAprendi com meu primeiro treinador que o esporte \u00e9 passageiro, mas que as amizades ficam. Dentro da \u00e1gua, o pau tora. Fora, toma caf\u00e9 junto e escuta nossas modas de viola. A gente \u00e9 bem ligado, temos uma amizade gostosa, saud\u00e1vel, sem pilantragem, o que \u00e9 muito importante. Nosso dia a dia \u00e9 praticamente igual. Tiramos leite [de vaca], fazemos cerca, mexemos com cavalo, com arame, um manda v\u00eddeo para o outro\u201d, contou Fernando \u00e0\u00a0Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p>\u201cApesar de competirmos na mesma categoria e brigarmos de igual para igual nos treinos e competi\u00e7\u00f5es, nossa origem \u00e9 praticamente a mesma. Isso faz com que as coisas fiquem mais leves, a rotina seja mais gostosa e consigamos conciliar tudo isso. Viver em um ambiente em que voc\u00ea tem um parceiro de treino, um atleta que \u00e9 da mesma cultura sua, \u00e9 muito bacana\u201d, completou Igor.<\/p>\n<p>Se em T\u00f3quio quem competiu foi Fernando, cinco anos antes, o representante sertanejo na Paralimp\u00edada do Rio de Janeiro foi Igor. Apesar de o Cowboy ter conquistado a vaga do Brasil no KL2 (prova de caiaque para atletas que usam bra\u00e7os e troncos para a remada) no Mundial de 2015, em Mil\u00e3o (It\u00e1lia), um problema card\u00edaco fez com que ele fosse cortado a somente dois meses dos Jogos, dando lugar justamente ao Pe\u00e3o das \u00c1guas, que chegou \u00e0 semifinal paral\u00edmpica.<\/p>\n<p>\u201cNa Paralimp\u00edada [do Rio], tinha que ter um boiadeiro [risos]. Acompanhei o Igor nos treinos, na prepara\u00e7\u00e3o, conversamos, estivemos juntos nos Jogos. A gente \u00e9 professoral\u201d, lembrou Fernando.<\/p>\n<p>\u201cO momento mais bacana que vivi foi no Rio, participar daquela edi\u00e7\u00e3o dos Jogos e poder representar um atleta t\u00e3o forte como ele [Cowboy], apesar de ser um momento muito delicado da parte dele. Eu me doei e fiz o que pude para representar o Brasil e um atleta como o Fernando Rufino. Foi gratificante\u201d, recordou Igor.<\/p>\n<p>Com o in\u00edcio promissor dos boiadeiros da paracanoagem na trajet\u00f3ria rumo a Paris, a expectativa de uma dobradinha no p\u00f3dio em 2024 \u00e9 real. O Mundial do ano que vem, em Duisburg (Alemanha), definir\u00e1 os primeiros classificados. Os Jogos na capital francesa reunir\u00e3o cem atletas (50 homens e 50 mulheres) em dez classes (cinco por g\u00eanero). O Comit\u00ea Paral\u00edmpico Internacional (IPC, na sigla em ingl\u00eas) ainda anunciar\u00e1 os crit\u00e9rios para obten\u00e7\u00e3o das vagas.<\/p>\n<p>\u201cAcredito que o Brasil ter\u00e1 dois atletas muito fortes na VL2, que vestem a camisa, tanto eu quanto o Rufino, em treino e competi\u00e7\u00e3o, no frio e na chuva. Estamos todo dia trabalhando para representar muito bem o pa\u00eds. Podemos ter um \u00f3timo resultado em Paris e trazer medalhas, o que seria um feito muito bacana\u201d, projetou o Pe\u00e3o das \u00c1guas.<\/p>\n<p>\u201cTemos na [canoagem] ol\u00edmpica o Isaquias [Queiroz] e o Erlon [Souza] como refer\u00eancias. Na paracanoagem, temos eu e o Igor. Quem ser\u00e1 o campe\u00e3o? \u00c9 na \u00e1gua que decidir\u00e1. Eu entrarei para ganhar e ele tamb\u00e9m. [O Igor] \u00e9 um atleta que tem meu respeito, que veste a camisa. Para ganhar dele, tenho que estar muito bem. Se errar, vou perder. Podemos estar os dois em Paris e disputar o topo l\u00e1\u201d, concluiu o Cowboy de A\u00e7o.<\/p>\n<p>Em T\u00f3quio, o Brasil foi tr\u00eas vezes ao p\u00f3dio. Al\u00e9m do\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2021-09\/fernando-rufino-conquista-ouro-na-canoagem-na-paralimpiada\">ouro de Rufino<\/a>, tamb\u00e9m chegaram l\u00e1 o piauiense\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2021-09\/paralimpiada-luis-carlos-cardoso-e-prata-na-canoagem\">Lu\u00eds Carlos Cardoso (prata na KL1, caiaque para cano\u00edstas que utilizam somente os bra\u00e7os na remada)<\/a>\u00a0e o paranaense\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2021-09\/giovane-de-paula-conquista-prata-na-canoagem-em-toquio\">Giovane Vieira de Paula (bronze na VL3, canoa para atletas sem defici\u00eancia nos membros superiores e com fun\u00e7\u00e3o parcial nos inferiores)<\/a>. Com sete representantes na capital japonesa, o pa\u00eds ficou em terceiro no quadro de medalhas, atr\u00e1s somente de Reino Unido (l\u00edder) e Austr\u00e1lia (segunda).<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leandro e Leonardo, Jo\u00e3o Paulo e Daniel, Chit\u00e3ozinho e Xoror\u00f3, Zez\u00e9 di Camargo e Luciano, Milion\u00e1rio e Jos\u00e9 Rico&#8230; D\u00e1 para gastar in\u00fameros caracteres elencando duplas sertanejas marcantes da m\u00fasica brasileira. No esporte paral\u00edmpico, \u00e9 tamb\u00e9m uma parceria que leva essa cultura mundo afora, fincando a bandeira verde e amarela no topo. 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