{"id":199804,"date":"2022-06-02T20:23:36","date_gmt":"2022-06-02T23:23:36","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=199804"},"modified":"2022-06-02T20:23:36","modified_gmt":"2022-06-02T23:23:36","slug":"minas-se-prepara-para-prevenir-tratar-e-controlar-possiveis-casos-de-variola-do-macaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=199804","title":{"rendered":"Minas se prepara para prevenir, tratar e controlar poss\u00edveis casos de var\u00edola do macaco"},"content":{"rendered":"<p>Em resposta ao alerta epidemiol\u00f3gico emitido pela Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (OPAS) e pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) no dia 20\/5, a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fhemig.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"0\">Funda\u00e7\u00e3o Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig)<\/a>\u00a0produziu o \u201cProtocolo Cl\u00ednico para orienta\u00e7\u00f5es gerais, preven\u00e7\u00e3o e controle do Monkeypox (var\u00edola do macaco)\u201d, j\u00e1 publicado neste\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fhemig.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"1\">site.<\/a><\/p>\n<p>O documento foi formulado em menos de duas semanas, com as melhores e mais atualizadas evid\u00eancias dispon\u00edveis. Ele traz informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 assist\u00eancia segura ao paciente suspeito e\/ou confirmado de infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus Monkeypox, que transmite a var\u00edola dos macacos.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Estado de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.saude.mg.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"2\">Sa\u00fade<\/a>\u00a0e ex-presidente da Fhemig, o m\u00e9dico F\u00e1bio Baccheretti, afirma que o protocolo \u00e9 fundamental para o reconhecimento precoce dos pacientes suspeitos e tamb\u00e9m para a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria pela Secretaria Estadual de Sa\u00fade (SES-MG).<\/p>\n<p>\u201cEsse protocolo vai orientar as equipes da Fhemig e vai ser utilizado tamb\u00e9m pelos outros hospitais que, comumente, adotam os protocolos desenvolvidos pela Funda\u00e7\u00e3o, que tem expertise no assunto\u201d, ressalta.<\/p>\n<p><strong>Amplitude de uso<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o m\u00e9dico infectologista e membro da Coordena\u00e7\u00e3o de Seguran\u00e7a Assistencial da Diretoria Assistencial (Dirass) da Fhemig, Fl\u00e1vio Souza Lima, o p\u00fablico-alvo do protocolo cl\u00ednico s\u00e3o os profissionais de sa\u00fade que atuam na Funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEle foi elaborado com o objetivo de subsidiar as unidades assistenciais da Rede e tamb\u00e9m poder\u00e1 ser utilizado, como base, para a elabora\u00e7\u00e3o de protocolos de outros servi\u00e7os\u201d, refor\u00e7a o infectologista. Ainda segundo Fl\u00e1vio, a Fhemig sempre consulta as normatiza\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais na elabora\u00e7\u00e3o de suas pol\u00edticas assistenciais.<\/p>\n<p>Lucin\u00e9ia Carvalhais, m\u00e9dica infectologista e gestora da Diretoria Assistencial da Fhemig, destaca que, em raz\u00e3o do impacto macrorregional da Fhemig, que atua alinhada com as necessidades do SUS estadual e macrorregional, foi preparado o protocolo, que d\u00e1 as diretrizes para as unidades hospitalares da Rede para o recebimento e o manejo dos casos que entrem em crit\u00e9rio de suspei\u00e7\u00e3o de Monkeypox.<\/p>\n<p><strong>Antecipa\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O protocolo incorpora todas as diretrizes para a celeridade da notifica\u00e7\u00e3o, numa eventual conten\u00e7\u00e3o de dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, assim como para o cadastro no SUSF\u00e1cil, caso haja necessidade de interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A diretora assistencial assegura que os casos de Monkeypox que t\u00eam ocorrido no mundo, fora da \u00c1frica, n\u00e3o t\u00eam demonstrado necessidade de interna\u00e7\u00e3o hospitalar, nem complica\u00e7\u00f5es graves.<\/p>\n<p>\u201cEsse n\u00e3o \u00e9 um evento que possa ser descartado. Caso ocorra isso, as unidades estar\u00e3o preparadas para conduzirem a fase inicial, inclusive, com o envio para interna\u00e7\u00e3o. No caso de adultos, a refer\u00eancia \u00e9 o Hospital Eduardo de Menezes, se houver demanda por interna\u00e7\u00e3o, que, inclusive, j\u00e1 preparado com seu protocolo interno e plano de conting\u00eancia para atendimento. Para a interna\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as, a refer\u00eancia \u00e9 o Hospital Infantil Jo\u00e3o Paulo II. Ambos s\u00e3o hospitais da Fhemig e refer\u00eancias estaduais para doen\u00e7as infecciosas\u201d, diz Lucin\u00e9ia Carvalhais.<\/p>\n<p><strong>Trabalho em grupo\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O protocolo cl\u00ednico para o manejo da var\u00edola do macaco, elaborado pela Fhemig, teve, al\u00e9m de Fl\u00e1vio Souza Lima, a autoria das infectologistas L\u00edvia Fulg\u00eancio da Cunha Melo e Elisa Caroline Pereira Assad. Contou ainda com a colabora\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico cl\u00ednico Guilherme Donini Armiato, da infectologista Tatiani Oliveira Fereguetti e do cirurgi\u00e3o geral Victor Ikeda.<\/p>\n<p>Para Guilherme Donini, a experi\u00eancia recente da comunidade cient\u00edfica e m\u00e9dica no enfrentamento \u00e0 pandemia da covid-19 motivou a agilidade no enfrentamento \u00e0 var\u00edola do macaco. \u201cIsso \u00e9 fruto da pandemia anterior que est\u00e1 muito viva em nossa mente\u201d, acredita.<\/p>\n<p><strong>Casos\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A OMS informou, em coletiva de imprensa realizada na quarta-feira (1\/6), que os casos confirmados da doen\u00e7a j\u00e1 somam 550 e foram registrados em 30 pa\u00edses. A hip\u00f3tese levantada pelo organismo internacional de sa\u00fade \u00e9 que, devido ao fato de o v\u00edrus circular em diversos pa\u00edses ao mesmo tempo, \u00e9 prov\u00e1vel que o Monkeypox estaria circulando de forma indetect\u00e1vel j\u00e1 h\u00e1 algum tempo. Ainda segundo a OMS, trata-se, neste momento, de um surto da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>No Brasil, at\u00e9 agora, de acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, h\u00e1 tr\u00eas casos em investiga\u00e7\u00e3o, distribu\u00eddos pelos estados de Santa Catarina, Cear\u00e1 e Rio Grande do Sul. Segundo Fl\u00e1vio Lima, ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estimar a probabilidade de ocorr\u00eancia de casos em Minas Gerais, \u201cmas caso ocorram, \u00e9 fundamental que os servi\u00e7os de sa\u00fade j\u00e1 tenham se preparado para o atendimento desses casos\u201d. Da\u00ed a import\u00e2ncia do protocolo cl\u00ednico de manejo da doen\u00e7a desenvolvido pela Fhemig.<\/p>\n<p>Fl\u00e1vio destaca que a var\u00edola dos macacos \u00e9 conhecida desde meados do s\u00e9culo passado e que \u00e9 end\u00eamica em algumas regi\u00f5es do continente africano. Al\u00e9m disso, j\u00e1 ocorreram casos em outros continentes no passado. \u201cAinda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar se o n\u00famero de casos que ocorrem neste momento ser\u00e1 suficiente para uma epidemia ou pandemia, mas a vigil\u00e2ncia j\u00e1 se iniciou\u201d, completa o infectologista.<\/p>\n<p><strong>Transmiss\u00e3o e sintomas\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser menos transmiss\u00edvel que a covid-19, tudo indica que o n\u00famero de casos da var\u00edola do macaco ser\u00e1 menor. \u201c\u00c9 importante salientar que ainda n\u00e3o ocorreram \u00f3bitos fora do continente africano, at\u00e9 o momento\u201d, diz o especialista. Fl\u00e1vio Lima acentua que, em regi\u00f5es end\u00eamicas, o Monkeypox causa uma letalidade entre 1% e 10%.<\/p>\n<p>Acredita-se que os hospedeiros animais da var\u00edola do macaco sejam roedores silvestres e primatas n\u00e3o humanos. Outro ponto importante \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 vacina espec\u00edfica contra o v\u00edrus Monkeypox. Por outro lado, segundo nota t\u00e9cnica da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), do dia 31\/5, n\u00e3o h\u00e1 vacina contra a var\u00edola humana dispon\u00edvel, neste momento, que poderia ser usada no caso da var\u00edola do macaco. Ela foi respons\u00e1vel pela erradica\u00e7\u00e3o da var\u00edola humana na d\u00e9cada de 80 e possui efic\u00e1cia de 85% quando aplicada em pessoas infectadas pelo Monkeypox.<\/p>\n<p>Os sintomas da var\u00edola do macaco s\u00e3o mal-estar geral, febre e cansa\u00e7o, que s\u00e3o muito parecidos com os da gripe. Al\u00e9m disso, os n\u00f3dulos linf\u00e1ticos ficam inchados. Na sequ\u00eancia, aparecem erup\u00e7\u00f5es na pele, que podem se iniciar como manchas vermelhas e sem volume, depois apresentam volume e bolhas para, finalmente, formarem cascas. Uma caracter\u00edstica que a diferencia da varicela (catapora) \u00e9 que as les\u00f5es se apresentam em uma mesma fase de evolu\u00e7\u00e3o nos casos de var\u00edola.<\/p>\n<p>Acesse o protocolo em:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fhemig.mg.gov.br\/index.php?preview=1&amp;option=com_dropfiles&amp;format=&amp;task=frontfile.download&amp;catid=1394&amp;id=21008&amp;Itemid=1000000000000\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"3\">bit.ly\/3NQTlEy<\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Minas\u00a0 <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em resposta ao alerta epidemiol\u00f3gico emitido pela Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (OPAS) e pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) no dia 20\/5, a\u00a0Funda\u00e7\u00e3o Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig)\u00a0produziu o \u201cProtocolo Cl\u00ednico para orienta\u00e7\u00f5es gerais, preven\u00e7\u00e3o e controle do Monkeypox (var\u00edola do macaco)\u201d, j\u00e1 publicado neste\u00a0site. 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