{"id":202478,"date":"2022-08-02T20:04:14","date_gmt":"2022-08-02T23:04:14","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=202478"},"modified":"2022-08-02T20:04:14","modified_gmt":"2022-08-02T23:04:14","slug":"comissao-aprova-anistia-a-pms-envolvidos-no-massacre-do-carandiru","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=202478","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o aprova anistia a PMs envolvidos no Massacre do Carandiru"},"content":{"rendered":"<p>Em sua primeira reuni\u00e3o ap\u00f3s o recesso parlamentar\u00a0de julho, a Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a P\u00fablica da C\u00e2mara dos Deputados aprovou nesta\u00a0ter\u00e7a-feira (2) um projeto que defende anistia aos policiais militares processados ou punidos pela atua\u00e7\u00e3o no Massacre do Carandiru, em 1992. De autoria do deputado Capit\u00e3o Augusto (PL-SP),\u00a0apesar de\u00a0ter\u00a0avan\u00e7ado\u00a0hoje,\u00a0o texto ainda tem longo caminho na Casa. Antes de seguir ao plen\u00e1rio, precisa ser\u00a0votado na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ).\u00a0Vencidas essas etapas, se aprovado pelos deputados, a proposta vai \u00e0 an\u00e1lise do Senado.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1474040&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1474040&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Na justificativa\u00a0do texto, o parlamentar argumento que, durante uma rebeli\u00e3o, os policiais t\u00eam que agir de maneira proporcional &#8220;para conter a viol\u00eancia dos rebelados e, assim, cumprir sua miss\u00e3o de manter a ordem p\u00fablica&#8221;. Ele ressaltou que o princ\u00edpio da &#8220;individualiza\u00e7\u00e3o da pena&#8221; n\u00e3o \u00e9 respeitado quando os epis\u00f3dios relacionados ao massacre s\u00e3o julgados e os policiais acabam condenados &#8220;somente por estarem no local do fato&#8221;.<\/p>\n<p>O texto concede anistia aos crimes previstos no C\u00f3digo Penal, nas leis penais especiais, no C\u00f3digo Penal Militar e nas infra\u00e7\u00f5es disciplinares conexas.\u00a0&#8220;Ap\u00f3s quase 30 anos, policiais que atuaram nesse fat\u00eddico epis\u00f3dio ainda enfrentam, de forma injusta e desproporcional, processos judiciais que preveem condena\u00e7\u00f5es que v\u00e3o 48 a 632 anos de pris\u00e3o, mesmo sendo imposs\u00edvel determinar se houve excesso doloso ou culposo e ainda individualizar qualquer conduta dos policiais. Sem um deslinde final at\u00e9 a data de\u00a0hoje, esse caso se tornou um dos imbr\u00f3glios jur\u00eddicos mais longos da hist\u00f3ria desse pa\u00eds&#8221;,\u00a0avaliou\u00a0Capit\u00e3o Augusto.<\/p>\n<p>Para o parlamentar, n\u00e3o h\u00e1 qualquer respaldo constitucional para a condena\u00e7\u00e3o desses profissionais sem elementos individualizados que apontem a rela\u00e7\u00e3o entre os fatos delituosos e a autoria.<\/p>\n<p>Durante o debate, o \u00fanico contr\u00e1rio foi o\u00a0deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS).\u00a0Em outra reuni\u00e3o do colegiado, o parlamentar j\u00e1 havia apresentado um pedido vistas da mat\u00e9ria, que voltou \u00e0 pauta\u00a0hoje. &#8220;Eu n\u00e3o quero ser aqui de forma nenhuma ser leviano, desinteressado na mat\u00e9ria, mas ela \u00e9 fruto de uma s\u00e9rie de narrativas que n\u00e3o correspondem \u00e0 realidade. Acho que a comiss\u00e3o erra ao, sem\u00a0ter\u00a0uma unanimidade, aprovar algo t\u00e3o delicado&#8221;,\u00a0disse.<\/p>\n<h2>Hist\u00f3rico<\/h2>\n<p>No dia\u00a02 de outubro\u00a0de 1992,\u00a0111 detentos morreram no massacre\u00a0durante invas\u00e3o da Pol\u00edcia\u00a0Militar\u00a0a fim de conter rebeli\u00e3o na Casa de Deten\u00e7\u00e3o\u00a0que ficava na Zona Norte de S\u00e3o Paulo.\u00a0Os policiais foram julgados e condenados a penas que variavam de 48 a 624 anos de pris\u00e3o.\u00a0\u00c0 \u00e9poca, os PMs alegaram que atiraram nos presos para se defender e que cumpriam ordens superiores.<\/p>\n<p>Ao todo, entre 2013 e 2014, 74 policiais foram julgados e condenados \u00e0 pris\u00e3o. Somente um dos agentes est\u00e1 preso, mas por outros crimes. Os demais continuam em liberdade.\u00a0\u00a0Em 2016, as condena\u00e7\u00f5es foram anuladas\u00a0pelo Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo.\u00a0Em 2021, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ)\u00a0restabeleceu as condena\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sua primeira reuni\u00e3o ap\u00f3s o recesso parlamentar\u00a0de julho, a Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a P\u00fablica da C\u00e2mara dos Deputados aprovou nesta\u00a0ter\u00e7a-feira (2) um projeto que defende anistia aos policiais militares processados ou punidos pela atua\u00e7\u00e3o no Massacre do Carandiru, em 1992. De autoria do deputado Capit\u00e3o Augusto (PL-SP),\u00a0apesar de\u00a0ter\u00a0avan\u00e7ado\u00a0hoje,\u00a0o texto ainda tem longo caminho na Casa. 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