{"id":201169,"date":"2022-07-05T21:17:53","date_gmt":"2022-07-06T00:17:53","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=201169"},"modified":"2022-07-05T21:17:53","modified_gmt":"2022-07-06T00:17:53","slug":"pequenos-negocios-geram-renda-de-r-420-bilhoes-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=201169","title":{"rendered":"Pequenos neg\u00f3cios geram renda de R$ 420 bilh\u00f5es por ano"},"content":{"rendered":"<p>Os pequenos neg\u00f3cios geram renda em torno de R$ 420 bilh\u00f5es por ano, o equivalente a cerca de um ter\u00e7o do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos) brasileiro. A estimativa consta do Atlas dos Pequenos Neg\u00f3cios, lan\u00e7ado pelo Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que hoje (5) completa 50 anos.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento in\u00e9dito, os neg\u00f3cios de menor porte injetam R$ 35 bilh\u00f5es por m\u00eas na economia brasileira. A pesquisa analisou a participa\u00e7\u00e3o na economia de microempresas, pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEI).<\/p>\n<p>De acordo com a publica\u00e7\u00e3o, os MEI geram R$ 11 bilh\u00f5es todos os meses, o que significa R$ 140 bilh\u00f5es por ano. As micro e pequenas empresas geram mensalmente R$ 23 bilh\u00f5es, movimentando R$ 280 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>Atualmente, os neg\u00f3cios de menor porte correspondem a 30% do PIB. Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a participa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 chegar a 40% do PIB, caso o pa\u00eds cres\u00e7a 3% ao ano nos pr\u00f3ximos anos. \u201cEm pa\u00edses desenvolvidos, a participa\u00e7\u00e3o dos pequenos neg\u00f3cios no PIB fica em torno de 40% a 50%. Se em 10 anos conseguirmos promover esse crescimento, toda a economia sai beneficiada, gra\u00e7as ao poder que as MPE [micro e pequenas empresas] t\u00eam de gerar renda e empregos\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>A pesquisa constatou que, de 15,3 milh\u00f5es de donos de pequenos neg\u00f3cios em atividade no Brasil, 11,5 milh\u00f5es dependem exclusivamente da atividade empresarial para sobreviver. Em rela\u00e7\u00e3o aos MEI, a propor\u00e7\u00e3o chega a 78%, o que equivale a cerca de 6,7 milh\u00f5es de pessoas. Entre os donos de micro e pequenas empresas, 71% t\u00eam no neg\u00f3cio de pequeno porte a principal fonte de renda, o que representa cerca de 4,7 milh\u00f5es de pessoas.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1469291&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1469291&amp;o=node\" \/><\/p>\n<h2>Crescimento<\/h2>\n<p>De 2012 a 2021, o n\u00famero de trabalhadores por conta pr\u00f3pria no Brasil cresceu 26%, passando de 20,5 milh\u00f5es para 25,9 milh\u00f5es. No mesmo per\u00edodo, o n\u00famero de formaliza\u00e7\u00f5es entre os MEI passou de 2,6 milh\u00f5es para 11,3 milh\u00f5es, alta de 323%. Isso significa crescimento mais de 12 vezes maior entre os microempreendedores individuais, comparado com os donos de neg\u00f3cios que n\u00e3o se formalizaram.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa do Sebrae, 28% dos MEI atuavam fora do mercado formal ao adotar o regime especial de pagamento de imposto. Desse total, 13% tinham como ocupa\u00e7\u00e3o principal o empreendedorismo informal e 15% atuavam como empregados sem carteira assinada. A propor\u00e7\u00e3o de informais vem caindo ao longo do tempo. Cerca de 2,5 milh\u00f5es de pessoas foram retiradas da informalidade (28% de 8,7 milh\u00f5es de microempreendedores individuais em atividade), por causa do registro do MEI.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s micro e pequenas empresas, 13% dos empreendedores eram informais antes da abertura do neg\u00f3cio. Desse total, 6% exerciam a atividade como empreendedores informais e 7% eram empregados sem carteira assinada.<\/p>\n<h2>Regi\u00f5es e estados<\/h2>\n<p>O Atlas dos Pequenos Neg\u00f3cios tamb\u00e9m revelou peculiaridades entre regi\u00f5es e estados. O Norte tem uma das maiores propor\u00e7\u00f5es de jovens e negros \u00e0 frente de um neg\u00f3cio. No Nordeste, Sergipe \u00e9 um dos estados com a maior propor\u00e7\u00e3o de empreendedores. No Centro-Oeste, o Distrito Federal tem uma das maiores propor\u00e7\u00f5es de donos de neg\u00f3cios com ensino superior.<\/p>\n<p>O Sul \u00e9 a regi\u00e3o com a maior propor\u00e7\u00e3o de empreendedores que contribuem para a Previd\u00eancia Social. O Sudeste tem o maior n\u00famero de pequenos neg\u00f3cios, com tr\u00eas estados \u2013 S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro \u2013 concentrando 40% dos donos de empresas de pequeno porte no Brasil.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos estados, Rio de Janeiro, Alagoas, Para\u00edba e Sergipe t\u00eam as maiores participa\u00e7\u00f5es de microempreendedores individuais entre os empreendimentos abertos. Maranh\u00e3o, Amap\u00e1, Paran\u00e1 e Piau\u00ed t\u00eam a maior propor\u00e7\u00e3o de microempresas na abertura de neg\u00f3cios. Na abertura de empresas de pequeno porte, lideram Mato Grosso, Par\u00e1, Amazonas e Amap\u00e1.<\/p>\n<p>O estado do Rio de Janeiro, o Distrito Federal e o Sergipe t\u00eam as maiores propor\u00e7\u00f5es de mulheres entre donos de neg\u00f3cio, com 38%, 37% e 37% do total, respectivamente. A propor\u00e7\u00e3o de empreendedores que se classificam como negros (pretos e pardos) chega a 84% do total dos donos de neg\u00f3cios no Amazonas e no Acre. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a propor\u00e7\u00e3o de negros chega a apenas 15%.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pequenos neg\u00f3cios geram renda em torno de R$ 420 bilh\u00f5es por ano, o equivalente a cerca de um ter\u00e7o do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos) brasileiro. 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