{"id":198230,"date":"2022-04-29T13:24:31","date_gmt":"2022-04-29T16:24:31","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=198230"},"modified":"2022-04-29T13:24:31","modified_gmt":"2022-04-29T16:24:31","slug":"taxa-de-desemprego-fica-em-111-no-primeiro-trimestre-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=198230","title":{"rendered":"Taxa de desemprego fica em 11,1% no primeiro trimestre, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p>A taxa de desemprego no Brasil atingiu 11,1% no trimestre de janeiro a mar\u00e7o. O \u00edndice ficou est\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o com o per\u00edodo anterior em 2021. Esse \u00e9 o menor \u00edndice para o trimestre encerrado em mar\u00e7o desde 2016, quando tamb\u00e9m ficou em 11,1%. O n\u00famero de desempregados que somou 11,9 milh\u00f5es de pessoas, tamb\u00e9m ficou est\u00e1vel. A popula\u00e7\u00e3o ocupada estimada em 95,3 milh\u00f5es recuou 0,5% na mesma compara\u00e7\u00e3o. N\u00famero representa menos 472 mil pessoas no mercado de trabalho.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1456958&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1456958&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Os dados est\u00e3o na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), divulgada hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Para a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, o fato de n\u00e3o haver crescimento na busca por trabalho no trimestre, explica a estabilidade da taxa de desocupa\u00e7\u00e3o. Segundo ela, o cen\u00e1rio \u00e9 diferente do registrado nos outros trimestres terminados em mar\u00e7o, quando, pelo efeito da sazonalidade, havia aumento da procura por trabalho.<\/p>\n<p>\u201cSe olharmos a desocupa\u00e7\u00e3o em retrospecto, pela s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa, podemos notar que, no primeiro trimestre, essa popula\u00e7\u00e3o costuma aumentar devido aos desligamentos que h\u00e1 no in\u00edcio ano. O trimestre encerrado em mar\u00e7o se diferiu desses padr\u00f5es\u201d, observou.<\/p>\n<h2>Rendimento<\/h2>\n<p>O rendimento m\u00e9dio real, que cresceu 1,5% em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre encerrado em dezembro foi estimado em R$ 2.548. Na vis\u00e3o da coordenadora, esse aumento \u00e9 importante considerar que o indicador vinha em queda desde o segundo trimestre do ano passado.<\/p>\n<p>\u201cDe modo geral, quando a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores formais aumenta, o rendimento m\u00e9dio da popula\u00e7\u00e3o ocupada tende a crescer\u201d, completou. Apesar desse desempenho, em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre terminado em mar\u00e7o do ano passado, o indicador registrou queda de 8,7%. A massa de rendimento foi estimada em R$ 237,7 bilh\u00f5es, ficando est\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior e tamb\u00e9m na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo do ano anterior.<\/p>\n<h2>Conta pr\u00f3pria<\/h2>\n<p>O n\u00famero de trabalhadores por conta pr\u00f3pria na compara\u00e7\u00e3o com o \u00faltimo trimestre caiu 2,5%. Isso quer dizer que 660 mil pessoas dessa categoria sa\u00edram do mercado. De acordo com o IBGE, nesse contingente, 475 mil eram trabalhadores sem CNPJ. Conforme a pesquisadora, os empregados sem carteira no setor privado ficaram est\u00e1veis, depois de tr\u00eas trimestres em expans\u00e3o, mas o n\u00famero de trabalhadores por conta pr\u00f3pria teve retra\u00e7\u00e3o ap\u00f3s cinco trimestres de aumento. \u201cNo trimestre encerrado em mar\u00e7o, essa queda no trabalho por conta pr\u00f3pria respondeu pela redu\u00e7\u00e3o no total da popula\u00e7\u00e3o ocupada.\u201d<\/p>\n<h2>Informalidade<\/h2>\n<p>A taxa de informalidade sofreu impacto dessa redu\u00e7\u00e3o e chegou a 40,1%, ap\u00f3s retra\u00e7\u00e3o de 0,6 ponto percentual. O n\u00famero de informais chegou a 38,2 milh\u00f5es com a queda de 1,9%. A pesquisa apontou que a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores por conta pr\u00f3pria sem CNPJ nesse recuo \u00e9 de 64%. Em outro movimento, o n\u00famero de empregadores subiu 5,7%, representando 222 mil pessoas a mais. Boa parte desse n\u00famero corresponde ao trabalho formal. Entre esses empregadores, 186 mil tinham CNPJ.<\/p>\n<h2>Carteira assinada<\/h2>\n<p>De acordo com a pesquisa, houve eleva\u00e7\u00e3o no n\u00famero de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, que alcan\u00e7ou 34,9 milh\u00f5es de pessoas. Na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre conclu\u00eddo em dezembro, significa aumento de 1,1%, ou de 380 mil pessoas.<\/p>\n<p>\u201cEssa categoria cresceu pelo quarto trimestre consecutivo, por\u00e9m em percentual menor ao observado nos trimestres de 2021, respectivamente, segundo (1,8%), terceiro (4,4%) e quarto (2,9%) trimestres. Embora tenha reduzido o ritmo de crescimento, a expans\u00e3o do emprego com carteira vem contribuindo para um gradativo aumento da formalidade na ocupa\u00e7\u00e3o\u201d, disse Adriana.<\/p>\n<h2>Setores<\/h2>\n<p>Entre os setores analisados pela pesquisa, a constru\u00e7\u00e3o civil teve retra\u00e7\u00e3o no seu contingente de trabalhadores na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior. Neste per\u00edodo, a queda \u00e9 3,4%, ou 252 mil pessoas. Segundo o IBGE, os outros setores ficaram est\u00e1veis nessa compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA queda no n\u00famero de ocupados na constru\u00e7\u00e3o ocorreu principalmente entre trabalhadores por conta pr\u00f3pria e empregados sem carteira, que representam parcela relevante dos ocupados nessa atividade. A queda na informalidade no trimestre pode ser associada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o desses trabalhadores na constru\u00e7\u00e3o\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Com a retra\u00e7\u00e3o no contingente de ocupados, a popula\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho avan\u00e7ou 1,4%, o representa mais 929 mil pessoas. Em movimento contr\u00e1rio, a for\u00e7a de trabalho potencial recuou 6,8% ou 610 mil pessoas. O grupo re\u00fane as pessoas que n\u00e3o estavam ocupadas nem procuravam uma vaga no mercado, mas tinham potencial para se transformarem em for\u00e7a de trabalho. No mesmo per\u00edodo, 195 mil pessoas sa\u00edram do contingente de desalentados.<\/p>\n<h2>PNAD Cont\u00ednua<\/h2>\n<p>Conforme o IBGE, a pesquisa \u00e9 o principal instrumento para monitoramento da for\u00e7a de trabalho no pa\u00eds. A amostra da PNAD Cont\u00ednua por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domic\u00edlios pesquisados, com cerca de 2 mil entrevistadores em 26 estados e Distrito Federal, integrados \u00e0 rede de coleta de mais de 500 ag\u00eancias do IBGE.<\/p>\n<p>Por causa da pandemia de covid-19, o instituto adotou a coleta de informa\u00e7\u00f5es da pesquisa por telefone a partir de 17 de mar\u00e7o de 2020. \u201cEm julho de 2021, houve a volta da coleta de forma presencial. \u00c9 poss\u00edvel confirmar a identidade do entrevistador no\u00a0<em>site<\/em>\u00a0Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matr\u00edcula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de desemprego no Brasil atingiu 11,1% no trimestre de janeiro a mar\u00e7o. 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