{"id":202004,"date":"2022-07-22T17:38:44","date_gmt":"2022-07-22T20:38:44","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=202004"},"modified":"2022-07-22T17:38:44","modified_gmt":"2022-07-22T20:38:44","slug":"projecoes-da-aeb-para-balanca-comercial-apontam-para-novos-recordes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=202004","title":{"rendered":"Proje\u00e7\u00f5es da AEB para balan\u00e7a comercial apontam para novos recordes"},"content":{"rendered":"<p>A revis\u00e3o da balan\u00e7a comercial para 2022, divulgada hoje (22) pela Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), aponta para um crescimento de 13,8% nas exporta\u00e7\u00f5es, totalizando valor de US$ 319,471 bilh\u00f5es, contra os US$ 280,633 bilh\u00f5es efetivados em 2021. Para as importa\u00e7\u00f5es, o aumento previsto pela AEB \u00e9 de 21%, com resultado de US$ 265,345 bilh\u00f5es, ante US$ 219,409 bilh\u00f5es realizados no ano passado. Para o super\u00e1vit, entretanto, a previs\u00e3o \u00e9 alcan\u00e7ar US$ 54,126 bilh\u00f5es, redu\u00e7\u00e3o de 11,9% em compara\u00e7\u00e3o aos US$ 61,224 bilh\u00f5es apurados em 2021.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1472134&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1472134&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Tanto as previs\u00f5es das exporta\u00e7\u00f5es como das importa\u00e7\u00f5es, caso se concretizem, constituir\u00e3o recordes, substituindo os recordes anteriores de US$ 280,633 bilh\u00f5es das exporta\u00e7\u00f5es, no ano passado, e de US$ 239,621 bilh\u00f5es das importa\u00e7\u00f5es, em 2013. Do mesmo modo, a corrente de com\u00e9rcio, projetada em US$ 584,816 bilh\u00f5es para 2022, constituir\u00e1 novo recorde, superando o resultado recorde anterior de US$ 500,042 bilh\u00f5es, registrado em 2021.<\/p>\n<h2>Guerra<\/h2>\n<p>A guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia \u00e9 o principal fator para as proje\u00e7\u00f5es da AEB, disse \u00e0<strong>\u00a0Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0o presidente-executivo da entidade, Jos\u00e9 Augusto de Castro. Segundo Castro, o conflito no Leste Europeu provocou a eleva\u00e7\u00e3o de todos os produtos, de forma geral, tanto de exporta\u00e7\u00e3o, como de importa\u00e7\u00e3o. \u201cA guerra fez com que os pre\u00e7os das commodities [produtos agr\u00edcolas e minerais comercializados no mercado internacional] aumentassem ainda mais e os produtos importados passaram a ter um peso muito maior. Passou-se a pagar muito mais caro\u201d.<\/p>\n<p>Entre o come\u00e7o da guerra R\u00fassia-Ucr\u00e2nia, em mar\u00e7o, at\u00e9 este m\u00eas de julho, alguns produtos importados pelo Brasil tiveram aumentos de pre\u00e7os expressivos, entre os quais g\u00e1s natural (+79%), petr\u00f3leo (+31%), carv\u00e3o (+27%) e fertilizantes (+31%). Comparando-se as cota\u00e7\u00f5es vigentes em janeiro de 2021, antes do conflito, portanto, e julho de 2022, a AEB constatou uma \u201cexplosiva\u201d eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os para os produtos selecionados: g\u00e1s natural 365%, petr\u00f3leo 68%, carv\u00e3o 320% e fertilizantes 232%.<\/p>\n<h2>Importa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O presidente-executivo da AEB destacou que o pr\u00f3prio governo brasileiro tem divulgado a cada in\u00edcio de m\u00eas que o resultado da balan\u00e7a comercial, este ano, \u00e9 uma mistura de \u201cpre\u00e7o, pre\u00e7o e pre\u00e7o\u201d. Em 2022, os pre\u00e7os t\u00eam subido, em m\u00e9dia, 35% na importa\u00e7\u00e3o e 20% na exporta\u00e7\u00e3o. \u201cEsta \u00e9 a raz\u00e3o por que a gente est\u00e1 vendo um forte aumento de pre\u00e7os no produto importado\u201d. Al\u00e9m de faltar produtos, mat\u00e9ria-prima, o que explicaria em parte o aumento da importa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m faltam cont\u00eaineres. \u201cCom a falta de cont\u00eaineres, passou-se a ter um pre\u00e7o de log\u00edstica, de frete, muito mais elevado\u201d.<\/p>\n<p>Um dos principais produtos que ser\u00e3o afetados s\u00e3o chips, componentes eletr\u00f4nicos, cujo grande fornecedor \u00e9 a China. \u201cCom o\u00a0<em>lockdown<\/em>, a China est\u00e1 reduzindo as entregas, o que gera falta de produtos no mercado internacional. Os pre\u00e7os sobem por conta disso\u201d.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia \u00e9 que os pre\u00e7os das\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0comecem a ter, agora, uma leve acomoda\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o \u00e9 uma queda forte, mas uma leve acomoda\u00e7\u00e3o\u201d, alertou Jos\u00e9 Augusto de Castro. O presidente executivo lembrou que, no ano passado, o pre\u00e7o m\u00e9dio da exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro foi US$ 125 a tonelada. Este ano, est\u00e1 em torno de US$ 93.<\/p>\n<p>Castro analisou que esse movimento de acomoda\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os ser\u00e1 observado no com\u00e9rcio mundial como um todo. Como a China est\u00e1 com um crescimento bem menor do que em anos anteriores, a redu\u00e7\u00e3o do crescimento da China significa redu\u00e7\u00e3o do crescimento mundial, porque \u201ca China \u00e9 o grande indutor dessa desacelera\u00e7\u00e3o\u201d, apontou o presidente-executivo da AEB.<\/p>\n<h2>Exporta\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es est\u00e3o concentradas na ind\u00fastria extrativa e de transforma\u00e7\u00e3o. J\u00e1 as exporta\u00e7\u00f5es s\u00e3o as\u00a0<em>commodities<\/em>, que tiveram aumento de pre\u00e7os este ano, excetuando min\u00e9rio de ferro (- 25,4%), carne su\u00edna (- 8,2%) e celulose (- 0,6%). Destaque para \u00f3leos combust\u00edveis (+ 57,4%), caf\u00e9 n\u00e3o torrado (55,5%), petr\u00f3leo (39,2%), milho (36,1%), soja em gr\u00e3o (29,7%), carne de frango (27,1%), carne bovina (21,6%).<\/p>\n<p>De acordo com a an\u00e1lise feita pela AEB, a soja em gr\u00e3o vai retomar a lideran\u00e7a das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, somando US$ 43,698 bilh\u00f5es em 2022, gra\u00e7as \u00e0s quedas de pre\u00e7o e de volume nas exporta\u00e7\u00f5es de min\u00e9rio de ferro e, tamb\u00e9m, em fun\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o do volume de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Os dados projetados pela AEB sinalizam que, gra\u00e7as \u00e0s elevadas cota\u00e7\u00f5es das\u00a0<em>commodities<\/em>, o Brasil poder\u00e1 deixar a atual 26\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking mundial de exporta\u00e7\u00e3o e ganhar at\u00e9 quatro posi\u00e7\u00f5es. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s importa\u00e7\u00f5es, as significativas altas de pre\u00e7os observadas em bens da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o poder\u00e3o levar o Brasil a deixar a atual 29\u00aa posi\u00e7\u00e3o no\u00a0<em>ranking<\/em>\u00a0e ganhar at\u00e9 cinco posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o anterior da AEB para o ano de 2022, divulgada em 8 de dezembro de 2021, mostrava os seguintes dados: exporta\u00e7\u00e3o de US$ 262,379 bilh\u00f5es, importa\u00e7\u00e3o de US$ 227,855 bilh\u00f5es e super\u00e1vit de US$ 34,524 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revis\u00e3o da balan\u00e7a comercial para 2022, divulgada hoje (22) pela Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), aponta para um crescimento de 13,8% nas exporta\u00e7\u00f5es, totalizando valor de US$ 319,471 bilh\u00f5es, contra os US$ 280,633 bilh\u00f5es efetivados em 2021. Para as importa\u00e7\u00f5es, o aumento previsto pela AEB \u00e9 de 21%, com resultado de US$ [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":246,"featured_media":202005,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[436,261,439],"tags":[],"class_list":["post-202004","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-da-semana","category-economia","category-ultima-hora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/202004","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/246"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=202004"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/202004\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":202006,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/202004\/revisions\/202006"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/202005"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=202004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=202004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=202004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}