{"id":197966,"date":"2022-04-25T22:00:45","date_gmt":"2022-04-26T01:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=197966"},"modified":"2022-04-25T22:00:45","modified_gmt":"2022-04-26T01:00:45","slug":"cbic-467-dos-empresarios-da-construcao-estao-preocupados-com-custos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/?p=197966","title":{"rendered":"CBIC: 46,7% dos empres\u00e1rios da constru\u00e7\u00e3o est\u00e3o preocupados com custos"},"content":{"rendered":"<p>A alta nos pre\u00e7os de insumos \u00e9 o que mais tem preocupado empres\u00e1rios da constru\u00e7\u00e3o civil. De acordo com a C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC), o problema foi mencionado por 46,7% dos empres\u00e1rios do setor, no levantamento Desempenho Econ\u00f4mico da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil e Perspectivas, divulgado hoje (25).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1456018&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1456018&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 o percentual mais alto registrado desde o primeiro trimestre de 2015. Ainda segundo o levantamento, h\u00e1 sete trimestres consecutivos o alto custo dos insumos vem sendo apontado como o principal problema do setor.<\/p>\n<p>Tendo por base o \u00cdndice Nacional do Custo da Constru\u00e7\u00e3o (INCC), a CBIC informou que a infla\u00e7\u00e3o registrada para materiais e equipamentos usados pelo setor ficou em 51,21% entre janeiro de 2020 e mar\u00e7o de 2022.<\/p>\n<p>Entre as varia\u00e7\u00f5es expressivas destacadas pela CBIC figuram a de condutores el\u00e9tricos (91,9%), tubos e conex\u00f5es de PVC (91,8%), vergalh\u00f5es e arames de a\u00e7o ao carbono (81,5%) e eletroduto de PVC (70,8%).<\/p>\n<h2>Peso do PIB<\/h2>\n<p>O aumento de gastos acabou por influenciar o Produto Interno Bruto (PIB) do setor, gerando crescimento de 9,7% em 2021. Segundo Ieda Vasconcelos, economista da CBIC, a varia\u00e7\u00e3o do PIB da constru\u00e7\u00e3o civil surpreendeu em 2021, mas isso se deve \u00e0s bases de compara\u00e7\u00e3o, uma vez que, em 2020, houve um recuo de 6,7% nesse item.<\/p>\n<p>\u201cA proje\u00e7\u00e3o para 2022 \u00e9 de crescimento de 2,5%, mas isso se deve tamb\u00e9m \u00e0 base de compara\u00e7\u00e3o com os 9,7% de 2021. O problema \u00e9 que, se continuarmos crescendo 2,5% ao ano, s\u00f3 em 2033 atingiremos o n\u00edvel de atividades observado em 2014. [Mantendo este \u00edndice,] o setor vai trabalhar ainda por 11 anos abaixo do seu pico de atividades\u201d, explicou a economista.<\/p>\n<h2>Menor rentabilidade<\/h2>\n<p>Ieda ressaltou que, mesmo com esse crescimento, o setor perdeu participa\u00e7\u00e3o no PIB nacional, caindo para 2,6% em 2021. &#8220;\u00c9 o menor patamar da hist\u00f3ria&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia de como \u00e9 ruim essa participa\u00e7\u00e3o atual do setor de constru\u00e7\u00e3o civil no PIB nacional, a CBIC o compara com os anos de pico &#8211; entre 2010 e 2014 &#8211; quando o PIB se mantinha sempre acima de 6,2%, chegando a 6,5% em 2012.<\/p>\n<p>O presidente da CBIC, Jos\u00e9 Carlos Martins, explicou esse crescimento do setor, que veio acompanhado de perda de participa\u00e7\u00e3o no PIB do pa\u00eds. \u201cO que cresceu foi o valor agregado, porque considerou o aumento dos insumos. Isso acabou por tirar rentabilidade daqueles que executam as obras. Assim sendo, o resultado n\u00e3o ficou com o setor, mas com os fornecedores\u201d.<\/p>\n<h2>Alta de juros<\/h2>\n<p>Um outro fator que tem sido fonte de preocupa\u00e7\u00e3o dos empres\u00e1rios do setor \u00e9 a alta de juros. \u201cA preocupa\u00e7\u00e3o com a alta de insumos divide espa\u00e7o com a preocupa\u00e7\u00e3o que temos com a alta de juros\u201d, afirmou o presidente da CBIC.<\/p>\n<p>Segundo ele, a preocupa\u00e7\u00e3o com os juros \u00e9 a que mais tem ganhado for\u00e7a, sendo citada entre os principais problemas da constru\u00e7\u00e3o civil por 26,7% dos empres\u00e1rios do setor no primeiro trimestre de 2022.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 o maior patamar desde o segundo trimestre de 2017 (27,9%). Em rela\u00e7\u00e3o aos primeiros tr\u00eas meses de 2021, que era 11,6%, a alta [dos juros] foi de 15,1 pontos percentuais\u201d, detalhou.<\/p>\n<h2>Poder de compra<\/h2>\n<p>A alta dos juros dificulta tamb\u00e9m o poder de compra das fam\u00edlias, o que preocupa a CBIC. Por isso, a entidade defende programas sociais voltados a habita\u00e7\u00f5es mais simples. \u201cO Programa Casa Verde e Amarela \u00e9 o que d\u00e1 acesso ao primeiro im\u00f3vel de uma fam\u00edlia\u201d, disse Jos\u00e9 Carlos Martins.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos recompor o poder de compra das fam\u00edlias. Al\u00e9m disso, estados que receberam menos apoio desse programa foram os que apresentaram os piores \u00edndices. Por isso, precisamos ter em mente o aspecto de que arrumar desequil\u00edbrios regionais \u00e9 muito importante\u201d, acrescentou ao citar Par\u00e1, Maranh\u00e3o, Tocantins, Amap\u00e1, Roraima, Rond\u00f4nia, Acre, Piau\u00ed, Para\u00edba, Amazonas, Alagoas, Sergipe e Rio Grande do Norte.<\/p>\n<p>Outra preocupa\u00e7\u00e3o destacada pelos empres\u00e1rios consultados pela CBIC \u00e9 a \u201cfalta ou o alto custo do trabalhador qualificado\u201d, citado por 18,2% dos participantes da pesquisa, al\u00e9m da demanda interna insuficiente, mencionada por 16,5% dos empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A alta nos pre\u00e7os de insumos \u00e9 o que mais tem preocupado empres\u00e1rios da constru\u00e7\u00e3o civil. De acordo com a C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC), o problema foi mencionado por 46,7% dos empres\u00e1rios do setor, no levantamento Desempenho Econ\u00f4mico da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil e Perspectivas, divulgado hoje (25). \u00c9 o percentual mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":246,"featured_media":197967,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[436,261,439],"tags":[],"class_list":["post-197966","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-da-semana","category-economia","category-ultima-hora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/197966","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/246"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=197966"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/197966\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":197969,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/197966\/revisions\/197969"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/197967"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=197966"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=197966"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diarioregionaldigital.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=197966"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}